terça-feira, 29 de dezembro de 2020

O seu pior inimigo é você mesmo!

 



Olá pessoal,

 

  Vocês já devem ter visto esse mantra diversas vezes em vários lugares, não apenas na mídia especializada em finanças e investimentos, mas em praticamente todos os segmentos da mídia em geral. Afinal, essa verdade vale para o ser humano em todos os aspectos da vida: relações pessoais, carreira profissional, finanças, etc. Mas do que realmente se trata esse pior inimigo, pelo menos nas finanças e nos investimentos? Vou falar para vocês.                                                            

  O seu pior inimigo nesse aspecto meu caro leitor, é o seu EGO. “Como assim o meu ego?”. É isso mesmo que você leu. O seu ego. É esse sentimento sombrio que perturba a mente de cada ser humano nesse mundo, inclusive deste investidor e blogueiro que vos fala. Absolutamente ninguém nesse mundo (talvez com a exceção dos monges budistas) está a salvo desse inimigo implacável. Quando você diz que determinada pessoa é egocêntrica, você na verdade está querendo dizer que ela possui um ego inflado ou exacerbado, por assim dizer. No meu ponto de vista, cada ser humano possui um ego um pouco inflado, principalmente se ele faz parte da cultura ocidental (na minha opinião os orientais tem uma cultura diferente nesse sentido).                          

  Sendo assim, torna-se uma tarefa hercúlea poupar e investir mensalmente para atingir objetivos de longo prazo numa sociedade capitalista e, acima de tudo, imediatista, em que o nosso ego deve ser atendido prontamente. Conforme eu havia falado nesse artigo aqui, trabalhamos em empregos que odiamos, para comprar porcarias que não precisamos para impressionar pessoas que não se importam com o que nós temos. Essa resistência interna interfere diretamente no nosso planejamento financeiro, impactando diretamente na consecução dos nossos objetivos. Eu falei a respeito disso em alguns capítulos do meu e-book Aprenda a Investir e SEJA INDEPENDENTE, disponível na Amazon. É um problema que gera outro problema, chamado procrastinação. Você usa a justificativa de que precisa aproveitar o presente para comprar bens supérfluos que não precisa para impressionar os outros e, sendo assim, sabota todo o seu planejamento, procrastinando os aportes mensais e, consequentemente, retardando o efeito dos juros compostos.     

  Compreenda que caso você realmente deseje se tornar independente financeiramente algum dia, você terá que fazer diferente do que a maioria faz. E isso também vale para aumentar a renda, pois se você quiser ter mais sucesso na carreira profissional, precisará fazer diferente do que a maioria dos profissionais está fazendo. O elemento chave para combater o seu ego e a procrastinação nas finanças chama-se disciplina. É esse elemento que vai te permitir fazer o diferente do que a maioria faz. Mas lembre-se: para que você tenha a disciplina necessária, você deve se lembrar todo santo dia qual é o propósito a ser alcançado ou qual é o legado que você deseja deixar com o seu sacrifício. Essa atitude vai te dar forças para seguir em frente.     

            

Abraços,

Seja Independente 


domingo, 27 de dezembro de 2020

Bolsa de Valores não gera emprego?

 



Olá pessoal,

 

  Neste artigo de hoje eu falarei a respeito de um contra-argumento muito difundido entre aquelas pessoas que torcem o nariz para os investimentos em bolsa de valores, que é o de que eles não geram emprego e renda para a sociedade. Mas será mesmo que esse contra-argumento é válido? Vou explicar para vocês que ele é plenamente refutável.            

  Conforme eu havia explicado nesse artigo, ao investir em ativos na bolsa de valores, você investe de uma forma indireta em empresas que geram muito retorno para a sociedade, através de vendas de bens e serviços a milhões de consumidores, contratações de milhares de funcionários, compras de insumos de dezenas de fornecedores, terceirização de mão-de-obra especializada em larga escala, investimentos em bens de capital, desenvolvimento de novos produtos e serviços e recolhimentos de tributos para os cofres públicos. Toda uma cadeia produtiva a nível nacional e até internacional é sustentada pelos investimentos em bolsa de valores.       

  É um erro querer comparar um investimento em um negócio próprio e um investimento em ativos na bolsa. Um negócio próprio é o investimento mais arriscado que existe, pois ele exige um capital para iniciar as operações, muito trabalho por parte dos sócios e uma dose descomunal de paciência. Por esses motivos elencados, é o que gera maior potencial de retorno. É um investimento para tornar-se rico no médio prazo. Já um investimento na bolsa é menos arriscado e tem a função de construir um patrimônio que lhe garanta uma aposentadoria digna na velhice e até quem sabe torne-o rico, mesmo que seja apenas no longo prazo. 

