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sábado, 3 de dezembro de 2022

Proteja o seu patrimônio!

 




Olá pessoal,

 

  Meu nome é Pedro Pinheiro, sou Educador Financeiro e Co-fundador do Pague-se Primeiro. E hoje eu falarei para você sobre um dos pilares de sustentação de uma vida próspera, que é o pilar da proteção patrimonial. Fica comigo aqui até o final deste artigo que eu vou te explicar!                                                           

  Antes de adentrar nesse pilar, eu vou explicar para você sobre os 4 pilares de sustentação de uma vida próspera que falei anteriormente: 1º) Gerar mais dinheiro => Não adianta você passar a vida inteira apenas gastando menos do que gera de dinheiro. Você precisa gerar mais e mais dinheiro ao longo da sua vida; 2º) Cuidar do dinheiro => Você precisa cuidar bem do seu dinheiro, analisando os seus gastos, a sua conta corrente e a sua fatura do cartão de crédito; 3º) Proteger o patrimônio => É sobre esse pilar que irei tratar neste artigo; e 4º) Multiplicar o dinheiro => Você precisa investir o seu dinheiro para se proteger da inflação.    

  O pilar da proteção patrimonial é ignorado pela maioria dos brasileiros devido à falta de educação financeira da nossa sociedade. A proteção do patrimônio começa com a formação de uma reserva de emergência que visa socorrer uma família em casos de desemprego, falência da empresa familiar, tratamento médico, sinistro de automóvel, sinistro de residência, etc. O montante necessário para a formação dessa reserva dependerá do custo de vida mensal da família como também do nível de estabilidade da renda familiar.

  A proteção do patrimônio também depende da contratação de um bom plano de saúde para todos os integrantes da família. Afinal, a nossa saúde é a nossa maior riqueza, pois sem ela você não consegue viver. Por mais que a sua renda seja limitada, priorize a contratação de um plano, pois você nunca saberá o que pode acontecer com você ou com alguém de sua família no futuro. Lembre-se sempre que despesas com saúde pagas pelo plano particular são muito altas, em qualquer lugar do mundo.

  Também avalie a possibilidade de contratar um seguro auto para o seu veículo, pois sabemos que uma das coisas mais comuns de acontecer nessa vida é o seu automóvel sofrer um sinistro. Quem nunca passou por isso? É uma batida com perda parcial ou total, um arrombamento, um furto, ou qualquer outro infortúnio com o seu veículo que gere um prejuízo imenso para você!

  Também avalie a possibilidade de contratar um seguro de vida, caso você seja o único provedor da família e tenha um custo de vida mensal relativamente alto. Você nunca sabe o que pode acontecer contigo no futuro, por mais que você se cuide e seja saudável. Você pode ter uma morte súbita por diversos motivos, e caso você venha a faltar sem um seguro de vida, o seu cônjuge e os seus filhos podem enfrentar sérias dificuldades financeiras.

  Por fim, compreenda que proteger o seu patrimônio é pré-requisito obrigatório para uma vida próspera. Ficar com o patrimônio desprotegido após iniciar um planejamento financeiro é como você ir para a guerra sem usar equipamento de proteção individual. A probabilidade de você morrer é bem maior!




  E aí? Quer aprender, na prática, a proteger o seu patrimônio com a ajuda de profissionais? Então acesse o nosso site https://www.pagueseprimeiro.com.br/ptbr/, o nosso Instagram pagueseprimeiro.oficial e o nosso YouTube Pague-se Primeiro. Teremos o maior prazer em lhe ajudar nessa missão!

 

Pague-se Primeiro

Você em 1º lugar


sábado, 7 de maio de 2022

Não confunda negócio próprio com investimento!

 




Olá pessoal,

 

  Hoje eu gostaria de falar para você sobre um pensamento predominante na sociedade brasileira no que diz respeito a investimentos e negócio próprio. Muitas pessoas que eu atendo como também outras pessoas com quem eu converso fazem objeção para começar a investir alegando que conseguem uma rentabilidade no seu negócio muito maior do que a que encontra nos investimentos. E é aí onde está o erro! Você não pode nunca comparar o retorno alcançado no negócio próprio com aquele encontrado nos investimentos. Vou explicar.            

   A primeira coisa que você deve entender é que uma carteira de investimentos em bolsa de valores não existe para você enriquecer instantaneamente. Ela existe para te servir em 2 coisas: 1º) Formar um patrimônio que vai gerar juros para você no futuro; e 2º) Proteger o seu dinheiro da inflação. Isso se deve ao fato de que a única coisa que vai te enriquecer nessa vida é o TRABALHO. A bolsa de valores vai potencializar a riqueza gerada por você através do teu trabalho.

   A segunda coisa que você deve entender é que trabalho (negócio próprio) e investimentos são coisas completamente distintas: num negócio próprio, você está trabalhando, você está gastando o seu precioso tempo em algo que vai gerar uma renda para você. Já nos investimentos, você NÃO está trabalhando, você NÃO está gastando o seu tempo com eles. Você tem apenas o pequeno trabalho de fazer as aplicações nos investimentos. A sua carteira de investimentos, por si só, se retroalimenta ao longo do tempo, gerando juros e mais juros para você, sem você precisar fazer NADA, absolutamente NADA. Partindo desse pressuposto, você há de convir comigo que o retorno advindo do seu negócio próprio precisa SER MAIOR do que o retorno gerado pelos seus investimentos, pois no negócio próprio, independente de você ser empresário, autônomo ou profissional liberal, você está gastando muito tempo e dinheiro para se especializar na sua área de atuação, para gerenciar recursos humanos e materiais, para planejar o crescimento do negócio, etc... 

