terça-feira, 30 de março de 2021

Porque eu decidi criar o Blog Seja Independente

 




Olá pessoal,

 

  Hoje eu contarei para vocês o motivo pelo qual eu decidi criar o Blog Seja Independente. Hoje eu considero este Blog como a melhor coisa que eu já criei na minha vida. E pretendo escrever mais artigos por muitos anos. Mas antes eu contarei um pouco sobre a minha história como investidor.   

  Quando eu comecei a ganhar o meu próprio dinheiro há 9 anos, surgiu uma preocupação natural em minha mente de ter um plano de aposentadoria além daquela constituída na Previdência Social e, até mais do que isso, ter uma 2º fonte de renda para alcançar a minha independência financeira de uma forma mais rápida.

  Diante disso, eu comecei a investir através dos bancos onde eu tinha conta e o meu nível de conhecimento naquela época ainda era bastante pequeno. Mesmo assim, eu resolvi tomar decisões importantes sem o auxílio de um profissional e acabei tendo prejuízos alguns anos depois após perceber os meus erros. Após adquirir conhecimento através de livros, sites e vídeos sobre finanças e investimentos, ficou bastante claro para mim que os produtos bancários tradicionais não são os instrumentos ideais para o investidor alcançar a sua independência financeira.

  Após resgatar a maior parte das minhas aplicações bancárias, abri uma conta numa corretora de valores mobiliários e comecei a formar a minha carteira de investimentos sem a ajuda de terceiros. Desde então venho investindo dessa forma e diariamente procuro adquirir conhecimento sobre finanças e investimentos.

  Este Blog é de suma importância para a disseminação da educação financeira no nosso país, educação essa imprescindível no mundo moderno em que vivemos.

  Para termos uma dimensão do quão carente é o nosso país no que se refere à educação financeira, vamos comparar a quantidade de cidadãos colombianos que investem na Bolsa de Valores da Colômbia e a quantidade de cidadãos brasileiros que investem na Bolsa de Valores do Brasil no 1º semestre de 2019. Enquanto o número de “CPF’s” cadastrados na B³ (bolsa brasileira) era de 1 milhão, na bolsa colombiana esse número era o triplo da brasileira. Agora considerem que a população colombiana é cerca de 1/4 da população brasileira. Percebem a diferença?

  Existem diversos motivos para o surgimento de idiossincrasias como essa, entre eles a própria deficiência da rede pública de ensino e as distorções culturais em relação ao dinheiro causadas pelos diversos surtos inflacionários ocorridos no Brasil. Nos últimos 50 anos o nosso país trocou de moeda 6 vezes. Isso gera uma insegurança muito grande para investir em algo que não é palpável. Talvez seja por isso que a popularidade dos imóveis ainda seja tão grande, principalmente entre os brasileiros mais velhos.

  Diante desses fatos, decidi criar este Blog para levar o conhecimento do mercado financeiro aos brasileiros que ainda carecem de Educação Financeira.

  E já até escrevi e publiquei um e-book pela Amazon, chamado Aprenda a Investir e SEJA INDEPENDENTE.  

  Estou tentando me aprimorar a cada dia que passa para transmitir conteúdos de Educação Financeira da melhor forma possível. De uma forma que pessoas leigas no assunto consigam assimilar todos os conteúdos e possam colocar em prática.    

  Desejo transformar a vida de muitos brasileiros ajudando-os a alcançar a independência financeira através deste Blog e da minha consultoria.

  Se você deseja aprender a educar-se financeiramente e a formatar uma carteira de investimentos apropriada para o seu perfil de risco e os seus objetivos,  entre em contato comigo no Instagram (link no início da página). Terei o maior prazer em atendê-lo.                       

 

Abraços,

Seja Independente


domingo, 28 de março de 2021

A minha reserva de emergência acabou! E agora?