  Não queira comparar maçãs com bananas. Não existe uma única forma para se alcançar a riqueza e/ou a independência financeira. Ambos são benéficos para a economia real de um país. Você pode investir através de ambos e eu diria que até deve, na medida em que os investimentos na bolsa diversificarão o seu patrimônio, protegendo-o de eventuais crises no setor em que a sua empresa atua. Caso deseje aprender a investir de forma conservadora, eu posso te ajudar. Entre em contato comigo no Instagram (link no início da página) e saiba como.                 

     

Abraços,

Seja Independente 


sábado, 26 de dezembro de 2020

Você sabe o que é ESG?

 



Olá pessoal,

 

  Acredito que muitos de vocês já devem ter visto na mídia especializada o termo ESG. Afinal, o que significa essa sigla? ESG é a sigla em inglês para enviromental, social and governance (ambiental, social e governança, em português). É um termo usado para medir as práticas ambientais, sociais e de governança de uma empresa (leia esse artigo do blog do Nubank). É um termo que tem se destacado muito após a pandemia da Covid-19. Vou tentar contextualizar para que vocês possam compreender melhor.                                                            

  Conforme eu havia explicado nesse artigo, a Governança Corporativa é o conjunto de processos, costumes, políticas e regulamentos que regulam a maneira como uma empresa será dirigida. Dentro desse escopo, podemos incluir as demandas ambientais e sociais como elementos balizadores da formulação da Governança de uma empresa nos tempos atuais. Vivemos em uma época em que as sociedades clamam por mudanças ditas “progressistas”, visando um bem comum para todo o ecossistema ambiental e social do nosso planeta. Podemos citar alguns exemplos de mudanças exigidas pelas sociedades, como: redução do aquecimento global e emissão de carbono; redução do desmatamento; respeito aos direitos humanos; diversidade dos colaboradores; e combate à corrupção. Eu concordo e apoio a maioria das mudanças pleiteadas, salvo algumas demandas estapafúrdias e alguns exageros perpetrados por certos grupos de indivíduos.                       

  Podemos relembrar aqui diversos casos de empresas que permitiram falhas gravíssimas em sua Governança como um todo, incluindo as suas políticas ambientais e sociais (ESG):

1)      Vale => Permitiu acontecer tragédias ambientais e sociais, como os rompimentos das barragens de Mariana e Brumadinho;

 

2)      Petrobras => Empresa estatal epicentro do maior esquema de corrupção da história do Brasil (Petrolão);

 

3)      Carrefour => Permitiu o assassinato de um homem negro por parte de seus colaboradores dentro do estabelecimento.

  Eu poderia citar vários outros casos, mas para que o artigo não fique extenso, eu me ative apenas a esses 3 casos, que são mais notórios. Percebam que eu citei um caso para cada demanda infringida: E – enviromental, o caso da Vale; S – social, o caso do Carrefour; e G – governance, o caso da Petrobras. Como vocês podem ver, ESG é uma métrica global usada para medir o nível de Governança Corporativa de uma empresa de forma completa.

  Com certeza, os investidores do século 21 estão bem mais antenados a questões ambientais e sociais do que os investidores do século passado. A questão financeira dá espaço a essas questões nas análises de investimentos. Eu acho louvável, pois empresas multinacionais impactam fortemente a natureza e a sociedade em que elas atuam. Peço somente que o investidor tenha cautela ao analisar as empresas sob os pontos de vista ambiental e social, pois ele pode deixar passar ótimas oportunidades.  

      

             

Abraços,

Seja Independente 


quarta-feira, 23 de dezembro de 2020

Ainda é possível fazer Valuation?

 



Olá pessoal,

 

  Hoje eu falarei sobre uma modalidade de análise de ativos historicamente adotada pelos maiores investidores do Brasil e do Mundo. Trata-se do Valuation, que é o processo de estimar o valor intrínseco de um ativo. Essa estimativa é calculada com base nas demonstrações contábeis da empresa. Somente de posse dessas informações é possível extrair os múltiplos que são utilizados nos cálculos da estimativa. E o que seria esse valor intrínseco? Seria o valor justo de um ativo. O preço da ação é o que você paga. O valor justo da ação é o que você leva. Entendeu a diferença? Valuation, em outras palavras, é a ferramenta que permite ao investidor saber se um determinado ativo está caro ou está barato.                                               

  Partindo desse conceito, podemos inferir que no mundo atual está muito mais difícil fazer Valuation das empresas haja vista a complexidade que é mensurar contabilmente o valor intrínseco de empresas disruptivas, como são os casos de Amazon, Apple, Facebook, Google, Microsoft, Uber, Airbnb, Tesla, Netflix, etc. Você já parou para pensar o quão é difícil estimar com algum grau de precisão o valor intangível delas? Afinal, os engenheiros brilhantes dessas empresas devem ser registrados no Passivo? Ou deveriam ser registrados no Ativo, já que eles podem ser considerados um verdadeiro investimento para elas?       