  Portanto, enquanto que na sua carteira de investimentos você conseguirá um retorno médio de 0,5% ao mês ou 6,17% ao ano, no seu negócio próprio você conseguirá um retorno médio de 1,5% ao mês ou quase 20% ao ano. É o preço a ser pago proporcionalmente ao tempo e dinheiro gastos por você cuidando do seu negócio.

  Então, quando uma pessoa fala para mim que não compensa investir na bolsa de valores pelo fato de conseguir um retorno muito menor do que o retorno alcançado por ela no negócio próprio, ela está confundindo bananas com maçãs, cachorros com gatos, batatas com cenouras, coisas totalmente distintas... Ela não compreende que uma carteira de investimentos é utilizada para garantir uma aposentadoria minimamente digna no futuro, sem se agarrar à aposentadoria do INSS (Isso Nunca Será Suficiente, lembra?) e à aposentadoria da previdência privada abusiva das seguradoras. E o melhor de tudo, construir uma carteira de investimentos na bolsa de valores é algo extremamente legal, seguro, rentável e supervisionado. Está esperando o que para começar?

  Quer saber como atingir os seus resultados 3x mais rápido? Então envie uma mensagem para mim pelo Whatsapp, E-mail, Instagram ou Facebook e descubra como!        

   

 Abraços,

Seja Independente                                      


sexta-feira, 18 de março de 2022

Afinal, carro é coisa de gente besta?

 




Olá pessoal,

 

  Resolvi escrever sobre esse assunto hoje, pois nesses tempos de home office pós-pandemia muitos estão questionando a necessidade de ter veículos de passeio. Veremos que não é tão simples assim e o foco da questão não deveria ser a propriedade de um veículo em si, mas sim a necessidade de ter um veículo caro e/ou mais de um veículo.

  Acredito que essa questão de possuir ou não um veículo é ultrapassada. Fora o fato de que muitas pessoas são profissionais autônomos que precisam do carro para atender os seus clientes, existem situações emergenciais em que o carro se torna indispensável, como nos casos de urgência médica. Nesses casos até mesmo os animais de estimação estão incluídos, pois eles se tornaram um membro da família, às vezes até se tornam a única família de uma pessoa. Obviamente que algumas pessoas optam por não adquirir um carro, por diversos motivos. Mas a questão é que não se discute mais essa necessidade, já está batida.

  O foco da questão deve girar em torno da necessidade de ter um carro caro e/ou mais de um veículo. Primeiramente, é importante ressaltar que muitos indivíduos que não investem no mercado financeiro, mas apenas no próprio negócio ou na carreira profissional, amam carros importados caros, às vezes tendo até mais de um. E não há nenhum problema nisso, desde que não se endivide. Se você é um dos que se enquadram nesse perfil, aproveite enquanto pode, pois a vida é curta! Mas nem todos se enquadram nesse perfil. Se você não gosta desse tipo de carro, mas se endivida somente para impressionar o vizinho, não vou dizer que você é besta, mas vou dizer que você está perdendo tempo e dinheiro. E se você é um investidor nesse caso, pior ainda. Cometer tal tipo de erro atrasa muito todo o seu planejamento para alcançar a independência financeira.

  Se você acha que o que eu estou falando é balela, então proponho a você colocar na ponta do lápis todas as despesas com o seu veículo, desde a compra até a venda. Para começo de conversa, quando você retira o veículo 0 km da concessionária, ele já perde 20% do valor. Quanto maior for o valor do veículo, maior tende a ser a depreciação anual dele. Quanto maior for a potência do veículo, maior é o gasto mensal de combustível. Some a cada ano os impostos e taxas cobrados pelo governo estadual (IPVA, licenciamento e seguro DPVAT). Some a cada ano os custos de manutenção. Some a cada ano eventuais multas de trânsito (sempre tem). Some a cada ano os valores de estacionamento. Some a cada ano o seguro. Some a cada ano eventuais avarias com valor total abaixo da franquia do seguro (sempre tem). Quando você financia o veículo, deve se somar os juros a cada ano. E caso você peça ajuda a alguém para vender, você ainda paga aquela comissão para não ser injusto, não é mesmo? E aí, agora que somou tudo, já tem uma noção?




  O que eu pretendo aqui não é convencer você a se desfazer do seu carro, mas sim avaliar se você realmente precisa ter um carro caro ou ter mais de um carro popular. Se você investe para ter uma renda passiva futuramente, essa avaliação é mais necessária ainda. Compreenda que não há necessidade de você gastar mais em algo que cumpre uma única função que é a de te levar do lugar A ao lugar B.

  Se você é investidor, mas não se importa de ter um carro caro na garagem, tudo bem. Mas lembre-se dos seus objetivos financeiros a serem alcançados. Não espere por um boom no mercado acionário durante o trajeto para salvar o seu planejamento. Procure compensar os custos com o carro com a diminuição de outros itens supérfluos para manter a média do aporte mensal. Com disciplina já é difícil, e sem disciplina meu amigo, fica mais difícil ainda. 

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 Abraços,

Seja Independente                                      


sábado, 26 de junho de 2021

“Hummm.... não gostei dessa Reserva de Emergência!”