 




Olá pessoal,

 

  Hoje eu falarei sobre uma situação difícil na vida de muitos brasileiros, que é o exaurimento dos recursos necessários para o sustento da família em situações emergenciais. Muitas vezes as famílias não têm de onde tirar mais recursos em situações como perda de emprego prolongada, invalidez temporária ou permanente do provedor da família, tratamento médico de moléstias graves, falência e/ou reestruturação da empresa da família, etc., pois a reserva de emergência foi insuficiente. Vou mostrar para vocês um checklist de providências para lidar com esse tipo de situação:    

 

1) Cortar todas as despesas consideradas supérfluas => Tudo aquilo que não for essencial para a mantença da sua família você deverá eliminar enquanto perdurar a situação de insolvência. Cabe somente a você e ao seu cônjuge definir a linha de corte, tanto em termos qualitativos como em termos quantitativos;

 

2) Reduzir os gastos considerados essenciais => Em bom português, você deverá reduzir o padrão de vida da sua família caso a insolvência perdure mesmo após adotar a providência nº 1. Aqui você deverá fazer substituições nos itens considerados essenciais, como alimentação e transporte. Se a sua família está acostumada a comer proteínas de primeira qualidade, você deverá substituir por similares mais baratos e/ou por outros tipos de proteína. Se você e o seu cônjuge possuem 2 veículos próprios, analisem a possibilidade de vender 1 e/ou substituir 1 por um similar mais barato;

 

3) Vender itens que tenham valor => Caso a insolvência perdure por mais tempo mesmo após o arrocho orçamentário adotado nos itens anteriores, você deverá vender itens que tenham valor, como joias, bijuterias, eletrodomésticos, utensílios de cozinha para eventos especiais (p.ex.: faqueiro de ouro), roupas de marca, calçados, acessórios para viagens, etc. Resumindo, você deverá “pelar” um pouco o seu conjunto de bens pessoais para conseguir uma grana extra que lhe dê uma sobrevida de mais 15 ou 30 dias até a insolvência terminar;

 

4) Vender ativos de renda fixa da sua carteira de investimentos => Se mesmo após todos os sacrifícios descritos nos itens anteriores, a insolvência persistir, você deverá resgatar todos os seus ativos de renda fixa da sua carteira de investimentos: títulos públicos; CDBs; LCIs; fundos de renda fixa; etc. Apenas após o resgate da sua alocação em renda fixa é que você deverá resgatar a sua alocação em renda variável, mesmo que você venha a arcar um amargo prejuízo em um ciclo de baixa (Bear Market);

 

5) Pegar empréstimos => Esse será o último recurso após esgotar as providências anteriores. Se a insolvência se prolongar por mais tempo, avalie a possibilidade de pedir ajuda a familiares para quitar empréstimos bancários com altas taxas de juros e pagar juros menores.              

 

  Infelizmente, a maioria dos brasileiros já recorre ao último recurso para resolver o problema de insolvência após o esgotamento da reserva de emergência (quando tem). Percebam que existem várias saídas antes de pegar empréstimos, porém muitos brasileiros sofrem bastante ao reduzir o padrão de vida por puro orgulho. É necessário mudar o mindset nessas situações.

  Também é de suma importância buscar novas fontes de renda (leia este artigo aqui). Com o avanço da internet ficou bem mais fácil conseguir uma fonte de renda extra.

  Nessas situações difíceis, busque soluções que resolvam o problema e não soluções que irão tirar dinheiro do seu bolso, como os empréstimos. Lembre-se que o efeito dos juros compostos também pode agir de forma negativa na construção do seu patrimônio, demolindo cada tijolo colocado por você até derrubar tudo e ainda escavar um abismo que sugará você e sua família.  

  Se você deseja aprender a formatar um colchão financeiro para cobrir as despesas da sua família em situações de insolvência e proteger o seu patrimônio, entre em contato comigo no Instagram (link no início da página). Terei o maior prazer em atendê-lo.                       

 

Abraços,

Seja Independente 


sábado, 27 de março de 2021

Tenha cuidado com os CDBs!

