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sábado, 3 de dezembro de 2022

Proteja o seu patrimônio!

 




Olá pessoal,

 

  Meu nome é Pedro Pinheiro, sou Educador Financeiro e Co-fundador do Pague-se Primeiro. E hoje eu falarei para você sobre um dos pilares de sustentação de uma vida próspera, que é o pilar da proteção patrimonial. Fica comigo aqui até o final deste artigo que eu vou te explicar!                                                           

  Antes de adentrar nesse pilar, eu vou explicar para você sobre os 4 pilares de sustentação de uma vida próspera que falei anteriormente: 1º) Gerar mais dinheiro => Não adianta você passar a vida inteira apenas gastando menos do que gera de dinheiro. Você precisa gerar mais e mais dinheiro ao longo da sua vida; 2º) Cuidar do dinheiro => Você precisa cuidar bem do seu dinheiro, analisando os seus gastos, a sua conta corrente e a sua fatura do cartão de crédito; 3º) Proteger o patrimônio => É sobre esse pilar que irei tratar neste artigo; e 4º) Multiplicar o dinheiro => Você precisa investir o seu dinheiro para se proteger da inflação.    

  O pilar da proteção patrimonial é ignorado pela maioria dos brasileiros devido à falta de educação financeira da nossa sociedade. A proteção do patrimônio começa com a formação de uma reserva de emergência que visa socorrer uma família em casos de desemprego, falência da empresa familiar, tratamento médico, sinistro de automóvel, sinistro de residência, etc. O montante necessário para a formação dessa reserva dependerá do custo de vida mensal da família como também do nível de estabilidade da renda familiar.

  A proteção do patrimônio também depende da contratação de um bom plano de saúde para todos os integrantes da família. Afinal, a nossa saúde é a nossa maior riqueza, pois sem ela você não consegue viver. Por mais que a sua renda seja limitada, priorize a contratação de um plano, pois você nunca saberá o que pode acontecer com você ou com alguém de sua família no futuro. Lembre-se sempre que despesas com saúde pagas pelo plano particular são muito altas, em qualquer lugar do mundo.

  Também avalie a possibilidade de contratar um seguro auto para o seu veículo, pois sabemos que uma das coisas mais comuns de acontecer nessa vida é o seu automóvel sofrer um sinistro. Quem nunca passou por isso? É uma batida com perda parcial ou total, um arrombamento, um furto, ou qualquer outro infortúnio com o seu veículo que gere um prejuízo imenso para você!

  Também avalie a possibilidade de contratar um seguro de vida, caso você seja o único provedor da família e tenha um custo de vida mensal relativamente alto. Você nunca sabe o que pode acontecer contigo no futuro, por mais que você se cuide e seja saudável. Você pode ter uma morte súbita por diversos motivos, e caso você venha a faltar sem um seguro de vida, o seu cônjuge e os seus filhos podem enfrentar sérias dificuldades financeiras.

  Por fim, compreenda que proteger o seu patrimônio é pré-requisito obrigatório para uma vida próspera. Ficar com o patrimônio desprotegido após iniciar um planejamento financeiro é como você ir para a guerra sem usar equipamento de proteção individual. A probabilidade de você morrer é bem maior!




  E aí? Quer aprender, na prática, a proteger o seu patrimônio com a ajuda de profissionais? Então acesse o nosso site https://www.pagueseprimeiro.com.br/ptbr/, o nosso Instagram pagueseprimeiro.oficial e o nosso YouTube Pague-se Primeiro. Teremos o maior prazer em lhe ajudar nessa missão!

 

Pague-se Primeiro

Você em 1º lugar


terça-feira, 21 de julho de 2020

Seguro de vida vale a pena?





Olá pessoal,


  Quem nunca recebeu uma oferta de seguro de vida do gerente do banco? Acredito que esse tipo de produto financeiro seja o que gera mais dúvida na cabeça das pessoas. Mas afinal, o que é um seguro de vida? Primeiramente, é importante frisar que seguro de vida NÃO é investimento, mas sim uma proteção financeira para o segurado e os seus beneficiários em casos de morte, invalidez temporária ou permanente, tratamentos médicos de moléstias graves, dentre outras coisas. Vamos discutir um pouco mais a respeito.
  Muitos profissionais do mercado financeiro aconselham o seguro de vida para aqueles que têm dependentes e ainda não tem um colchão financeiro suficiente para prover a sua família em casos de sinistro. Eu, particularmente, já analisei cotações de alguns bancos e seguradoras tradicionais e cheguei à conclusão que não vale a pena, pois são cobrados prêmios relativamente altos para coberturas com indenizações insuficientes. Para quem já investe, talvez seja mais interessante constituir uma boa reserva de emergência para cobrir sinistros de qualquer natureza, mesmo que essa reserva não seja suficiente para atender as suas necessidades e de sua família, pois você poderá contar com o auxílio do INSS e de parentes próximos.
  O leitor deve entender que seguradoras são empresas como quaisquer outras que buscam lucrar. Elas sempre cobrarão um preço embutindo todos os custos incorridos na apólice mais uma margem de lucro considerável. Após a captação dos prêmios, a seguradora executa uma tarefa muito simples: investir todos os prêmios em títulos públicos, para que assim eles possam corrigir o valor dos eventuais sinistros a serem indenizados e ter liquidez suficiente para atender essa demanda de forma rápida e segura.
  Acredito que seja muito mais interessante se educar financeiramente, começar a investir, constituir uma boa reserva de emergência e contribuir para a Previdência Social para ter direito a auxílio-doença, auxílio-acidente, aposentadoria por invalidez e outros benefícios. Mas independente da minha opinião, é importante contratar um serviço especializado de consultoria ou planejamento financeiro para tomar uma decisão como essa, pois cada caso é um caso!     



Abraços,
Seja Independente

terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

Seguro de carro vale a pena?

