domingo, 28 de fevereiro de 2021

Está se coçando para comprar Bitcoin? Calma!

 



Olá pessoal,

 

  Com certeza é do conhecimento de vocês que a empresa de carros elétricos Tesla, do bilionário Elon Musk, investiu US$1,5 BILHÃO em Bitcoins no início de fevereiro (fonte). Sendo assim, todos os investidores da Tesla ou até mesmo aqueles que apenas investem em algum fundo atrelado ao índice S&P500, estão expostos indiretamente à volatilidade da criptomoeda. Imagino que muitos investidores brasileiros estejam se coçando para investir pesado na principal criptomoeda do mercado. Mas conforme eu havia explicado neste último artigo aqui, vocês devem ter muita cautela antes de investir nele. Vou explicar.



Elon Musk, fundador da Tesla




  O Bitcoin ainda é um ativo extremamente volátil e que ainda não tem existência suficiente para se provar como uma verdadeira reserva de valor, como o ouro. Além disso, não há nada que impeça o preço do Bitcoin ou qualquer outra cripto ir a zero, segundo essa matéria do cointimes. O surgimento de criptos mais sofisticadas ou uma forte intervenção estatal podem acabar de vez com as atuais moedas digitais.   

  Não sou contra o surgimento do Blockchain e das criptomoedas. Muito pelo contrário, sou totalmente a favor do surgimento de moedas que compitam com as moedas fiduciárias. Porém, o investidor deve entender que nenhum Estado Soberano abrirá mão do monopólio de criar moedas de curso forçado. O Estado nunca deixará você esconder dinheiro e patrimônio para escapar de tributação, pois ele depende disso para sobreviver. É muito mais efetivo você implementar um planejamento tributário para pagar menos impostos. Esconder-se atrás de algoritmos de criptografia só lhe trará dor de cabeça no futuro.    

  Quanto ao uso do Bitcoin como meio de pagamento, ainda há uma longa estrada a percorrer. Por ser muito volátil, fica muito difícil precificar bens e serviços em Bitcoin. Apesar de alguns serviços aceitarem o Bitcoin como pagamento (fonte), a aceitação dele como meio de troca ainda é muito incipiente.               

  Se você deseja aprender a investir em reservas de valores para proteger a sua carteira, entre em contato comigo no Instagram (link no início da página) e saiba como. Eu posso te ajudar.                   

 

Abraços,

Seja Independente 


sábado, 27 de fevereiro de 2021

Chapéu de otário é marreta!

 



Olá pessoal,

 

  Certa vez conversando sobre investimentos no telefone com o meu amigo Pedro Rocha, que também é investidor, ele soltou essa expressão: “Xará, chapéu de otário é marreta!”. Eu sei que essa expressão pode soar um pouco pejorativo, mas é para chamar a atenção de vocês no que diz respeito à avalanche de desinformações no ecossistema dos investimentos. Vou explicar o que está ocorrendo.    

  Vejo muitos investidores iniciantes que ainda não conhecem o seu perfil de risco e muito menos sabem quais são os seus objetivos, investindo de forma aleatória, a esmo, dando tiro no escuro, sem terem a mínima ideia do que estão fazendo. Vejo iniciantes:

 

1)  Alocando 50% da carteira em Bitcoin e Ouro;

 

 

2) Pagando até 5 mil reais em cursos de daytrade e de derivativos sem ter um tostão  para começar a operar;

 

 

3) Contratando assinaturas de casas de research (análise) que prometem ganhos irreais no mercado acionário;

 

 

4) Copiando carteiras recomendadas de corretoras e de digital influencers;

 

 

5)  E várias outras artimanhas engendradas pelos “sabidos” que querem ganhar dinheiro ludibriando as pessoas leigas.

 

 

     Meus amigos e minhas amigas, coloquem uma coisa na cabeça de vocês: não existe   nenhuma fórmula mágica para enriquecer do dia para a noite no mercado financeiro. Não existe o tal “pulo do gato”. O que existe é você, primeiramente, adquirir Educação Financeira, conhecer o seu perfil de risco, saber quais são os seus objetivos e colocar o seu conhecimento em prática formatando uma carteira de investimentos, por conta própria ou com o auxílio de um profissional. 