 



Olá pessoal,

 

  Hoje eu falarei sobre uma classe de ativos da renda fixa que é muito tradicional entre os brasileiros: trata-se do CDB (Certificado de Depósito Bancário). Vou mostrar aqui neste artigo que essa classe da renda fixa não é a melhor opção para compor a alocação de renda fixa da sua carteira de investimentos. E que você deve tomar bastante cuidado antes de investir em qualquer um deles, independente de ser um CDB de um banco tradicional ou ser um CDB de um banco de médio ou pequeno porte.    

  Conforme eu havia explicado no meu e-book Aprenda a Investir e SEJA INDEPENDENTE, muitas pessoas imaginam que o investimento em renda fixa é o mais seguro que existe, mas isso não é necessariamente verdade. Depende muito da forma como você investe nessa modalidade. Os riscos presentes na renda fixa são os de liquidez, mercado e crédito. O risco de liquidez acontece quando o investidor tenta vender o seu título antes do vencimento, mas não consegue. O risco de mercado, por sua vez, se faz presente quando o investidor vende o título auferindo uma rentabilidade menor do que a rentabilidade que seria auferida caso o mantivesse até o vencimento, ou até mesmo uma rentabilidade negativa. E o risco de crédito, considerado o mais latente na renda fixa, acontece quando o investidor leva um calote do emissor do título, ou seja, fica sem receber o principal mais juros pela perda de capacidade financeira do emissor.

  Os CDBs fazem parte dos ativos de renda fixa privada, que são os títulos de dívida emitidos por empresas privadas, como instituições financeiras e sociedades anônimas. E o CDB nada mais é do que um empréstimo concedido pelo cliente ao banco em troca do recebimento de juros. Eles sofrem incidência de IR e possuem garantia do FGC – Fundo Garantidor de Crédito (leia este artigo aqui).

  Os títulos de renda fixa privada são os que têm o maior risco de crédito do mercado financeiro, pois nem mesmo os títulos emitidos pelas instituições financeiras cobertos pelo FGC estão isentos de risco, pois o FGC é um fundo com recursos limitados e em algumas situações extremas pode não conseguir honrar os seus compromissos. Portanto, é necessária muita cautela ao investir em títulos privados, analisando a solidez dos emissores dos títulos.

  Você deve estar se perguntando agora: “Tudo bem, já entendi. Mas como eu analiso a solidez dos emissores dos títulos?” Você analisa consultando o grau de investimento ou Rating, que é a avaliação do risco de crédito dada por uma agência de classificação de risco a uma entidade econômica, podendo ser um país, uma empresa ou um banco (fonte). Não preciso nem dizer que fazer esse tipo de avaliação por conta própria requer muito estudo. Geralmente quem faz essas avaliações são os profissionais seniores do mercado financeiro.

  Portanto, quando você se animar ao ver na plataforma da sua corretora um CDB de um banco desconhecido prometendo remunerar o seu capital em 120% do CDI ao ano, lembre-se de que não existe almoço grátis no mercado. Quanto maior o retorno oferecido por um banco, maior é a necessidade dele de se capitalizar mais para não quebrar. Quanto aos CDBs dos bancos tradicionais, saibam que aquelas remunerações pífias de 70% do CDI ao ano não são à toa. Como são bancos mais seguros com uma probabilidade baixíssima de lhe dar um calote e sem tanta necessidade de capital, eles oferecem a você uma remuneração suficiente para manter o spread bancário deles no maior patamar possível, já que eles chegam a cobrar quase 500% de juros rotativos no seu cartão de crédito.

  Além do risco de crédito dos CDBs ser bem maior do que a dos títulos públicos, ainda existe a desvantagem da falta de liquidez dos CDBs, pois muitos exigem um prazo de carência para resgate de no mínimo 3 meses. Alguns permitem o resgate apenas no vencimento. Esse fator excluem os CDBs da cesta de ativos de renda fixa necessários para a composição de uma reserva de emergência, pois eles deverão estar disponíveis para resgate a qualquer momento.       

  Se você deseja aprender a formatar uma carteira de investimentos diversificada ideal para o seu perfil de risco e os seus objetivos, entre em contato comigo no Instagram (link no início da página). Terei o maior prazer em atendê-lo.                       