 



Olá pessoal,

 

  Quando vocês compram um carro, a primeira coisa que vem à mente é contratar logo o seguro dele? Afinal, a compra de um carro é um dispêndio financeiro de grande monta e ninguém quer ter um prejuízo logo de cara, assim que retira o carro da concessionária, não é mesmo? Mesmo assim, existem pessoas que optam por não arcar com o seguro, achando que não compensa. Vou explicar para vocês porque eu acho que vale a pena sim contratar um seguro auto para o seu carro.            

  O primeiro motivo para você contratar um seguro auto se deve ao fato de que a aquisição e manutenção desse meio de transporte no nosso país representam um grande peso no orçamento das famílias. O preço de um carro em terras tupiniquins embute uma carga tributária pesada, representando metade do valor dele. Para mantê-lo, é necessário arcar com os impostos anuais e com as despesas de manutenção, que são bem altas. Qualquer prejuízo com o seu carro pode ser fatal, podendo levar meses ou anos para reverte-lo.         

  O segundo motivo para você contratar um seguro auto se deve ao fato de que vivemos num país cujo sistema de segurança pública é cronicamente deficiente. Arrombamentos e furtos de carros são bastante frequentes em praticamente todos os grandes centros urbanos deste país. Além desse problema com a segurança, também contamos com uma infraestrutura deficitária, com ruas esburacadas e/ou não pavimentadas, rodovias mal sinalizadas, placas de sinalização ausentes e/ou avariadas e outras deficiências, causando diversos acidentes.       

  Acredito que esses motivos elencados acima são mais do que suficientes para justificar a contratação de um seguro auto para o seu carro. Obviamente que isso pesa bastante no orçamento e, sendo assim, você deve contratar o seguro com melhor custo-benefício. Realizar uma tomada de preços com pelo menos 5 seguradoras avaliando as coberturas que as mesmas oferecem é a melhor forma de escolher. Procurar referências entre familiares e amigos também ajuda.          

  Antes de finalizar este artigo, gostaria apenas de frisar um ponto importante: apesar de ter dito neste artigo aqui que não vale a pena contratar um seguro de vida, entendam que são dois seguros completamente distintos. E que cada caso é um caso. No meu entendimento, o seguro auto é necessário para aqueles que precisam de um carro, porém um seguro de vida não será necessário na maioria dos casos. Apenas em alguns.

  Se você deseja entender melhor sobre os diversos tipos de seguro com o intuito de proteger o seu patrimônio, entre em contato comigo no Instagram (link no início da página) e saiba como. Eu posso te ajudar.                   

 

Abraços,

Seja Independente


quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

Seguro residencial vale a pena?

 



Olá pessoal,

 

  Com certeza vocês já receberam uma oferta de seguro residencial do seu gerente do banco pelo menos uma vez na vida, não é mesmo? Assim como o seguro de vida e o seguro auto, esse produto bancário compõe o rol de produtos que geram maior comissionamento para os gerentes, pelo fato deles gerarem uma boa margem de lucro para os bancos. Primeiramente, é importante frisar que qualquer tipo de seguro NÃO é investimento, mas sim uma proteção financeira para o segurado. No caso do seguro residencial, é uma proteção para a estrutura física da residência e tudo o que houver dentro dele. Vamos discutir um pouco mais a respeito.            

  No meu entendimento, o seguro residencial não vale a pena na maioria dos casos. Conforme eu havia explicado neste artigo sobre o seguro de vida, as seguradoras são empresas como quaisquer outras que buscam lucrar. Elas sempre cobrarão um preço embutindo todos os custos incorridos na apólice mais uma margem de lucro considerável. Após a captação dos prêmios, a seguradora executa uma tarefa muito simples: investir todos os prêmios em títulos públicos, para que assim eles possam corrigir o valor dos eventuais sinistros a serem indenizados e ter liquidez suficiente para atender essa demanda de forma rápida e segura. Além disso, a sua própria reserva de emergência cobrirá qualquer sinistro que venha a ocorrer com a sua residência. Ela serve para esse tipo de coisa mesmo. Mas se você ainda acha que ela sempre será insuficiente para a cobertura devida, saiba que a probabilidade de ocorrer um sinistro de grandes proporções no seu imóvel, como um incêndio, por exemplo, é muito baixa. E se você mora em um condomínio fechado, a probabilidade de sua residência ser arrombada é praticamente nula.           

  Portanto, não vejo muitos motivos para contratar um seguro residencial. Porém, caso você more em uma residência muito grande com vários empregados e com bens muito valiosos, como obras de arte, por exemplo, talvez seja prudente contratar esse tipo de seguro. É como eu sempre falo, cada caso é um caso.        

  Se você deseja entender melhor sobre os diversos tipos de seguro com o intuito de proteger o seu patrimônio, entre em contato comigo no Instagram (link no início da página) e saiba como. Eu posso te ajudar.                   

 

  Abraços,

Seja Independente                                      


domingo, 19 de julho de 2020

Servidor público precisa se preocupar com investimentos?


Olá pessoal,


  O artigo de hoje será direcionado para todos os servidores públicos que se preocupam com o seu futuro financeiro. Afinal, é realmente necessário se preocupar com isso, já que em alguns cargos a remuneração é excelente e o RPPS (Regime Próprio de Previdência Social) juntamente com a previdência complementar pode garantir o sustento na velhice? Vamos analisar cada caso.
  Para aqueles servidores mais veteranos que ingressaram no serviço público até 31/12/2003, a situação é um pouco mais tranquila, pois irão se aposentar com base na última remuneração. Já para os que ingressaram após essa data a aposentadoria será um pouco diferente, com base numa média aritmética de todos os salários de contribuição, sendo que para receber o benefício equivalente a 100% dessa média, é necessário contribuir por 40 anos, caso contrário receberá o equivalente a 60% dessa média mais 2% por cada ano que passar de 20 anos de contribuição. Já para os que ingressaram após a vigência do fundo complementar (FUNPRESP), em 2013, receberão apenas até o teto do RGPS (fonte).
  Portanto, para esses servidores que ingressaram após 2003 e após 2013, e contribuem para a FUNPRESP, é necessário compreender que eles receberão o teto do RGPS e a maior parte do benefício (caso ganhem em média bem acima desse teto) será despendida pela FUNPRESP, cuja capacidade de pagamento dependerá da competência de todos os gestores que passarem pela instituição durante uma boa parte da sua vida (da primeira contribuição até o último recebimento). Apesar do benefício da dedutibilidade na declaração do imposto de renda (leia esse artigo aqui), talvez essa previdência complementar por si só não seja suficiente para manter o seu padrão de vida na velhice, que por sinal tenderá a aumentar com despesas relacionadas à sua saúde.