  Se você deseja aprender a investir da maneira correta, adquirir filtro para se proteger das desinformações que o mercado cospe diariamente nas nossas faces e alcançar a independência financeira, entre em contato comigo no Instagram (link no início da página) e saiba como. Eu posso te ajudar.                   

 

Abraços,

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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021

Você sabe o que é o Open Banking?

 



Olá pessoal,

 

  Vocês sabem o que é o Open Banking? Na esteira da agenda do Banco Central de incentivo à competitividade no Sistema Financeiro Nacional, a chegada do Open Banking tornará o cliente dono de seus dados financeiros e poderá escolher quando e com quais empresas vai compartilhá-los. Mas afinal, do que se trata isso?                  

  Open Banking é um conjunto de regras e tecnologias que vai permitir o compartilhamento de dados e serviços de clientes entre instituições financeiras por meio da integração de seus respectivos sistemas. O princípio fundamental do Open Banking é o consentimento do usuário, ou seja, as empresas deverão, obrigatoriamente, compartilhar informações de um cliente, se ele solicitar e autorizar a transmissão dos dados para outra instituição. Funciona como uma portabilidade de operadora de telefonia ou de alguns produtos bancários, como previdência privada.   

  No Brasil, está previsto o compartilhamento de dados cadastrais, usados para abrir uma conta em banco, tais como:


1) Dados pessoais => Nome, CPF/CNPJ, telefone, endereço, etc.;

 


2) Dados transacionais => Informações sobre renda, faturamento no caso de empresas, perfil de consumo, capacidade de compra, conta corrente, entre outros;   

 


3) Dados sobre produtos e serviços que o cliente usa => Informações sobre empréstimos pessoais, financiamentos, etc.


  Tudo sempre com o consentimento do usuário.    

  No Brasil, apenas instituições financeiras que funcionam sob algum tipo de regulação oficial do Banco Central poderão participar. Sendo que as instituições financeiras classificadas como S1 (instituições que possuem porte igual ou superior a 10% do PIB ou que tenham atividade internacional relevante) e S2 (instituições de porte entre 1% e 10% do PIB) serão obrigadas a participar do Open Banking. São elas: Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica, Itaú, Santander, BNDES, Citibank, Credit Suisse, entre outros. As demais instituições têm adesão voluntária ao Open Banking. Instituições de pagamentos, como Pic Pay, Mercado Pago, Nubank, entre outros, poderão escolher se vão participar ou não do novo ecossistema.

  As instituições receptoras dos dados terão um prazo máximo de 12 meses para acessar os dados, segundo as regras do Banco Central. Depois disso, o cliente precisará renovar o consentimento.




Clique na imagem para visualizar melhor





  O Open Banking visa justamente democratizar o acesso aos diversos tipos de produtos financeiros, incluindo os empréstimos. Imaginem o tempo que será economizado pelos diferentes usuários do Sistema Financeiro Nacional, desde clientes pessoas físicas até empresas de todos os tamanhos, e o quanto isso poderá ajudar a reduzir a alta concentração bancária e, consequentemente, o spread bancário nacional. Eu, particularmente, sou um torcedor fervoroso da modernização do nosso Sistema Financeiro, que já há muito tempo é atrasado, ruim e caro.

  O crescimento econômico de qualquer país depende, primeiramente, de uma população preparada para o mercado de trabalho e alfabetizada financeiramente, de um sistema financeiro descentralizado, justo e transparente, e de um mercado de capitais robusto. O acesso ao crédito de uma forma otimizada é uma peça-chave para o nosso crescimento.                 

  Se você deseja aprender a utilizar melhor os diferentes serviços financeiros para você e para o seu negócio, entre em contato comigo no Instagram (link no início da página) e saiba como. Eu posso te ajudar.                   

 

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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

Seguro residencial vale a pena?