 

Abraços,

Seja Independente


quinta-feira, 25 de março de 2021

Tenho que recolher o meu imposto de renda na Bolsa?

 



Olá pessoal,

 

  Recentemente publiquei um artigo aqui no blog tratando a respeito da declaração dos investimentos na DIRPF (ver aqui). Mas você sabe em quais operações você deve recolher o imposto de renda por meio da DARF? Não? Vou te mostrar neste artigo quais são elas:    

 

1) Venda de ações => Incidência de IR com alíquota de 15% sobre o ganho de capital caso as operações no mês ultrapassem o valor total de R$20.000,00, ou seja, se você vendeu ações da sua carteira dentro do mês fechado cuja soma das vendas tenha sido inferior ao limite de R$20.000,00, você estará isento do imposto de renda, mesmo que você tenha apurado ganho de capital (lucro) nas operações. Deu para entender? Se, por exemplo, você deseje se desfazer imediatamente de uma ou várias ações da sua carteira cujo valor seja superior a R$20.000,00, você pode vender de forma parcelada em vários meses, de forma que o valor de venda não ultrapasse esse limite e assim você fique isento. Nos EUA, essa isenção também existe, porém o valor limite é R$35.000,00;

 

 

2) Venda de ETFs => Incidência de IR com alíquota de 15% sobre o ganho de capital. No Brasil, os ETFs ainda não contam com a isenção conferida às ações, infelizmente. Porém, nos EUA, os ETFs contam com uma isenção de IR para as vendas mensais que não ultrapassem o valor de R$35.000,00. Se você ainda não sabe o que é um ETF, leia esse artigo aqui;

 

 

3) Venda de fundos imobiliários => Incidência de IR com alíquota de 20% sobre o ganho de capital. No Brasil, os fundos imobiliários ainda não contam com a isenção conferida às ações, infelizmente. Porém, nos EUA, os fundos imobiliários, mais conhecidos lá como REITs (possuem algumas diferenças em relação aos FIIs brasileiros), contam com uma isenção de IR para as vendas mensais que não ultrapassem o valor de R$35.000,00.  

 

 

  O prazo para recolher o imposto de renda é o último dia útil do mês subsequente ao das operações, ou seja, se você apurou ganho de capital nas operações tributáveis no mês de maio, você terá até o último dia útil de junho para calcular e recolher o imposto de renda por meio da DARF com o código 6015.

  Se você acha muito complicado investir em renda variável porque não quer ter esse trabalho de apurar e recolher o imposto de renda, sinto muito lhe dizer, mas você não tem opção. Formatar uma carteira composta única e exclusivamente por ativos de renda fixa vai diminuir muito a sua rentabilidade, perdendo feio para a inflação, pode apostar.

  Lembre-se de que ativos de renda variável têm como função rentabilizar o seu patrimônio no longo prazo. Você não terá que vende-los no curto e no médio prazo. Se mesmo assim você não tiver tempo nem paciência para recolher o imposto, delegue essa função para um profissional.   

  Se você deseja aprender sobre apuração e recolhimento de imposto de renda nas operações em bolsa de valores, entre em contato comigo no Instagram (link no início da página). Terei o maior prazer em ajuda-lo.                       

 

Abraços,

Seja Independente 


terça-feira, 23 de março de 2021

A Taxa Selic voltará a subir com força?

 



Olá pessoal,

 

  O COPOM (Comitê de Política Monetária) decidiu na última quarta-feira elevar a Taxa Selic para 2,75%. Isso já era esperado pelo mercado. Muitas pessoas leigas em investimentos que desejam apenas contratar um financiamento imobiliário, por exemplo, estão mais cautelosas, com medo que a taxa básica de juros volte a subir com força, assim como ocorreu no triênio 2013-2016. Mas vou explicar aqui neste artigo que não há motivos para se preocupar.    