 




Olá pessoal,

 

  Essa expressão sai da boca de todos os meus clientes quando eu recomendo a formação de uma reserva de emergência. Afinal, as pessoas tem pressa em atingir as metas num determinado prazo, procurando rentabilizar o máximo possível os recursos aportados no mercado financeiro. Como os ativos que compõe a reserva de emergência possuem alta liquidez, mas baixa rentabilidade, o desânimo logo aparece.            

  Por mais que eu tente explicar que uma carteira de investimentos deverá ser composta por 3 pilares fundamentais (liquidez, segurança e rentabilidade), o desânimo continuará, porque na esmagadora maioria dos casos faltará um elemento-chave por parte das pessoas: a paciência.

  O trabalho do Educador Financeiro é de justamente criar Rapport (conexão) com o cliente e ajustar o mindset dele, explicando que paciência e disciplina são fundamentais. Durante a abordagem do ponto Reserva de Emergência, o cliente precisará entender que emergências fazem parte das nossas vidas assim como a morte é inerente à vida de qualquer ser humano. Vejam os casos mais comuns:     

   

1) Desemprego, falência da empresa e invalidez temporária => Você pode ficar desempregado e os amparos governamentais (FGTS e Seguro-Desemprego) serem exauridos, o seu negócio pode quebrar e você ficar devendo, e você pode ficar inválido temporariamente devido a um acidente ou uma doença;

 

2) Despesas com saúde e dependentes => Mesmo que você tenha plano de saúde, algumas vezes você pode se ver obrigado a gastar horrores com remédios ou com um tratamento médico particular para tratar alguma doença. E quanto mais dependentes você tiver, maior será a probabilidade de isso recair nas suas costas;

  

3) Reparos emergenciais com moradia e transporte => Você sempre precisará de um teto para morar e de um transporte para se locomover. Mesmo que você tenha seguro auto e seguro residencial, a franquia em alguns casos pode ser um pouco alta e você terá que desembolsar o valor necessário para custear os reparos.

 

  Compreenda que começar a investir sem ter uma reserva de emergência é como você estar numa guerra desprotegido. Tenha sempre em mente que a probabilidade de acontecer algum infortúnio na sua vida ao menos uma vez sempre será alta. Se não for com a sua saúde (dos males o menor), será com o seu patrimônio construído com suor e lágrimas.

  Obviamente que cada caso é um caso, assim como eu expliquei no meu e-book Aprenda a Investir e SEJA INDEPENDENTE. Se você é servidor público, a probabilidade de você ficar desempregado é muito baixa, o que diminui sensivelmente a necessidade de uma reserva de emergência contemplando vários meses do custo de vida. E se não tiver dependentes, diminui mais ainda. Já outras fontes ocupacionais, como empreendedores e autônomos, precisarão de uma reserva contemplando vários meses.     

  Mas independente da sua fonte ocupacional, é interessante que você tenha uma reserva emergência, por menor que ela seja, pois ela lhe trará segurança em momentos de necessidade. Lembre-se sempre que contrair empréstimos para lhe socorrer não pode ser uma opção à primeira vista, pois os juros cobrados pelo credor vão tirar do seu bolso aquele dinheiro necessário para aportar nos investimentos, atrasando o seu cronograma de metas.  

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Abraços,

Seja Independente 


sábado, 20 de março de 2021

Pelo amor de Deus, tenha um plano de saúde!

 




Olá pessoal,

 

  Infelizmente estamos sofrendo com mais uma onda da Covid-19, dessa vez com mais mortes. Sistema de saúde em colapso, com poucos leitos de UTI para atender os casos mais graves... e diante desse triste fato surge um questionamento: um pai de família, cuja renda não é suficiente para pagar um plano de saúde para ele e os filhos, deve começar a investir o pouco dinheiro que sobra no mercado financeiro mesmo sem ter um plano de saúde? A resposta é NÃO! Ter um plano de saúde precede qualquer plano de aposentadoria/investimentos. Vou explicar.

  Primeiramente, vamos balizar aqui o nível de renda familiar suficiente para pagar um plano de saúde para uma família de, digamos, 4 membros. Todos vocês devem concordar comigo de que uma renda familiar de 1 ou 2 salários-mínimos não é suficiente para arcar com um plano de saúde para todos os membros, correto? Porém, quando temos uma renda familiar de 3 salários-mínimos ou um pouco mais, já é possível vislumbrarmos um plano familiar mais barato que dê uma cobertura médico-hospitalar mínima para toda a família.

  Muitas famílias de renda média optam equivocadamente por não contratarem um plano de saúde, achando que constituir uma reserva de emergência já é suficiente para arcar com eventuais problemas de saúde ou acidentes. Ledo engano. Dependendo da situação, uma fatura hospitalar referente a uma internação pode sair custando “os olhos da cara”. Não existem limites, pois os custos envolvidos são muito altos. Ao exaurir toda a sua reserva de emergência, você terá que contrair um empréstimo para lhe socorrer. Já o SUS sempre sofreu com a superlotação de todos os tipos de atendimento (UTI, cirurgias eletivas, pronto-socorro, etc.), além da falta crônica de insumos básicos e do sucateamento de equipamentos.