  O investidor ainda consegue fazer um Valuation mais preciso em empresas com grandes ativos físicos (Ativo Imobilizado), como são os casos das fábricas de alimentos e bebidas (Ambev), equipamentos industriais (Weg), automóveis (Marcopolo), etc. Mas ainda assim existe uma dificuldade residual em estimar o valor intrínseco delas, pois após o surgimento da internet muitas estão automatizando os seus processos industriais numa escala assustadora, implicando até mesmo em um maior nível de desemprego. Em outros setores de prestação de serviços, como é o caso de serviços educacionais (Cogna), essa dificuldade residual é maior ainda, pois muitas estão intensificando o ensino à distância (Ead), dispensando a necessidade de adquirir ou alugar salas de aula para diversos cursos.         

  Além da dificuldade gerada após o surgimento da internet, some-se o fato de que na maioria dos países desenvolvidos a taxa básica de juros está negativa, o que torna mais difícil o trabalho de estimar o valor justo de uma ação sem ter uma ideia da trajetória da taxa no futuro, ou seja, as referências históricas das taxas básicas foram quebradas.

  Mas não deixe de usar o Valuation na seleção individual da sua carteira. Ela ainda pode ser útil. Apenas lembre-se que os parâmetros mudaram. Por isso eu volto a repetir, dê mais importância às classes de ativos. O mundo dos investimentos não é mais o mesmo. Quem não conseguir se adaptar morrerá no meio do caminho.

             

Abraços,

Seja Independente 


terça-feira, 22 de dezembro de 2020

Dê mais importância às classes de ativos

 



Olá pessoal,

 

  Hoje eu darei uma dica muito valiosa para quem está dando os primeiros passos no mundo dos investimentos. Trata-se da alocação em classes de ativos. Muitos investidores iniciantes, assim como eu fui um dia, dão muito mais importância à análise de ativos específicos sem saber que o principal fator que influencia na rentabilidade da carteira no longo prazo é justamente a alocação em classes de ativos de forma bem ponderada, de acordo com o perfil de risco e os objetivos do investidor. Vou explicar melhor.                                            

  Por melhor que seja a sua seleção de ativos, ela não crescerá indefinidamente e, além disso, não existe nenhuma garantia de que ela conseguirá performar bem no futuro, pois este costuma ser bastante incerto, ainda mais agora nesses tempos em que a tecnologia evolui muito rapidamente, na curva exponencial da sua evolução histórica. Resumindo, o mundo atual está mais disruptivo. Isso influencia substancialmente o retorno geral dos ativos que compõe os índices de mercado. Muitas empresas que não se adaptam ao ritmo tecnológico quebram, enquanto outras mais disruptivas surgem e as grandes que se adaptam perfeitamente continuam no jogo. Estamos vendo tudo isso em câmera lenta há alguns anos e nessa época de pandemia esse processo se acelerou. É como algumas pessoas disseram: “mudanças que estavam previstas para ocorrerem em 10 anos foram antecipadas em apenas 1 ano em virtude da pandemia”.

  É por esse motivo que eu invisto em ETF. Já falei sobre eles em quase uma dezena de artigos aqui no blog e no meu e-book Aprenda a Investir e SEJA INDEPENDENTE. O ETF investe de forma passiva em um determinado índice do mercado. Se você investir apenas no principal índice de ações de um país, como é o caso do Ibovespa aqui no Brasil, o seu retorno estará atrelado ao retorno do mercado, por assim dizer. Em outras palavras, você estará na média. Isso diminui bastante o risco da sua carteira de investimentos. Lembre-se que investindo diretamente nos EUA abrindo uma conta na corretora Avenue, você terá à sua disposição uma infinidade de opções de ETF. Fica a dica!      

  Mas isso não quer dizer que você deve se desfazer da sua carteira de ações individuais. Mantenha-a e monitore-a constantemente. Você deve apenas ponderar o peso delas na sua carteira global de investimentos. Essa ponderação vai depender muito do seu perfil de risco, principalmente, e dos seus objetivos. No meu entendimento, para quem tem um perfil de risco mais arrojado, é bastante plausível ter uma carteira de ações individuais. Aliás, não apenas de ações, mas de fundos imobiliários também, que é outra classe de ativos. É como diz o título do artigo, dê mais importância às classes de ativos!             