  O servidor público também deve compreender que a Previdência Social atual funciona pelo regime de repartição, onde as contribuições dos servidores ativos servem para custear as aposentadorias dos servidores inativos, ou seja, os servidores ativos não levam nada concretamente para o futuro deles, pois as regras estão mudando para pior constantemente, vide a última reforma da previdência aprovada no ano passado. Devido às mudanças demográficas, não apenas no Brasil, mas em vários outros países do globo, vários países estão reformando os seus sistemas de previdência, tornando-os mais “onerosos” para os seus beneficiários, exigindo contribuições e idades mínimas (tempo de contribuição) maiores.




  Mesmo para aqueles servidores que recebem uma ótima remuneração e possuem uma série de outros benefícios, talvez seja necessário refletir um pouco mais a respeito do futuro. Imaginem vocês terem um excelente padrão de vida durante vários anos e não mais do que de repente serem acometidos por uma moléstia grave ou começarem a padecer de doenças crônicas típicas da idade avançada que exigem um tratamento médico mais caro. Imaginem a inflação dos preços cobrados pelos planos de saúde quando você já estiver velho. Imaginem o fundo de pensão da empresa estatal para a qual você trabalhou durante décadas da sua vida interromper o pagamento dos seus benefícios em virtude de malversação dos recursos. Se vocês acham que o seguro de vida do seu banco irá te socorrer nesses casos, vocês estão muito enganados. Repensem!


Abraços,
Seja Independente

sábado, 12 de dezembro de 2020

Tome agora mesmo uma das decisões mais importantes da sua vida!

 



Olá pessoal,

 

  Neste artigo de hoje eu quero chamar a atenção de vocês para a necessidade de uma tomada de decisão no tocante ao seu planejamento financeiro. Provavelmente será uma das decisões mais importantes da sua vida, na medida em que ela lhe trará no futuro mais qualidade de vida. Trata-se da aquisição de Educação Financeira, para que você saia de uma condição cronicamente deficitária para uma condição superavitária. Caso você seja aquela pessoa que raramente fica deficitária, mas sempre se encontra na estaca zero, sem conseguir sair do lugar, essa decisão com certeza servirá para você também. Acredite em mim, é plenamente possível.       

  Já mostrei para vocês em diversos artigos do blog e no meu e-book Aprenda a Investir e SEJA INDEPENDENTE que no caminho para a prosperidade financeira não existem certos atalhos que foram amplamente difundidos na sociedade brasileira. São eles:

1)      Previdência Social => Aposentar-se nos dias atuais com o mesmo patamar salarial que costumava proporcionar o seu desejado padrão de vida ao longo de décadas está cada vez mais difícil, até mesmo entre os servidores públicos. Conforme eu havia explicado no meu e-book, a necessidade de reformas previdenciárias se tornará cada vez mais latente em virtude de pressões demográficas no nosso país, dificultando cada vez mais a sua aposentadoria;       

2)      Imóveis => Imóveis físicos não são uma opção descartável, porém você deve se atentar para a falta de liquidez e para o capital exigido na compra, que costuma ser muito alto para a maioria das pessoas. Conforme eu havia explicado no meu e-book, muitos brasileiros costumam financiar a compra de imóveis, o que pode se tornar muito arriscado, na medida em que a alavancagem (endividamento) pode potencializar muito o risco de liquidez, acarretando prejuízos severos;

3)      Caderneta de Poupança => Esse tipo de investimento há muito tempo deixou de ser rentável. Ele continua seguro e altamente líquido, é verdade. Mas ele não proporciona mais a mesma rentabilidade que costumava proporcionar na época da hiperinflação e dos primeiros anos do Plano Real. Conforme eu havia explicado no meu e-book, hoje ele perde bem feio da inflação e serve apenas para constituir uma parcela da reserva de emergência. Se você tem uma boa parte do seu patrimônio aplicado na caderneta, saiba que você está deixando a inflação corroer o seu poder de compra.                 

  A construção de um patrimônio no mercado financeiro que lhe proporcione independência financeira no futuro é perfeitamente factível e muito comum no mundo inteiro. Saiba que em vários países, inclusive em emergentes, as pessoas investem no mercado para construir um patrimônio capaz de prove-las na velhice. Nesses países, o ensino público cumpre bem o seu papel de formar profissionais aptos a ingressar no mercado de trabalho, como também ensinam Educação Financeira para os alunos ao longo de toda a vida escolar.                                                

  Pensando nisso, decidi fazer uma oferta para vocês. Os 3 primeiros clientes que contratarem o meu pacote de consultoria de Educação Financeira a partir da data de publicação deste artigo, receberão de presente de Natal o meu e-book. Para ter mais informações e contratar a minha consultoria, basta enviar um Direct no meu Instagram (link no início da página) com a frase “EU QUERO”. Mas atenção! Essa oferta será válida até às 23h59min do dia 23/12/2020. Tome agora mesmo a decisão que transformará a sua vida para melhor!                     

     

Abraços,

Seja Independente 


terça-feira, 20 de outubro de 2020

Como dar os primeiros passos no mercado financeiro!

 



Olá pessoal,

 

  Hoje eu mostrarei para vocês como dar os primeiros passos no mercado financeiro de uma forma direta e sucinta. Você verá que não é tão complicado assim obter resultados nesse meio e que não é cassino como muitos propagam por aí.