  As pessoas que, mesmo tendo condições de arcar com um plano de saúde familiar, optam por constituir uma reserva de emergência para se safar de eventuais acidentes e/ou infecções, precisam compreender que um plano de saúde não é um “investimento” ou um “seguro” descartável. É muito mais do que isso. É vida! Se você é pai de família e tem condições para tal, trate de colocar os gastos com um plano de saúde familiar dentro do seu orçamento e elimine todas as outras que não forem necessárias para a mantença da sua família. Plano de saúde é mais importante do que o seu carro e os seus gastos não essenciais. Vejam agora o sofrimento de quem depende do SUS para se internar por causa da Covid. Nos hospitais privados também está havendo superlotação, mas não como na rede pública.

  Portanto, antes de pensar em investir qualquer tostão no mercado financeiro além daquela reserva de emergência que você já formou com muito esforço ao longo dos anos, verifique se todos os membros da sua família estarão bem acobertados caso aconteça algo muito grave com algum deles, incluindo você que é um dos provedores da família. Não há que se falar em construção de patrimônio ou plano de aposentadoria (p.ex.: previdência privada) sem haver um mínimo de proteção para toda a sua família. Manter a sua saúde e a de sua família é o mais importante, até porque se você ou alguém da sua família morrer, não fará nenhum sentido focar em dinheiro. Lembre-se sempre de que essa besta enjaulada chamada dinheiro deverá sempre ser o seu servo, e nunca o contrário!                          

  Se você deseja se educar financeiramente e aumentar o seu score financeiro de forma segura, entre em contato comigo no Instagram (link no início da página). Terei o maior prazer em ajuda-lo.                       

 

Abraços,

Seja Independente 


quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

Seguro residencial vale a pena?

 



Olá pessoal,

 

  Com certeza vocês já receberam uma oferta de seguro residencial do seu gerente do banco pelo menos uma vez na vida, não é mesmo? Assim como o seguro de vida e o seguro auto, esse produto bancário compõe o rol de produtos que geram maior comissionamento para os gerentes, pelo fato deles gerarem uma boa margem de lucro para os bancos. Primeiramente, é importante frisar que qualquer tipo de seguro NÃO é investimento, mas sim uma proteção financeira para o segurado. No caso do seguro residencial, é uma proteção para a estrutura física da residência e tudo o que houver dentro dele. Vamos discutir um pouco mais a respeito.            

  No meu entendimento, o seguro residencial não vale a pena na maioria dos casos. Conforme eu havia explicado neste artigo sobre o seguro de vida, as seguradoras são empresas como quaisquer outras que buscam lucrar. Elas sempre cobrarão um preço embutindo todos os custos incorridos na apólice mais uma margem de lucro considerável. Após a captação dos prêmios, a seguradora executa uma tarefa muito simples: investir todos os prêmios em títulos públicos, para que assim eles possam corrigir o valor dos eventuais sinistros a serem indenizados e ter liquidez suficiente para atender essa demanda de forma rápida e segura. Além disso, a sua própria reserva de emergência cobrirá qualquer sinistro que venha a ocorrer com a sua residência. Ela serve para esse tipo de coisa mesmo. Mas se você ainda acha que ela sempre será insuficiente para a cobertura devida, saiba que a probabilidade de ocorrer um sinistro de grandes proporções no seu imóvel, como um incêndio, por exemplo, é muito baixa. E se você mora em um condomínio fechado, a probabilidade de sua residência ser arrombada é praticamente nula.           

  Portanto, não vejo muitos motivos para contratar um seguro residencial. Porém, caso você more em uma residência muito grande com vários empregados e com bens muito valiosos, como obras de arte, por exemplo, talvez seja prudente contratar esse tipo de seguro. É como eu sempre falo, cada caso é um caso.        

  Se você deseja entender melhor sobre os diversos tipos de seguro com o intuito de proteger o seu patrimônio, entre em contato comigo no Instagram (link no início da página) e saiba como. Eu posso te ajudar.                   

 

  Abraços,

Seja Independente                                      


terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

Seguro de carro vale a pena?

 



Olá pessoal,

 

  Quando vocês compram um carro, a primeira coisa que vem à mente é contratar logo o seguro dele? Afinal, a compra de um carro é um dispêndio financeiro de grande monta e ninguém quer ter um prejuízo logo de cara, assim que retira o carro da concessionária, não é mesmo? Mesmo assim, existem pessoas que optam por não arcar com o seguro, achando que não compensa. Vou explicar para vocês porque eu acho que vale a pena sim contratar um seguro auto para o seu carro.            

  O primeiro motivo para você contratar um seguro auto se deve ao fato de que a aquisição e manutenção desse meio de transporte no nosso país representam um grande peso no orçamento das famílias. O preço de um carro em terras tupiniquins embute uma carga tributária pesada, representando metade do valor dele. Para mantê-lo, é necessário arcar com os impostos anuais e com as despesas de manutenção, que são bem altas. Qualquer prejuízo com o seu carro pode ser fatal, podendo levar meses ou anos para reverte-lo.         

  O segundo motivo para você contratar um seguro auto se deve ao fato de que vivemos num país cujo sistema de segurança pública é cronicamente deficiente. Arrombamentos e furtos de carros são bastante frequentes em praticamente todos os grandes centros urbanos deste país. Além desse problema com a segurança, também contamos com uma infraestrutura deficitária, com ruas esburacadas e/ou não pavimentadas, rodovias mal sinalizadas, placas de sinalização ausentes e/ou avariadas e outras deficiências, causando diversos acidentes.       