  Os agentes econômicos são unânimes em afirmar que a Taxa Selic subirá ainda mais até o final de 2022. Mas nada que se assemelhe à subida galopante ocorrida no governo Dilma. Essa subida moderada se deve aos seguintes fatores:    

 

1) Continuação da baixa atividade econômica em virtude das medidas de isolamento social decretadas pelos governos estaduais e diminuição do auxílio emergencial;

 

 

2) Risco cambial sob controle em virtude do lastro gerado pelas reservas internacionais (dólares) em posse do Banco Central;

 

 

3) Confiança dos agentes internacionais em relação à agenda econômica liberal do governo brasileiro.

 

 

  Os dois fatores que serão decisivos no controle da inflação e da Taxa Selic são o pacote de reformas e privatizações serem aprovados no Congresso Nacional e a vacinação em massa da população brasileira no menor tempo possível. Caso o governo não consiga obter êxito em nenhum deles, sofreremos com uma inflação e uma taxa básica de juros maiores por causa da alta do câmbio e uma fraca atividade econômica em virtude do desemprego.

  Se você deseja aprender um pouco mais sobre Economia, entre em contato comigo no Instagram (link no início da página). Terei o maior prazer em ajuda-lo.                       

 

Abraços,

Seja Independente






domingo, 21 de março de 2021

Monopólios e oligopólios brasileiros me darão o retorno desejado?

 




Olá pessoal,

 

  Como disse certa vez o Ministro da Economia Paulo Guedes, no Brasil existem 200 milhões de patos e um cartel em cada setor da economia, são 6 empreiteiras ali, 6 bancos acolá, 1 petroleira aqui, 3 frigoríficos mais acolá e assim sucessivamente, com cada cartel drenando a renda nacional. Conforme eu havia citado neste artigo aqui de 2019, o gestor Henrique Bredda, do fundo de investimentos Alaska Black, afirmou na época que o Brasil tem um capitalismo de araque, onde a nossa Bolsa de Valores geralmente concentra as líderes setoriais, com acesso a crédito, capacidade de crescer e margens largas, enquanto as outras sofrem. Configura-se, dessa forma, um cenário espetacular para a Bolsa.  

  Diante desse fato você pode se perguntar: “Afinal, vale a pena diversificar o patrimônio geograficamente diante de tantas oportunidades que a Bolsa nos dá?”. “Se investidores como Luiz Barsi, Lírio Parisotto e Luiz Alves Paes de Barros se tornaram bilionários investindo majoritariamente na bolsa brasileira, por que eu deveria diversificar no exterior?”. Bem, é verdade que a nossa bolsa nos dá muitas oportunidades para aumentar as nossas participações em empresas líderes de boa qualidade, afinal nosso país vive em crise. Porém, o investidor precisa compreender que o futuro sempre será incerto. O Brasil poderia ter sofrido uma derrocada econômica profunda tal como as da Venezuela e da Argentina. Aliás, chegamos perto disso na época da hiperinflação na década de 80 e início de 90. O Plano Real foi quem nos tirou do abismo. Por mais otimista que você seja, você nunca saberá o que de fato ocorrerá no futuro. Ao investir no mercado, o 1º mandamento é evitar o risco da ruína.    

  Os investidores que se tornaram bilionários não podem servir de parâmetro para a maioria esmagadora dos investidores. Eles aportaram somas vultosas ao longo dos anos, estudaram muito e contaram com uma dose generosa de sorte. Eles foram os sobreviventes. Os mortos “não ficaram vivos” para contar história. Ninguém deseja escutar histórias de fracasso. O silêncio nos cemitérios dos derrotados no Brasil, na Venezuela e na Argentina é sepulcral. 

  Para que vocês possam compreender melhor a necessidade de diversificar geograficamente, leiam os livros A Lógica do Cisne Negro e Iludidos pelo acaso: A influência da sorte nos mercados e na vida, do autor Nassim Nicholas Taleb.