Abraços,

Seja Independente 


domingo, 20 de dezembro de 2020

E o meu ceticismo em relação ao Brasil continua...

 



Olá pessoal,

 

  Neste artigo de hoje eu gostaria de compartilhar com vocês uma matéria do site InfoMoney intitulada “Única forma de crescer economia é via produtividade, dizem economistas” (leia aqui). Essa matéria corrobora exatamente o que eu já falei em diversos artigos (ver aqui) e (ver aqui). Estamos perdendo o bônus demográfico e recebendo ônus demográfico. Em bom português, o Brasil está se tornando um país velho antes de se tornar rico.                

  Não pretendo me alongar muito neste artigo, até porque o leitor lerá a matéria e os dois artigos do blog onde eu tratei sobre o tema. Peço que leiam para vocês terem uma dimensão do nosso problema. Precisamos começar agora, para ontem! Não podemos mais adiar reformas estruturantes. Não podemos mais tratar a educação dos nossos jovens com esse descaso espúrio, nojento e perverso. 

  Aproveitando o ensejo, mais uma vez deixo aqui o meu alerta: procurem diversificar geograficamente os seus investimentos. Caso deseje aprender a investir em ativos estrangeiros, eu posso te ajudar. Entre em contato comigo no Instagram (link no início da página) e saiba como.                 

     

Abraços,

Seja Independente 


sábado, 19 de dezembro de 2020

Se nos EUA está assim, imagine no Brasil...

 



Olá pessoal,

 

  Neste artigo de hoje eu gostaria de compartilhar com vocês uma matéria do site Money Times intitulada “Covid-19 cria novo tipo de crise financeira da meia-idade” (leia aqui). Leiam e percebam o quão difícil está sendo para a população norte-americana. Se naquele país, o mais rico do mundo, cuja boa parte da população é educada financeiramente, os cidadãos estão atravessando esse momento incerto, avalie aqui no Brasil.              

  A mensagem que eu gostaria de transmitir para vocês neste artigo é a seguinte: a necessidade de se educar financeiramente, de aprender a poupar e investir o seu dinheiro, e de conquistar a sua liberdade financeira, está se tornando cada vez mais latente no mundo atual em que vivemos. Vou mostrar para vocês os 3 principais fatores que estão forçando as pessoas a tomarem esse caminho:

1)      Os sistemas previdenciários estão se tornando cada vez mais deficitários => Conforme eu já havia explicado em diversos artigos, está havendo no mundo inteiro um achatamento das arrecadações previdenciárias em virtude de pressões demográficas ocasionadas por questões culturais. A conta não fecha;

2)      As taxas de desemprego tendem a aumentar => Conforme eu já havia explicado em alguns artigos, está havendo no mundo inteiro uma disrupção tecnológica exponencial nos últimos anos, fazendo com que as máquinas substituam a mão-de-obra humana em vários empregos. Qualificar mão-de-obra despreparada para operar máquinas leva tempo;

3)      Crises financeiras sempre existiram e continuarão existindo => Crises financeiras ocasionadas por diversos motivos continuarão existindo, desencadeando um efeito dominó de falência, desemprego, pobreza e fome. Enquanto os bancos centrais ao redor do mundo continuarem imprimindo dinheiro, mais frequente se tornará a ocorrência de crises financeiras como as de 1929 e 2008. Investir o seu dinheiro é uma forma de proteger o seu poder de compra.             

  Independente de qual forma você deseje construir o seu patrimônio, aconselho que comece o quanto antes. Caso você não queira construir através do mercado financeiro por motivos pessoais, não tem problema. Você pode construir através do mercado imobiliário (apesar de eu achar inapropriado para a maioria das pessoas), através da compra e venda de metais preciosos, obras de arte ou qualquer outra reserva de valor, através de royalties de direitos autorais, etc. O mais importante é que você comece desde já.     

  Não pense que um negócio próprio é a única opção. Lembre-se que ele toma bastante o seu tempo. E tempo é dinheiro. Sem contar os riscos adicionais. Procure investimentos que gerem uma renda passiva para você, ou seja, aquelas em que você não precisa trabalhar para poder receber. Caso deseje aprender a investir de forma conservadora no mercado financeiro, eu posso te ajudar. Entre em contato comigo no Instagram (link no início da página) e saiba como.                 

     

Abraços,

Seja Independente