  Acredito que esses motivos elencados acima são mais do que suficientes para justificar a contratação de um seguro auto para o seu carro. Obviamente que isso pesa bastante no orçamento e, sendo assim, você deve contratar o seguro com melhor custo-benefício. Realizar uma tomada de preços com pelo menos 5 seguradoras avaliando as coberturas que as mesmas oferecem é a melhor forma de escolher. Procurar referências entre familiares e amigos também ajuda.          

  Antes de finalizar este artigo, gostaria apenas de frisar um ponto importante: apesar de ter dito neste artigo aqui que não vale a pena contratar um seguro de vida, entendam que são dois seguros completamente distintos. E que cada caso é um caso. No meu entendimento, o seguro auto é necessário para aqueles que precisam de um carro, porém um seguro de vida não será necessário na maioria dos casos. Apenas em alguns.

  Se você deseja entender melhor sobre os diversos tipos de seguro com o intuito de proteger o seu patrimônio, entre em contato comigo no Instagram (link no início da página) e saiba como. Eu posso te ajudar.                   

 

Abraços,

Seja Independente


sábado, 12 de dezembro de 2020

Tome agora mesmo uma das decisões mais importantes da sua vida!

 



Olá pessoal,

 

  Neste artigo de hoje eu quero chamar a atenção de vocês para a necessidade de uma tomada de decisão no tocante ao seu planejamento financeiro. Provavelmente será uma das decisões mais importantes da sua vida, na medida em que ela lhe trará no futuro mais qualidade de vida. Trata-se da aquisição de Educação Financeira, para que você saia de uma condição cronicamente deficitária para uma condição superavitária. Caso você seja aquela pessoa que raramente fica deficitária, mas sempre se encontra na estaca zero, sem conseguir sair do lugar, essa decisão com certeza servirá para você também. Acredite em mim, é plenamente possível.       

  Já mostrei para vocês em diversos artigos do blog e no meu e-book Aprenda a Investir e SEJA INDEPENDENTE que no caminho para a prosperidade financeira não existem certos atalhos que foram amplamente difundidos na sociedade brasileira. São eles:

1)      Previdência Social => Aposentar-se nos dias atuais com o mesmo patamar salarial que costumava proporcionar o seu desejado padrão de vida ao longo de décadas está cada vez mais difícil, até mesmo entre os servidores públicos. Conforme eu havia explicado no meu e-book, a necessidade de reformas previdenciárias se tornará cada vez mais latente em virtude de pressões demográficas no nosso país, dificultando cada vez mais a sua aposentadoria;       

2)      Imóveis => Imóveis físicos não são uma opção descartável, porém você deve se atentar para a falta de liquidez e para o capital exigido na compra, que costuma ser muito alto para a maioria das pessoas. Conforme eu havia explicado no meu e-book, muitos brasileiros costumam financiar a compra de imóveis, o que pode se tornar muito arriscado, na medida em que a alavancagem (endividamento) pode potencializar muito o risco de liquidez, acarretando prejuízos severos;

3)      Caderneta de Poupança => Esse tipo de investimento há muito tempo deixou de ser rentável. Ele continua seguro e altamente líquido, é verdade. Mas ele não proporciona mais a mesma rentabilidade que costumava proporcionar na época da hiperinflação e dos primeiros anos do Plano Real. Conforme eu havia explicado no meu e-book, hoje ele perde bem feio da inflação e serve apenas para constituir uma parcela da reserva de emergência. Se você tem uma boa parte do seu patrimônio aplicado na caderneta, saiba que você está deixando a inflação corroer o seu poder de compra.                 

  A construção de um patrimônio no mercado financeiro que lhe proporcione independência financeira no futuro é perfeitamente factível e muito comum no mundo inteiro. Saiba que em vários países, inclusive em emergentes, as pessoas investem no mercado para construir um patrimônio capaz de prove-las na velhice. Nesses países, o ensino público cumpre bem o seu papel de formar profissionais aptos a ingressar no mercado de trabalho, como também ensinam Educação Financeira para os alunos ao longo de toda a vida escolar.                                                

  Pensando nisso, decidi fazer uma oferta para vocês. Os 3 primeiros clientes que contratarem o meu pacote de consultoria de Educação Financeira a partir da data de publicação deste artigo, receberão de presente de Natal o meu e-book. Para ter mais informações e contratar a minha consultoria, basta enviar um Direct no meu Instagram (link no início da página) com a frase “EU QUERO”. Mas atenção! Essa oferta será válida até às 23h59min do dia 23/12/2020. Tome agora mesmo a decisão que transformará a sua vida para melhor!                     

     

Abraços,

Seja Independente 


sexta-feira, 6 de novembro de 2020

Como proteger a minha herança?

 



Olá pessoal,

 

  Acredito que essa seja uma pergunta que lateja nas mentes de todos os brasileiros constantemente. Afinal, como proteger o nosso patrimônio conquistado com muito suor e lágrimas após ter pagado tanto imposto a um governo historicamente perdulário, ineficiente e corrupto? Todos nós sabemos que se trata de mais um caso de bitributação, podendo até ser tri-tributação, pois pagamos imposto de renda ao recebermos o nosso salário, pagamos impostos sobre o nossos bens (IPTU, ITR, IPVA, etc.) e ainda temos que pagar o ITCMD (imposto de transmissão causa mortis e doação) depois que morremos, é mole? É um imposto odioso, que além de ser um assalto legalizado (tributa algo que já foi tributado), ainda desrespeita a família do falecido contribuinte num momento de luto. Vou mostrar a vocês algumas opções para proteger a sua herança das garras do Estado.                  