  Primeiramente, você deve formar a sua reserva de emergência aos poucos. Para saber como dar os primeiros passos na formação de sua reserva, adquira o meu e-book Aprenda a Investir e SEJA INDEPENDENTE, disponível na Amazon. Nele você poderá ter alguns parâmetros para mensurar o valor ideal para a sua reserva como também as aplicações ideais para a sua formação, que são aquelas que têm maior liquidez. Após isso, é muito prudente que você contribua para a Previdência Social para ter direito a benefícios sociais como salário-maternidade, auxílio-doença, auxílio-acidente, entre outros. Encare essa contribuição como um seguro social que lhe proverá em momentos de muita dificuldade onde você não poderá auferir renda através do seu labor e ainda esteja formando o seu patrimônio. Também estude a possibilidade de contratar um seguro de vida, dependendo da sua situação familiar, financeira e patrimonial. Para isso, recomendo contratar um planejador financeiro para lhe orientar. Eu, particularmente, acredito que o seguro de vida seja para poucas pessoas (leia esse artigo aqui), mas é algo muito particular e que pode se encaixar bem em um planejamento financeiro de longo prazo. 

  Após essa etapa inicial, você deve abrir uma conta numa corretora de valores mobiliários independente (que não seja de banco tradicional), começar a estudar sobre investimentos e investir na prática com pouco dinheiro. Uma dica de ouro que eu posso dar para quem está começando agora é: mesmo que após o questionário de perfil de risco da corretora você seja classificado como investidor agressivo, e você próprio ache mesmo que seja agressivo, aconselho mesmo assim a começar a investir como um investidor conservador, alocando a maior parte da carteira em ativos de renda fixa com liquidez e ao mesmo tempo estudando a renda variável. Quando você tiver adquirido mais conhecimento e se sentir confortável em alocar mais em renda variável, comece a realocar a sua carteira, resgatando as aplicações em renda fixa e aportando em renda variável.     

  Uma coisa é fato: não existe almoço grátis! Para você alcançar a sua independência financeira você terá que pagar um preço. Ou você estuda pelo menos o básico para aprender a investir de forma conservadora por conta própria, ou você delega os seus investimentos a um profissional do mercado de sua confiança e paga o preço dele. Independente de qual caminho você escolha, recomendo você começar o mais breve possível. Lembre-se do fator tempo!