 



Olá pessoal,

 

  Com certeza vocês já receberam uma oferta de seguro residencial do seu gerente do banco pelo menos uma vez na vida, não é mesmo? Assim como o seguro de vida e o seguro auto, esse produto bancário compõe o rol de produtos que geram maior comissionamento para os gerentes, pelo fato deles gerarem uma boa margem de lucro para os bancos. Primeiramente, é importante frisar que qualquer tipo de seguro NÃO é investimento, mas sim uma proteção financeira para o segurado. No caso do seguro residencial, é uma proteção para a estrutura física da residência e tudo o que houver dentro dele. Vamos discutir um pouco mais a respeito.            

  No meu entendimento, o seguro residencial não vale a pena na maioria dos casos. Conforme eu havia explicado neste artigo sobre o seguro de vida, as seguradoras são empresas como quaisquer outras que buscam lucrar. Elas sempre cobrarão um preço embutindo todos os custos incorridos na apólice mais uma margem de lucro considerável. Após a captação dos prêmios, a seguradora executa uma tarefa muito simples: investir todos os prêmios em títulos públicos, para que assim eles possam corrigir o valor dos eventuais sinistros a serem indenizados e ter liquidez suficiente para atender essa demanda de forma rápida e segura. Além disso, a sua própria reserva de emergência cobrirá qualquer sinistro que venha a ocorrer com a sua residência. Ela serve para esse tipo de coisa mesmo. Mas se você ainda acha que ela sempre será insuficiente para a cobertura devida, saiba que a probabilidade de ocorrer um sinistro de grandes proporções no seu imóvel, como um incêndio, por exemplo, é muito baixa. E se você mora em um condomínio fechado, a probabilidade de sua residência ser arrombada é praticamente nula.           

  Portanto, não vejo muitos motivos para contratar um seguro residencial. Porém, caso você more em uma residência muito grande com vários empregados e com bens muito valiosos, como obras de arte, por exemplo, talvez seja prudente contratar esse tipo de seguro. É como eu sempre falo, cada caso é um caso.        

  Se você deseja entender melhor sobre os diversos tipos de seguro com o intuito de proteger o seu patrimônio, entre em contato comigo no Instagram (link no início da página) e saiba como. Eu posso te ajudar.                   

 

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terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

Seguro de carro vale a pena?

 



Olá pessoal,

 

  Quando vocês compram um carro, a primeira coisa que vem à mente é contratar logo o seguro dele? Afinal, a compra de um carro é um dispêndio financeiro de grande monta e ninguém quer ter um prejuízo logo de cara, assim que retira o carro da concessionária, não é mesmo? Mesmo assim, existem pessoas que optam por não arcar com o seguro, achando que não compensa. Vou explicar para vocês porque eu acho que vale a pena sim contratar um seguro auto para o seu carro.            

  O primeiro motivo para você contratar um seguro auto se deve ao fato de que a aquisição e manutenção desse meio de transporte no nosso país representam um grande peso no orçamento das famílias. O preço de um carro em terras tupiniquins embute uma carga tributária pesada, representando metade do valor dele. Para mantê-lo, é necessário arcar com os impostos anuais e com as despesas de manutenção, que são bem altas. Qualquer prejuízo com o seu carro pode ser fatal, podendo levar meses ou anos para reverte-lo.         

  O segundo motivo para você contratar um seguro auto se deve ao fato de que vivemos num país cujo sistema de segurança pública é cronicamente deficiente. Arrombamentos e furtos de carros são bastante frequentes em praticamente todos os grandes centros urbanos deste país. Além desse problema com a segurança, também contamos com uma infraestrutura deficitária, com ruas esburacadas e/ou não pavimentadas, rodovias mal sinalizadas, placas de sinalização ausentes e/ou avariadas e outras deficiências, causando diversos acidentes.       

  Acredito que esses motivos elencados acima são mais do que suficientes para justificar a contratação de um seguro auto para o seu carro. Obviamente que isso pesa bastante no orçamento e, sendo assim, você deve contratar o seguro com melhor custo-benefício. Realizar uma tomada de preços com pelo menos 5 seguradoras avaliando as coberturas que as mesmas oferecem é a melhor forma de escolher. Procurar referências entre familiares e amigos também ajuda.          