  A primeira opção que vem a mente de muitos brasileiros e que é a mais acessível para a maioria, é a Previdência Privada. Já falei sobre ela em vários artigos aqui no blog, (ver aqui) e (ver aqui). A grande vantagem da Previdência Privada é justamente a transmissão direta da massa crítica de recursos acumulados no plano para os seus beneficiários (cônjuge e descendentes) após o seu falecimento. Esses recursos não passam por inventário e, portanto, não se sujeitam à tributação do ITCMD e outros custos incidentes sobre o espólio (honorários advocatícios, emolumentos cartoriais e outros). Porém, meus caros colegas, nunca é demais lembrar que ainda vivemos num país com insegurança jurídica. Alguns Estados como Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná desconsideram a natureza jurídica das Previdências Privadas e as equiparam aos fundos de investimentos tradicionais (fonte 1), (fonte 2), (fonte 3) e (fonte 4). Além desse agravante, some-se ainda o fato que as taxas de administração cobradas pelas companhias de seguro são salgadas, corroendo uma boa parte do montante previdenciário acumulado ao longo do tempo. Diante desse cenário, não a vejo como uma boa opção.      

  A segunda opção, que é menos acessível à maioria dos brasileiros, é a constituição de uma Holding Familiar. E o que vem a ser essa tal Holding? Holding Familiar é um modelo de pessoa jurídica que reúne diversos ativos e patrimônios de uma família dentro de uma mesma empresa (fonte). A principal vantagem dela é justamente a diminuição da carga tributária, pois através do grupo é possível criar um planejamento tributário. Apesar de ser menos acessível, considero-a uma opção melhor do que a anterior.

  Independente de qual seja a sua opção, tenha em mente que é perfeitamente possível blindar o seu patrimônio aqui e em vários outros países no mundo. Poupe a sua família do inconveniente de inventariar a sua herança logo depois da sua morte. Procure deixar ainda em vida a sua herança livre e desembaraçada para eles, para as outras pessoas que você ama e/ou para a sua cidade/comunidade (caso deseje). Com certeza será melhor aproveitada!     

 

Abraços,

Seja Independente

terça-feira, 20 de outubro de 2020

Como dar os primeiros passos no mercado financeiro!

 



Olá pessoal,

 

  Hoje eu mostrarei para vocês como dar os primeiros passos no mercado financeiro de uma forma direta e sucinta. Você verá que não é tão complicado assim obter resultados nesse meio e que não é cassino como muitos propagam por aí.

  Primeiramente, você deve formar a sua reserva de emergência aos poucos. Para saber como dar os primeiros passos na formação de sua reserva, adquira o meu e-book Aprenda a Investir e SEJA INDEPENDENTE, disponível na Amazon. Nele você poderá ter alguns parâmetros para mensurar o valor ideal para a sua reserva como também as aplicações ideais para a sua formação, que são aquelas que têm maior liquidez. Após isso, é muito prudente que você contribua para a Previdência Social para ter direito a benefícios sociais como salário-maternidade, auxílio-doença, auxílio-acidente, entre outros. Encare essa contribuição como um seguro social que lhe proverá em momentos de muita dificuldade onde você não poderá auferir renda através do seu labor e ainda esteja formando o seu patrimônio. Também estude a possibilidade de contratar um seguro de vida, dependendo da sua situação familiar, financeira e patrimonial. Para isso, recomendo contratar um planejador financeiro para lhe orientar. Eu, particularmente, acredito que o seguro de vida seja para poucas pessoas (leia esse artigo aqui), mas é algo muito particular e que pode se encaixar bem em um planejamento financeiro de longo prazo. 

  Após essa etapa inicial, você deve abrir uma conta numa corretora de valores mobiliários independente (que não seja de banco tradicional), começar a estudar sobre investimentos e investir na prática com pouco dinheiro. Uma dica de ouro que eu posso dar para quem está começando agora é: mesmo que após o questionário de perfil de risco da corretora você seja classificado como investidor agressivo, e você próprio ache mesmo que seja agressivo, aconselho mesmo assim a começar a investir como um investidor conservador, alocando a maior parte da carteira em ativos de renda fixa com liquidez e ao mesmo tempo estudando a renda variável. Quando você tiver adquirido mais conhecimento e se sentir confortável em alocar mais em renda variável, comece a realocar a sua carteira, resgatando as aplicações em renda fixa e aportando em renda variável.     

  Uma coisa é fato: não existe almoço grátis! Para você alcançar a sua independência financeira você terá que pagar um preço. Ou você estuda pelo menos o básico para aprender a investir de forma conservadora por conta própria, ou você delega os seus investimentos a um profissional do mercado de sua confiança e paga o preço dele. Independente de qual caminho você escolha, recomendo você começar o mais breve possível. Lembre-se do fator tempo!



Abraços,

Seja Independente                                      


terça-feira, 25 de agosto de 2020

Aprenda a dizer NÃO ao seu gerente do banco!

 


Olá pessoal,

 

  Hoje falarei sobre um tema importante para aqueles que ainda investem pelos bancos tradicionais ou que estão criando coragem para resgatar os recursos aplicados neles e investir por uma corretora independente. Posso dizer que o primeiro grito de liberdade de um investidor é encerrar os investimentos no bancão e começar a investir por conta própria através de uma corretora.    