Abraços,

Seja Independente                                      


quarta-feira, 25 de julho de 2018

Os Setores da Economia










Olá Pessoal,

  Neste artigo vou falar sobre um assunto específico da renda variável, os setores da economia. Primeiramente, é importante salientar que uma das finalidades da renda variável é garantir uma renda passiva para o investidor através do pagamento de proventos, além de garantir uma rentabilidade real acima da inflação, preservando o poder de compra do investidor ao longo do tempo. O investidor inteligente reconhece que o pagamento regular de proventos e o seu reinvestimento acelera exponencialmente o efeito dos juros compostos na rentabilidade real acumulada da carteira. Portanto, antes do investidor analisar os setores da economia e as empresas, ele deve considerar esse detalhe como pressuposto básico.
   Diante desse pressuposto, o investidor deve adotar como critério principal na análise o nível de blindagem de cada setor, ou seja, selecionar as empresas daqueles setores blindados contra crises econômicas, cujos fundamentos não se alteram de forma substancial, como lucratividade, margem operacional, geração de caixa, nível de endividamento e distribuição de dividendos. Geralmente são setores que tem uma demanda inelástica, como por exemplo, o setor financeiro, o setor elétrico, o setor de saúde, o setor de educação, entre outros. Sabemos que, mesmo num ciclo econômico de baixa, o consumidor não encerrará a sua conta bancária e deixará de consumir os produtos bancários, não deixará de pagar a conta de energia, não deixará de pagar o plano de saúde da família, e também não deixará de pagar a mensalidade escolar dos filhos. Entretanto, o consumidor passará a eliminar da sua cesta de bens e serviços aqueles tidos como “supérfluos” ou aqueles que podem ser substituídos por outros similares mais baratos.
   Iniciarei a minha abordagem selecionando aqueles setores que costumo excluir da minha carteira previdenciária por não atenderem o critério da blindagem e outros critérios. O primeiro setor a ser excluído é o setor imobiliário, até pelo fato de ser um setor que eu conheço bem. Sou graduado em Ciências Contábeis, mas nunca cheguei a exercer a profissão de fato, pois desde que me formei atuo como gerente administrativo de uma construtora. É um setor que necessita de um capital de giro muito elevado, costumam ser alavancadas e dependem de um mercado aquecido com juros baixos, para que o consumidor possa contrair um financiamento bancário ou direto com a incorporadora. Além de tudo isso, ainda contam com uma mão-de-obra desqualificada (pelo menos no Nordeste, não sei em outros regiões do Brasil e em outros países, e antes que alguém venha me criticar peço para que deixe o politicamente correto de lado se quiserem ler meus artigos), que dispensa maiores comentários. Há quem argumente o fato de existirem algumas empresas do setor com boa governança corporativa e bom dividend yeld que valem a pena investir, como Ezetec e MRV. Bem, fiquem à vontade. Se o caro colega investidor analisou os fundamentos de ambas e gostou, tudo bem, mas eu prefiro não arriscar. E ainda me esqueci de mencionar o projeto de Lei dos Distratos que está tramitando no Congresso com bastante dificuldade, cuja finalidade é dar um pouco mais de segurança jurídica para os contratos e tem papel relevante para o futuro do mercado imobiliário. O segundo setor a ser excluído é o setor de consumo cíclico em geral, como alimentos, supermercados, lojas de todos os tipos, indústrias de todos os tipos, companhias aéreas, entre outras. Numa recessão, como a que houve recentemente, o consumo das famílias e o crédito caem drasticamente, impactando fortemente o resultado dessas empresas. Nós sabemos que o Brasil é um país instável historicamente, com governos invariavelmente intervencionistas na economia, acarretando recessões ao longo do tempo. Dessa forma, fica muito difícil para essas empresas manter um bom nível de lucratividade, boas margens operacionais, uma boa geração de caixa e um nível de endividamento saudável. Sem bons fundamentos, não haverá lucros futuros e consequentemente não haverá dividendos a serem distribuídos, impactando fortemente os resultados no longo prazo. Mas vale a pena aqui fazer uma ressalva em relação à Ambev, uma empresa do setor de consumo de bebidas, que por ter se tornado uma multinacional e ter se consolidado como líder no mercado nacional pelo fato de possuir marcas que caíram no gosto do brasileiro, ela se tornou uma exceção. É uma empresa com bons fundamentos e que tem gerado valor para os seus acionistas, apesar de atualmente enfrentar forte concorrência da Heineken.  O terceiro setor a ser excluído é o setor de exportação em geral, incluindo commodities, papel e celulose, siderurgia, entre outros. É um setor complexo, que envolve diversas variáveis e por isso costuma ter uma rentabilidade muito volátil. O faturamento delas está atrelado ao câmbio, principalmente ao dólar. Sabemos que a geopolítica global interfere diretamente na variação cambial. Além disso, a política comercial dos países importadores interfere fortemente no resultado dessas empresas. Sem contar os diversos problemas de conjuntura doméstica. Por isso, fica muito difícil analisar empresas desse setor, mesmo que tenham uma boa governança corporativa, pois a análise dos indicadores é de suma importância e mesmo o melhor analista profissional terá dificuldade para tal, tamanha a complexidade. O quarto setor a ser excluído é o setor de telefonia, mas eu excluo mais por uma questão de preferência pessoal. O critério que eu utilizo aqui é o de governança, pois essas empresas costumam ser mal administradas (pelo menos é o que eu vejo nos relatórios de análise), e particularmente como consumidor nunca gostei da prestação de serviço dessas empresas, sempre achei um lixo. Vejam por exemplo o caso da Oi, que antigamente pagava dividendos gordos todo ano e depois perdeu a capacidade de pagamento. É bem verdade que as empresas desse setor costumam ter um bom dividend yeld, mas esse indicador não deve ser analisado isoladamente, mas sim em conjunto com os outros indicadores, vide o caso da Oi.
  Após esse “filtro” dos setores, podemos escolher com mais clareza as empresas que irão compor a nossa carteira previdenciária. Primeiramente, é importante salientar que os setores de saúde e educação, apesar de possuírem a natureza de consumo (prestação de serviços), não fazem parte do setor de consumo cíclico, pelo menos na minha visão, pelo fato de serem setores blindados contra crise, pois como havia falado anteriormente, nenhum consumidor deixará de pagar o plano de saúde familiar e nem a mensalidade escolar dos filhos. E aqui vale destacar o futuro promissor desses dois setores no país. Sabemos que a demografia brasileira está mudando ao longo do tempo, com a população idosa aumentando de tamanho, gerando uma demanda crescente por serviços de saúde. Além disso, uma evolução tecnológica dos procedimentos na área irá permitir um barateamento maior dos serviços, inclusive dos estabelecimentos privados. Com isso, haverá uma demanda maior por parte das classes de renda baixa, aumentando o faturamento do setor em escala. Em relação ao setor educacional, sabemos que ficou claro e evidente, após a recessão, a necessidade da mão-de-obra brasileira se especializar cada vez mais, tanto no ensino técnico como no superior, para que possamos desenvolver urgentemente a nossa infraestrutura e a nossa indústria, pilares essenciais para o crescimento duradouro do nosso PIB. Acredito que com as reformas tributária e previdenciária, aliadas a uma política de fortalecimento do setor privado, empreendedores nacionais e investidores estrangeiros irão se sentir mais estimulados em investir nesses setores. Já o setor financeiro brasileiro é um setor que dispensa maiores comentários. Sabemos que o nosso setor bancário é o mais lucrativo do mundo, gerando lucros bilionários ano após ano, mesmo em períodos de crise. As seguradoras não são tão rentáveis quanto os bancos, pois é um setor ainda em crescimento, mas que tem muita margem para crescer, ainda mais levando em consideração a demografia e o iminente colapso da Previdência Social, aumentando a procura por planos de previdência privada e seguro de vida. Vale mencionar aqui também a empresa B3, que é a nossa bolsa de valores, que se fundiu recentemente com a Cetip. É uma empresa com ótimos prognósticos, pois tende a crescer bastante na medida em que a economia do país for se desenvolvendo. Todo e qualquer país desenvolvido tem uma bolsa de valores forte, com a entrada crescente de empresas que desejam abrir o seu capital ao público investidor em geral. Temos também o setor elétrico, que se destaca pela sua forte “blindagem” contra crise, pois a energia elétrica é um produto com demanda totalmente inelástica, pois nenhum consumidor deixará de pagar a conta de energia em momentos de crise, a não ser em casos extremos onde o consumidor, por estar altamente endividado, perde a capacidade de pagamento. Mesmo nesses casos raros, é algo que costuma ser temporário. Nesse setor, destaco a Taesa, que é uma transmissora de energia elétrica. Ela recebe pela disponibilidade de linhas transmissoras e não apenas pela quantidade de energia que é transmitida. É uma das empresas mais blindadas do setor, se não for a mais, e costuma ter um dividend yeld altíssimo. Também temos as geradoras, com seus portfólios de hidrelétricas, termelétricas, eólicas, entre outras fontes. Possuem contratos de concessão com prazos extensos, gerando valor para os seus acionistas por décadas. Antes que eu me esqueça, também gostaria de tecer breves comentários sobre os fundos imobiliários. Em minha opinião (quem quiser pode discordar de mim), existem poucas opções de fundos imobiliários interessantes na bolsa de valores. Muitos fundos possuem apenas um único imóvel, como fundos de shopping centers, universidades, hospitais, entre outros. Acho isso muito arriscado, pois todo o risco está concentrado em um único locatário ou poucos locatários e em uma única região. Dou preferência na minha carteira a fundos de lajes corporativas que se concentram em São Paulo (será a principal capital da América Latina na próxima década) e outros estados das regiões sul e sudeste, que tenham muita liquidez em relação aos demais e que tenham gestores e administradores competentes reconhecidos pelo mercado (Intrag, Rio Bravo, BTG Pactual, entre outros).
   Enfim, existem muitas oportunidades na bolsa que tendem a gerar muito valor para o investidor no longo prazo. Lembrando que essa lista de setores é exemplificativa, não é exaustiva, existem outros setores resilientes que tendem a distribuir bons dividendos regularmente e possuem bons fundamentos. Apenas preferi comentar sobre aqueles setores blindados que eu considero mais tradicionais. Também quero lembrar ao colega investidor que não pretendo aqui neste artigo fazer recomendações de investimento, pois todos sabem que se trata de um blog amador. Espero ter contribuído mais uma vez para a comunidade de investidores com este artigo.