  Portanto, continuem diversificando geograficamente, pois nunca saberemos o que poderá acontecer com o Brasil no futuro. Respondendo à pergunta do título: é impossível saber, pois a aleatoriedade de eventos dificulta muito as projeções dos mercados financeiros. A diversificação é o único almoço grátis que você terá à sua disposição no mercado.

  Se você tem um perfil conservador e ainda se sente inseguro para diversificar geograficamente, entre em contato comigo no Instagram (link no início da página). Terei o maior prazer em ajuda-lo.                       

 

Abraços,

Seja Independente 


sábado, 20 de março de 2021

Pelo amor de Deus, tenha um plano de saúde!

 




Olá pessoal,

 

  Infelizmente estamos sofrendo com mais uma onda da Covid-19, dessa vez com mais mortes. Sistema de saúde em colapso, com poucos leitos de UTI para atender os casos mais graves... e diante desse triste fato surge um questionamento: um pai de família, cuja renda não é suficiente para pagar um plano de saúde para ele e os filhos, deve começar a investir o pouco dinheiro que sobra no mercado financeiro mesmo sem ter um plano de saúde? A resposta é NÃO! Ter um plano de saúde precede qualquer plano de aposentadoria/investimentos. Vou explicar.

  Primeiramente, vamos balizar aqui o nível de renda familiar suficiente para pagar um plano de saúde para uma família de, digamos, 4 membros. Todos vocês devem concordar comigo de que uma renda familiar de 1 ou 2 salários-mínimos não é suficiente para arcar com um plano de saúde para todos os membros, correto? Porém, quando temos uma renda familiar de 3 salários-mínimos ou um pouco mais, já é possível vislumbrarmos um plano familiar mais barato que dê uma cobertura médico-hospitalar mínima para toda a família.

  Muitas famílias de renda média optam equivocadamente por não contratarem um plano de saúde, achando que constituir uma reserva de emergência já é suficiente para arcar com eventuais problemas de saúde ou acidentes. Ledo engano. Dependendo da situação, uma fatura hospitalar referente a uma internação pode sair custando “os olhos da cara”. Não existem limites, pois os custos envolvidos são muito altos. Ao exaurir toda a sua reserva de emergência, você terá que contrair um empréstimo para lhe socorrer. Já o SUS sempre sofreu com a superlotação de todos os tipos de atendimento (UTI, cirurgias eletivas, pronto-socorro, etc.), além da falta crônica de insumos básicos e do sucateamento de equipamentos.

  As pessoas que, mesmo tendo condições de arcar com um plano de saúde familiar, optam por constituir uma reserva de emergência para se safar de eventuais acidentes e/ou infecções, precisam compreender que um plano de saúde não é um “investimento” ou um “seguro” descartável. É muito mais do que isso. É vida! Se você é pai de família e tem condições para tal, trate de colocar os gastos com um plano de saúde familiar dentro do seu orçamento e elimine todas as outras que não forem necessárias para a mantença da sua família. Plano de saúde é mais importante do que o seu carro e os seus gastos não essenciais. Vejam agora o sofrimento de quem depende do SUS para se internar por causa da Covid. Nos hospitais privados também está havendo superlotação, mas não como na rede pública.

  Portanto, antes de pensar em investir qualquer tostão no mercado financeiro além daquela reserva de emergência que você já formou com muito esforço ao longo dos anos, verifique se todos os membros da sua família estarão bem acobertados caso aconteça algo muito grave com algum deles, incluindo você que é um dos provedores da família. Não há que se falar em construção de patrimônio ou plano de aposentadoria (p.ex.: previdência privada) sem haver um mínimo de proteção para toda a sua família. Manter a sua saúde e a de sua família é o mais importante, até porque se você ou alguém da sua família morrer, não fará nenhum sentido focar em dinheiro. Lembre-se sempre de que essa besta enjaulada chamada dinheiro deverá sempre ser o seu servo, e nunca o contrário!                          

  Se você deseja se educar financeiramente e aumentar o seu score financeiro de forma segura, entre em contato comigo no Instagram (link no início da página). Terei o maior prazer em ajuda-lo.                       

 

Abraços,

Seja Independente