   Eu comecei a investir, assim como a grande maioria dos investidores, através dos bancões onde tinha conta. Mas antes disso, quando ainda era estagiário, eu comecei a contribuir para um título de capitalização no cartão de crédito, pensando que estava investindo. Também contribuía para um seguro contra roubo de cartão. Também me empurraram um seguro de vida e outras tranqueiras que não recordo agora. Após investir um valor relevante na previdência privada do banco e uns valores menores em alguns fundos de investimentos (leia esse artigo aqui), comecei a investir diretamente em ações pela corretora desse banco pagando uma taxa mensal de custódia e arcando com uma taxa de corretagem absurda. Depois de um tempo resgatei tudo e abri uma conta numa corretora independente. Acredito que o único produto bancário do qual eu escapei foi o tal do consórcio (na pessoa física).

  A venda casada tão comum nos bancos tradicionais continuará existindo enquanto a falta de educação financeira ainda for predominante na nossa população. É importante que você compreenda que a maioria dos “investimentos” oferecidos pelo banco foram feitos para o benefício deles próprios e não para o seu. Se você prestar atenção, a maioria desses produtos que o seu gerente empurra para você possuem taxas absurdas cobradas durante a vigência do contrato e são cheios de detalhes importantes ocultados pelo seu gerente no momento da contratação, como são os casos do título de capitalização, do consórcio, do seguro, da previdência privada, do fundo de investimento, etc. O benefício material em todos eles é ínfimo. Posso dizer isso por experiência própria e por relatos de terceiros.            

  Na próxima vez que o seu gerente tentar vender para você um produto sabidamente desvantajoso e que não atende aos seus interesses, saiba dizer NÃO. Ninguém melhor do que você mesmo para cuidar bem do seu dinheiro. Se o seu gerente é um cara bacana e precisa bater as metas dele, veja com ele outras alternativas que possam ser boas para ambas as partes. Talvez seja melhor contratar o seguro do seu carro do que um consórcio de veículos. E mesmo nesses casos, negocie. Nunca esqueça que temos o 2º maior spread bancário do mundo!     

 

 

Abraços,

Seja Independente

terça-feira, 21 de julho de 2020

Seguro de vida vale a pena?





Olá pessoal,


  Quem nunca recebeu uma oferta de seguro de vida do gerente do banco? Acredito que esse tipo de produto financeiro seja o que gera mais dúvida na cabeça das pessoas. Mas afinal, o que é um seguro de vida? Primeiramente, é importante frisar que seguro de vida NÃO é investimento, mas sim uma proteção financeira para o segurado e os seus beneficiários em casos de morte, invalidez temporária ou permanente, tratamentos médicos de moléstias graves, dentre outras coisas. Vamos discutir um pouco mais a respeito.
  Muitos profissionais do mercado financeiro aconselham o seguro de vida para aqueles que têm dependentes e ainda não tem um colchão financeiro suficiente para prover a sua família em casos de sinistro. Eu, particularmente, já analisei cotações de alguns bancos e seguradoras tradicionais e cheguei à conclusão que não vale a pena, pois são cobrados prêmios relativamente altos para coberturas com indenizações insuficientes. Para quem já investe, talvez seja mais interessante constituir uma boa reserva de emergência para cobrir sinistros de qualquer natureza, mesmo que essa reserva não seja suficiente para atender as suas necessidades e de sua família, pois você poderá contar com o auxílio do INSS e de parentes próximos.
  O leitor deve entender que seguradoras são empresas como quaisquer outras que buscam lucrar. Elas sempre cobrarão um preço embutindo todos os custos incorridos na apólice mais uma margem de lucro considerável. Após a captação dos prêmios, a seguradora executa uma tarefa muito simples: investir todos os prêmios em títulos públicos, para que assim eles possam corrigir o valor dos eventuais sinistros a serem indenizados e ter liquidez suficiente para atender essa demanda de forma rápida e segura.
  Acredito que seja muito mais interessante se educar financeiramente, começar a investir, constituir uma boa reserva de emergência e contribuir para a Previdência Social para ter direito a auxílio-doença, auxílio-acidente, aposentadoria por invalidez e outros benefícios. Mas independente da minha opinião, é importante contratar um serviço especializado de consultoria ou planejamento financeiro para tomar uma decisão como essa, pois cada caso é um caso!     



Abraços,
Seja Independente

domingo, 19 de julho de 2020

Servidor público precisa se preocupar com investimentos?