Abraços,
Seja Independente

sábado, 26 de junho de 2021

“Hummm.... não gostei dessa Reserva de Emergência!”

 




Olá pessoal,

 

  Essa expressão sai da boca de todos os meus clientes quando eu recomendo a formação de uma reserva de emergência. Afinal, as pessoas tem pressa em atingir as metas num determinado prazo, procurando rentabilizar o máximo possível os recursos aportados no mercado financeiro. Como os ativos que compõe a reserva de emergência possuem alta liquidez, mas baixa rentabilidade, o desânimo logo aparece.            

  Por mais que eu tente explicar que uma carteira de investimentos deverá ser composta por 3 pilares fundamentais (liquidez, segurança e rentabilidade), o desânimo continuará, porque na esmagadora maioria dos casos faltará um elemento-chave por parte das pessoas: a paciência.

  O trabalho do Educador Financeiro é de justamente criar Rapport (conexão) com o cliente e ajustar o mindset dele, explicando que paciência e disciplina são fundamentais. Durante a abordagem do ponto Reserva de Emergência, o cliente precisará entender que emergências fazem parte das nossas vidas assim como a morte é inerente à vida de qualquer ser humano. Vejam os casos mais comuns:     

   

1) Desemprego, falência da empresa e invalidez temporária => Você pode ficar desempregado e os amparos governamentais (FGTS e Seguro-Desemprego) serem exauridos, o seu negócio pode quebrar e você ficar devendo, e você pode ficar inválido temporariamente devido a um acidente ou uma doença;

 

2) Despesas com saúde e dependentes => Mesmo que você tenha plano de saúde, algumas vezes você pode se ver obrigado a gastar horrores com remédios ou com um tratamento médico particular para tratar alguma doença. E quanto mais dependentes você tiver, maior será a probabilidade de isso recair nas suas costas;

  

3) Reparos emergenciais com moradia e transporte => Você sempre precisará de um teto para morar e de um transporte para se locomover. Mesmo que você tenha seguro auto e seguro residencial, a franquia em alguns casos pode ser um pouco alta e você terá que desembolsar o valor necessário para custear os reparos.

 

  Compreenda que começar a investir sem ter uma reserva de emergência é como você estar numa guerra desprotegido. Tenha sempre em mente que a probabilidade de acontecer algum infortúnio na sua vida ao menos uma vez sempre será alta. Se não for com a sua saúde (dos males o menor), será com o seu patrimônio construído com suor e lágrimas.

  Obviamente que cada caso é um caso, assim como eu expliquei no meu e-book Aprenda a Investir e SEJA INDEPENDENTE. Se você é servidor público, a probabilidade de você ficar desempregado é muito baixa, o que diminui sensivelmente a necessidade de uma reserva de emergência contemplando vários meses do custo de vida. E se não tiver dependentes, diminui mais ainda. Já outras fontes ocupacionais, como empreendedores e autônomos, precisarão de uma reserva contemplando vários meses.     

  Mas independente da sua fonte ocupacional, é interessante que você tenha uma reserva emergência, por menor que ela seja, pois ela lhe trará segurança em momentos de necessidade. Lembre-se sempre que contrair empréstimos para lhe socorrer não pode ser uma opção à primeira vista, pois os juros cobrados pelo credor vão tirar do seu bolso aquele dinheiro necessário para aportar nos investimentos, atrasando o seu cronograma de metas.  

  Quer saber como atingir os seus resultados 3x mais rápido? Então envie uma mensagem para mim pelo Whatsapp, E-mail, Instagram ou Facebook e descubra como!        

   

Abraços,

Seja Independente 


terça-feira, 25 de agosto de 2020

Aprenda a dizer NÃO ao seu gerente do banco!

 


Olá pessoal,

 

  Hoje falarei sobre um tema importante para aqueles que ainda investem pelos bancos tradicionais ou que estão criando coragem para resgatar os recursos aplicados neles e investir por uma corretora independente. Posso dizer que o primeiro grito de liberdade de um investidor é encerrar os investimentos no bancão e começar a investir por conta própria através de uma corretora.    

   Eu comecei a investir, assim como a grande maioria dos investidores, através dos bancões onde tinha conta. Mas antes disso, quando ainda era estagiário, eu comecei a contribuir para um título de capitalização no cartão de crédito, pensando que estava investindo. Também contribuía para um seguro contra roubo de cartão. Também me empurraram um seguro de vida e outras tranqueiras que não recordo agora. Após investir um valor relevante na previdência privada do banco e uns valores menores em alguns fundos de investimentos (leia esse artigo aqui), comecei a investir diretamente em ações pela corretora desse banco pagando uma taxa mensal de custódia e arcando com uma taxa de corretagem absurda. Depois de um tempo resgatei tudo e abri uma conta numa corretora independente. Acredito que o único produto bancário do qual eu escapei foi o tal do consórcio (na pessoa física).

  A venda casada tão comum nos bancos tradicionais continuará existindo enquanto a falta de educação financeira ainda for predominante na nossa população. É importante que você compreenda que a maioria dos “investimentos” oferecidos pelo banco foram feitos para o benefício deles próprios e não para o seu. Se você prestar atenção, a maioria desses produtos que o seu gerente empurra para você possuem taxas absurdas cobradas durante a vigência do contrato e são cheios de detalhes importantes ocultados pelo seu gerente no momento da contratação, como são os casos do título de capitalização, do consórcio, do seguro, da previdência privada, do fundo de investimento, etc. O benefício material em todos eles é ínfimo. Posso dizer isso por experiência própria e por relatos de terceiros.            