  Antes de finalizar este artigo, gostaria apenas de frisar um ponto importante: apesar de ter dito neste artigo aqui que não vale a pena contratar um seguro de vida, entendam que são dois seguros completamente distintos. E que cada caso é um caso. No meu entendimento, o seguro auto é necessário para aqueles que precisam de um carro, porém um seguro de vida não será necessário na maioria dos casos. Apenas em alguns.

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domingo, 21 de fevereiro de 2021

Não invisto em ações de empresas estatais!

 



Olá pessoal,

 

  Hoje eu gostaria de falar a respeito de uma visão que tenho a respeito das ações de empresas estatais. Não invisto nelas de forma nenhuma, pois a ingerência política é muito grande. Governança corporativa frágil, tendenciosa e prejudicial para os acionistas minoritários. Por falar em Governança, já falei a respeito dela neste artigo e nesse outro artigo. Voltando ao assunto, já deve ser do conhecimento de vocês a última ingerência política do atual presidente brasileiro na Petrobras, substituindo o presidente da estatal por um general (fonte).

  Empresas estatais são cabides de emprego para políticos e os seus apadrinhados. Sem contar o tabelamento de preços. Não há compromisso com a eficiência e com os seus acionistas. Não pretendo adentrar na seara política. Aliás, tenho evitado falar a respeito nos últimos artigos. Porém, num país como o nosso em que impera um capitalismo de compadrio desde os seus primórdios, é quase impossível não comentar a respeito, pois a economia nacional torna-se muito ligada à política. Independente de ideologia, partido político e teorias econômicas, é fato que empresas estatais têm propósitos diversos dos que são geralmente estabelecidos pelas empresas privadas. Alguns deles são o lucro e o retorno de longo prazo para os acionistas. O compromisso com a sociedade e o meio ambiente também são importantes, mas nenhuma empresa privada sobrevive focando apenas nesses quesitos. O lucro é importante e investimos nas empresas listadas na Bolsa de Valores para ganhar dinheiro e trazer segurança para as nossas famílias.

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sábado, 20 de fevereiro de 2021

Você negocia o seu aluguel?

 



Olá pessoal,

 

  Com certeza vocês que moram de aluguel sentiram o impacto do reajuste nesses últimos 12 meses, não é mesmo? Isso se deve ao fato do IGP-M, que é o índice inflacionário comumente utilizado nos reajustes dos aluguéis, ter pipocado em 25% no período (fonte). Inclusive já havia comentado a respeito dessa alta do IGP-M neste artigo aqui. Mas vocês sabiam que não é obrigatório reajustar os contratos de aluguéis por esse índice? Vou explicar.             

  Utilizar o IGP-M como o índice de reajuste dos aluguéis tornou-se uma prática costumeira no nosso país. Porém, o inquilino pode negociar o reajuste do aluguel com o proprietário, inclusive pedindo a substituição do índice de reajuste, que poderá ser o IPCA ou o INCC. Em casos atípicos, como a pandemia da covid-19, onde a taxa de desemprego aumentou bastante, torna-se imperioso flexibilizar a cláusula de reajuste dos contratos em geral, não apenas de aluguéis. É preferível ao proprietário ceder mais na negociação do que exigir exatamente o que está previsto na cláusula. Justamente para não deixar o imóvel vago e ter que assumir as obrigações enquanto não consegue outro inquilino.              

  Saber negociar de um modo geral já é importante e saber negociar o aluguel, que representa um grande peso no orçamento familiar, é mais importante ainda. Cada reajuste a menor ao longo de vários anos pode representar um passo a mais na realização de um sonho no futuro, podendo esse sonho ser inclusive a aquisição da casa própria.

  Uma dica valiosa que eu posso dar é sempre honrar o aluguel e todas as outras obrigações contratuais em dia, faça chuva ou faça sol. Realizar benfeitorias no imóvel de forma justa e transparente também é importante. Ao proceder dessa forma, o proprietário perceberá que você é um parceiro e com certeza será muito justo com você nas negociações.            

  Se você deseja entender melhor sobre investimento em imóveis físicos, negociação de aluguéis e índices de inflação, entre em contato comigo no Instagram (link no início da página) e saiba como. Eu posso te ajudar.                   

 

Abraços,

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