Olá pessoal,


  O artigo de hoje será direcionado para todos os servidores públicos que se preocupam com o seu futuro financeiro. Afinal, é realmente necessário se preocupar com isso, já que em alguns cargos a remuneração é excelente e o RPPS (Regime Próprio de Previdência Social) juntamente com a previdência complementar pode garantir o sustento na velhice? Vamos analisar cada caso.
  Para aqueles servidores mais veteranos que ingressaram no serviço público até 31/12/2003, a situação é um pouco mais tranquila, pois irão se aposentar com base na última remuneração. Já para os que ingressaram após essa data a aposentadoria será um pouco diferente, com base numa média aritmética de todos os salários de contribuição, sendo que para receber o benefício equivalente a 100% dessa média, é necessário contribuir por 40 anos, caso contrário receberá o equivalente a 60% dessa média mais 2% por cada ano que passar de 20 anos de contribuição. Já para os que ingressaram após a vigência do fundo complementar (FUNPRESP), em 2013, receberão apenas até o teto do RGPS (fonte).
  Portanto, para esses servidores que ingressaram após 2003 e após 2013, e contribuem para a FUNPRESP, é necessário compreender que eles receberão o teto do RGPS e a maior parte do benefício (caso ganhem em média bem acima desse teto) será despendida pela FUNPRESP, cuja capacidade de pagamento dependerá da competência de todos os gestores que passarem pela instituição durante uma boa parte da sua vida (da primeira contribuição até o último recebimento). Apesar do benefício da dedutibilidade na declaração do imposto de renda (leia esse artigo aqui), talvez essa previdência complementar por si só não seja suficiente para manter o seu padrão de vida na velhice, que por sinal tenderá a aumentar com despesas relacionadas à sua saúde.





  O servidor público também deve compreender que a Previdência Social atual funciona pelo regime de repartição, onde as contribuições dos servidores ativos servem para custear as aposentadorias dos servidores inativos, ou seja, os servidores ativos não levam nada concretamente para o futuro deles, pois as regras estão mudando para pior constantemente, vide a última reforma da previdência aprovada no ano passado. Devido às mudanças demográficas, não apenas no Brasil, mas em vários outros países do globo, vários países estão reformando os seus sistemas de previdência, tornando-os mais “onerosos” para os seus beneficiários, exigindo contribuições e idades mínimas (tempo de contribuição) maiores.




  Mesmo para aqueles servidores que recebem uma ótima remuneração e possuem uma série de outros benefícios, talvez seja necessário refletir um pouco mais a respeito do futuro. Imaginem vocês terem um excelente padrão de vida durante vários anos e não mais do que de repente serem acometidos por uma moléstia grave ou começarem a padecer de doenças crônicas típicas da idade avançada que exigem um tratamento médico mais caro. Imaginem a inflação dos preços cobrados pelos planos de saúde quando você já estiver velho. Imaginem o fundo de pensão da empresa estatal para a qual você trabalhou durante décadas da sua vida interromper o pagamento dos seus benefícios em virtude de malversação dos recursos. Se vocês acham que o seguro de vida do seu banco irá te socorrer nesses casos, vocês estão muito enganados. Repensem!


Abraços,
Seja Independente

sábado, 11 de julho de 2020

Está com dinheiro empoçado né minha filha?




Olá pessoal,

  Muitas pessoas nessa época de pandemia se encontram numa situação de insolvência. E em muitos casos essa situação é decorrente de um erro muito comum cometido por pessoas sem uma educação financeira adequada para investir o seu suado dinheiro: pegar todas as suas reservas (emergência e oportunidade) e “empoçar” num imóvel físico, seja ele um terreno, um apartamento ou uma casa, após uma recomendação de terceiros. No final das contas, essa pessoa fica com todo o patrimônio imobilizado em um único imóvel e sem reservas.
  O conceito de que os imóveis físicos serão sempre um porto seguro e são como as aplicações em renda fixa dos bancos, está enraizado na cultura brasileira, conforme já expliquei em alguns artigos (ver aqui) e (ver aqui). Mas na verdade eles são renda variável, pois os preços são determinados pela oferta e demanda do mercado. Neles predominam os riscos de liquidez, que é o risco de não conseguir vender naquele momento pelo preço desejado, e de vacância, que é o risco do inquilino solicitar o distrato do contrato de aluguel. Então, o que acontece? Muitas pessoas com perfil de risco conservador, sem conhecer a fundo o mercado imobiliário, seguiram recomendações de terceiros (alguns com conflito de interesse) há vários anos atrás, na esperança de auferir um ganho de capital expressivo num momento de boom imobiliário. Mas investimento ruim é a coisa mais comum que existe, ainda mais se tratando de investimentos grandes com baixa liquidez.
  Nesse momento de pandemia, onde muitas pessoas insolventes com dinheiro empoçado precisam de reservas financeiras desesperadamente para quitar as suas obrigações, mas não tem e terminam se endividando, é necessário fazer algumas reflexões. Primeiramente, é necessário evitar as dívidas na pessoa física, pois as dívidas empobrecem o indivíduo e o afastam cada vez mais da possibilidade de se tornar independente. Após se conscientizar disso, é necessário “desempoçar” o dinheiro que era da reserva o mais rápido possível, nem que para isso tenha que arcar com um prejuízo, pois um único investimento ruim é como um câncer para o patrimônio do indivíduo, vai se desvalorizando ao longo do tempo até não valer quase nada. Após desempoçar, é necessário quitar todas as dívidas, e caso sobre algum capital repor as reservas e começar a se educar financeiramente para começar a investir, ou por conta própria ou por delegação a um profissional.


  O indivíduo deve ter em mente que o ser humano está sujeito a errar constantemente em sua vida para que possa aprender. Com o dinheiro não é diferente. Por maior que seja o prejuízo com o “desempoçamento” do dinheiro, procure encarar como um custo de aprendizado. Mas não demore muito a tomar uma decisão, pois quanto mais tempo você demorar, mais você retardará o efeito benéfico dos juros compostos nos seus investimentos. Pense nisso com carinho, por favor. Para que você possa compreender melhor essa situação, recomendo ler esse livro abaixo onde o autor mostra um caso típico de “empoçamento”.   

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Abraços,
Seja Independente