  Na próxima vez que o seu gerente tentar vender para você um produto sabidamente desvantajoso e que não atende aos seus interesses, saiba dizer NÃO. Ninguém melhor do que você mesmo para cuidar bem do seu dinheiro. Se o seu gerente é um cara bacana e precisa bater as metas dele, veja com ele outras alternativas que possam ser boas para ambas as partes. Talvez seja melhor contratar o seguro do seu carro do que um consórcio de veículos. E mesmo nesses casos, negocie. Nunca esqueça que temos o 2º maior spread bancário do mundo!     

 

 

Abraços,

Seja Independente

sexta-feira, 10 de julho de 2020

Afinal, carro é para otário?


Olá pessoal,

  Muitos de vocês já devem ter visto no YouTube vídeos de influenciadores digitais com esse mesmo título. Resolvi escrever sobre esse assunto hoje, pois nesses tempos de home office muitos estão questionando a necessidade de ter veículos de passeio. Veremos que não é tão simples assim e o foco da questão não deveria ser a propriedade de um veículo em si, mas sim a necessidade de ter um veículo caro e/ou mais de um veículo.



  Acredito que essa questão de possuir ou não um veículo é ultrapassada. Fora o fato de que muitas pessoas são profissionais autônomos que precisam do carro para atender os seus clientes, existem situações emergenciais em que o carro se torna indispensável, como nos casos de urgência médica. Nesses casos até mesmo os animais de estimação estão incluídos, pois eles se tornaram um membro da família, às vezes até se tornam a única família de uma pessoa. Obviamente que algumas pessoas optam por não adquirir um carro, por diversos motivos. Mas a questão é que não se discute mais essa necessidade, já está batida.
  O foco da questão deve girar em torno da necessidade de ter um carro caro e/ou mais de um veículo. Primeiramente, é importante ressaltar que muitos indivíduos que não investem no mercado financeiro, mas apenas no próprio negócio ou na carreira profissional, amam carros importados caros, às vezes tendo até mais de um. E não há nenhum problema nisso, desde que não se endivide. Se você é um dos que se enquadram nesse perfil, aproveite enquanto pode, pois a vida é curta! Mas nem todos se enquadram nesse perfil. Se você não gosta desse tipo de carro, mas se endivida somente para impressionar o vizinho, não vou dizer que você é um otário como o influenciador digital, mas vou dizer que você está perdendo tempo e dinheiro. E se você é um investidor nesse caso, pior ainda. Cometer tal tipo de erro atrasa muito todo o seu planejamento para alcançar a independência financeira. 
  Se você acha que o que eu estou falando é balela, então proponho a você colocar na ponta do lápis todas as despesas com o seu veículo, desde a compra até a venda. Para começo de conversa, quando você retira o veículo 0 km da concessionária, ele já perde 20% do valor. Quanto maior for o valor do veículo, maior tende a ser a depreciação anual dele. Quanto maior for a potência do veículo, maior é o gasto mensal de combustível. Some a cada ano os impostos e taxas cobrados pelo governo estadual (IPVA, licenciamento e seguro DPVAT). Some a cada ano os custos de manutenção. Some a cada ano eventuais multas de trânsito (sempre tem). Some a cada ano os valores de estacionamento. Some a cada ano o seguro. Some a cada ano eventuais avarias com valor total abaixo da franquia do seguro (sempre tem). Quando você financia o veículo, deve se somar os juros a cada ano. E caso você peça ajuda a alguém para vender, você ainda paga aquela comissão para não ser injusto, não é mesmo? E aí, agora que somou tudo, já tem uma noção?



  O que eu pretendo aqui não é convencer você a se desfazer do seu carro, mas sim avaliar se você realmente precisa ter um carro caro ou ter mais de um carro popular. Se você investe para ter uma renda passiva futuramente, essa avaliação é mais necessária ainda. Compreenda que não há necessidade de você gastar mais em algo que cumpre uma única função que é a de te levar do lugar A ao lugar B. Eu sei que esse termo utilizado “otário” é um termo depreciativo, mas o influenciador digital que o utilizou não teve essa intenção, apenas quis chocar para chamar a atenção das pessoas. Acredito que a tática dele seja válida, pois possui uma finalidade nobre que é de educar financeiramente as pessoas.
  Se você é investidor, mas não se importa de ter um carro caro na garagem, tudo bem. Mas lembre-se dos seus objetivos financeiros a serem alcançados. Não espere por um boom no mercado acionário durante o trajeto para salvar o seu planejamento. Procure compensar os custos com o carro com a diminuição de outros itens supérfluos para manter a média do aporte mensal. Com disciplina já é difícil, e sem disciplina meu amigo, fica mais difícil ainda.  


Abraços,
Seja Independente

sábado, 20 de março de 2021

Pelo amor de Deus, tenha um plano de saúde!

 




Olá pessoal,

 

  Infelizmente estamos sofrendo com mais uma onda da Covid-19, dessa vez com mais mortes. Sistema de saúde em colapso, com poucos leitos de UTI para atender os casos mais graves... e diante desse triste fato surge um questionamento: um pai de família, cuja renda não é suficiente para pagar um plano de saúde para ele e os filhos, deve começar a investir o pouco dinheiro que sobra no mercado financeiro mesmo sem ter um plano de saúde? A resposta é NÃO! Ter um plano de saúde precede qualquer plano de aposentadoria/investimentos. Vou explicar.

  Primeiramente, vamos balizar aqui o nível de renda familiar suficiente para pagar um plano de saúde para uma família de, digamos, 4 membros. Todos vocês devem concordar comigo de que uma renda familiar de 1 ou 2 salários-mínimos não é suficiente para arcar com um plano de saúde para todos os membros, correto? Porém, quando temos uma renda familiar de 3 salários-mínimos ou um pouco mais, já é possível vislumbrarmos um plano familiar mais barato que dê uma cobertura médico-hospitalar mínima para toda a família.

  Muitas famílias de renda média optam equivocadamente por não contratarem um plano de saúde, achando que constituir uma reserva de emergência já é suficiente para arcar com eventuais problemas de saúde ou acidentes. Ledo engano. Dependendo da situação, uma fatura hospitalar referente a uma internação pode sair custando “os olhos da cara”. Não existem limites, pois os custos envolvidos são muito altos. Ao exaurir toda a sua reserva de emergência, você terá que contrair um empréstimo para lhe socorrer. Já o SUS sempre sofreu com a superlotação de todos os tipos de atendimento (UTI, cirurgias eletivas, pronto-socorro, etc.), além da falta crônica de insumos básicos e do sucateamento de equipamentos.

  As pessoas que, mesmo tendo condições de arcar com um plano de saúde familiar, optam por constituir uma reserva de emergência para se safar de eventuais acidentes e/ou infecções, precisam compreender que um plano de saúde não é um “investimento” ou um “seguro” descartável. É muito mais do que isso. É vida! Se você é pai de família e tem condições para tal, trate de colocar os gastos com um plano de saúde familiar dentro do seu orçamento e elimine todas as outras que não forem necessárias para a mantença da sua família. Plano de saúde é mais importante do que o seu carro e os seus gastos não essenciais. Vejam agora o sofrimento de quem depende do SUS para se internar por causa da Covid. Nos hospitais privados também está havendo superlotação, mas não como na rede pública.

  Portanto, antes de pensar em investir qualquer tostão no mercado financeiro além daquela reserva de emergência que você já formou com muito esforço ao longo dos anos, verifique se todos os membros da sua família estarão bem acobertados caso aconteça algo muito grave com algum deles, incluindo você que é um dos provedores da família. Não há que se falar em construção de patrimônio ou plano de aposentadoria (p.ex.: previdência privada) sem haver um mínimo de proteção para toda a sua família. Manter a sua saúde e a de sua família é o mais importante, até porque se você ou alguém da sua família morrer, não fará nenhum sentido focar em dinheiro. Lembre-se sempre de que essa besta enjaulada chamada dinheiro deverá sempre ser o seu servo, e nunca o contrário!                          

  Se você deseja se educar financeiramente e aumentar o seu score financeiro de forma segura, entre em contato comigo no Instagram (link no início da página). Terei o maior prazer em ajuda-lo.                       

 

Abraços,

Seja Independente 


sexta-feira, 18 de março de 2022

Afinal, carro é coisa de gente besta?

 




Olá pessoal,

 

  Resolvi escrever sobre esse assunto hoje, pois nesses tempos de home office pós-pandemia muitos estão questionando a necessidade de ter veículos de passeio. Veremos que não é tão simples assim e o foco da questão não deveria ser a propriedade de um veículo em si, mas sim a necessidade de ter um veículo caro e/ou mais de um veículo.

  Acredito que essa questão de possuir ou não um veículo é ultrapassada. Fora o fato de que muitas pessoas são profissionais autônomos que precisam do carro para atender os seus clientes, existem situações emergenciais em que o carro se torna indispensável, como nos casos de urgência médica. Nesses casos até mesmo os animais de estimação estão incluídos, pois eles se tornaram um membro da família, às vezes até se tornam a única família de uma pessoa. Obviamente que algumas pessoas optam por não adquirir um carro, por diversos motivos. Mas a questão é que não se discute mais essa necessidade, já está batida.

  O foco da questão deve girar em torno da necessidade de ter um carro caro e/ou mais de um veículo. Primeiramente, é importante ressaltar que muitos indivíduos que não investem no mercado financeiro, mas apenas no próprio negócio ou na carreira profissional, amam carros importados caros, às vezes tendo até mais de um. E não há nenhum problema nisso, desde que não se endivide. Se você é um dos que se enquadram nesse perfil, aproveite enquanto pode, pois a vida é curta! Mas nem todos se enquadram nesse perfil. Se você não gosta desse tipo de carro, mas se endivida somente para impressionar o vizinho, não vou dizer que você é besta, mas vou dizer que você está perdendo tempo e dinheiro. E se você é um investidor nesse caso, pior ainda. Cometer tal tipo de erro atrasa muito todo o seu planejamento para alcançar a independência financeira.

  Se você acha que o que eu estou falando é balela, então proponho a você colocar na ponta do lápis todas as despesas com o seu veículo, desde a compra até a venda. Para começo de conversa, quando você retira o veículo 0 km da concessionária, ele já perde 20% do valor. Quanto maior for o valor do veículo, maior tende a ser a depreciação anual dele. Quanto maior for a potência do veículo, maior é o gasto mensal de combustível. Some a cada ano os impostos e taxas cobrados pelo governo estadual (IPVA, licenciamento e seguro DPVAT). Some a cada ano os custos de manutenção. Some a cada ano eventuais multas de trânsito (sempre tem). Some a cada ano os valores de estacionamento. Some a cada ano o seguro. Some a cada ano eventuais avarias com valor total abaixo da franquia do seguro (sempre tem). Quando você financia o veículo, deve se somar os juros a cada ano. E caso você peça ajuda a alguém para vender, você ainda paga aquela comissão para não ser injusto, não é mesmo? E aí, agora que somou tudo, já tem uma noção?




  O que eu pretendo aqui não é convencer você a se desfazer do seu carro, mas sim avaliar se você realmente precisa ter um carro caro ou ter mais de um carro popular. Se você investe para ter uma renda passiva futuramente, essa avaliação é mais necessária ainda. Compreenda que não há necessidade de você gastar mais em algo que cumpre uma única função que é a de te levar do lugar A ao lugar B.

  Se você é investidor, mas não se importa de ter um carro caro na garagem, tudo bem. Mas lembre-se dos seus objetivos financeiros a serem alcançados. Não espere por um boom no mercado acionário durante o trajeto para salvar o seu planejamento. Procure compensar os custos com o carro com a diminuição de outros itens supérfluos para manter a média do aporte mensal. Com disciplina já é difícil, e sem disciplina meu amigo, fica mais difícil ainda. 

  Quer saber como atingir os seus resultados 3x mais rápido? Então envie uma mensagem para mim pelo Whatsapp, E-mail, Instagram ou Facebook e descubra como!        

   

 Abraços,

Seja Independente