quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Imóveis x Fundos Imobiliários


Olá pessoal,

  No artigo de hoje falarei sobre as diferenças entre o investimento em imóveis e o investimento em fundos imobiliários. Antes de falar a respeito das diferenças, farei um breve histórico das modas de investimento no Brasil. Da década de 70 para cá existiram três grandes modas: a era dos imóveis, a era dos juros e a era dos riscos.
  Até a década de 70, o Brasil era uma economia predominantemente rural, em que as cidades estavam começando a crescer. Devido ao difícil acesso ao mercado financeiro, os brasileiros que conseguiam economizar compravam imóveis, mais por falta de opção mesmo. Sendo assim, o patrimônio desses investidores se multiplicou rapidamente. Por isso, as pessoas mais experientes geralmente aconselham o investimento em imóveis, porque têm em mente que esse tipo de investimento é infalível. Já a partir da década de 80, a economia brasileira passou por uma instabilidade gigantesca em virtude da hiperinflação do período. Sendo assim, os governos desse período adotaram juros estratosféricos para esfriar a atividade econômica. Portanto, os investidores passaram a ser agiotas, sendo remunerados por esses juros pornográficos da renda fixa (Caderneta de Poupança e Títulos Públicos). Já no início do século XXI, a economia brasileira já estava estabilizada após o Plano Real, e com a inflação sob controle e os juros reduzidos, os investidores passaram a se arriscar mais no mercado financeiro. Onde estou querendo chegar com essa retrospectiva? Estou querendo mostrar ao leitor, principalmente aos mais experientes, que não necessariamente o investimento em imóveis seja a melhor opção na economia. Pode até ser, mas na condição de o investidor saber pesquisar (fazer checklist e avaliação), ter paciência e fazer as contas corretamente.
  Hoje sabemos como se procede a aquisição e registro de imóveis e todos os percalços que são gerados para mantê-los e revende-los posteriormente com algum ganho de capital. No momento da pesquisa, é recomendado contratar uma avaliação de mercado para o imóvel. No momento da aquisição, já está embutido no valor do imóvel a comissão do corretor (quando existe a intermediação). No momento do registro, é obrigatório recolher o imposto de transmissão e os emolumentos cartorários, cujo total pode variar de 3 a 5% do valor do imóvel, dependendo da região. Durante o período de usufruto, caso não consiga alugar, é necessário pagar IPTU, energia elétrica, água encanada, taxa de condomínio e as despesas de manutenção elétrica, hidráulica e afins, sem contar reformas necessárias para a conservação do imóvel, como pintura e emassamento de paredes com infiltração ou troca de piso ou janela quebrados. Após a contabilização de todos esses itens, o investidor ainda deverá considerar o valor de avaliação de mercado no momento da venda (alguns imóveis se desvalorizam), o recolhimento de imposto de renda e a comissão da imobiliária sobre os aluguéis mensais, e após tudo isso, o custo de oportunidade caso aquele valor investido no imóvel fosse aplicado no mercado financeiro. Somente após toda essa contabilidade o investidor saberá se teve ganho ou perda de capital com o imóvel investido. Além disso, ainda não estou contando com o fato de que geralmente o valor dispendido em um único imóvel é muito alto, podendo ser mais alto ainda caso o investidor financie em prestações a perder de vista.
  Mas para quem sente segurança apenas com imóveis, nem tudo está perdido. Após o fortalecimento do mercado de capitais no Brasil, surgiram os fundos imobiliários, que são fundos formatados na forma de condomínios, onde cada “condômino” adquire cotas desse fundo para que possam ser investidos em vários imóveis com a finalidade de explorar comercialmente, seja alugando ou vendendo. Cada fundo é gerido por uma empresa chamada gestora e administrado por uma empresa chamada administradora, e cada uma dessas empresas é remunerada mensalmente por meio das taxas de gestão e administração, que são descontadas das receitas mensais do fundo. Os rendimentos líquidos são distribuídos mensalmente para os cotistas, arcando com o imposto de renda somente quando revende as suas cotas no mercado. Portanto, o investidor de fundos imobiliários conta com quatro grandes vantagens em relação ao investidor de imóveis: 1ª) O valor investidor nas cotas do fundo é muito menor do que o valor investido em um único imóvel, pois o investidor adquire apenas um quinhão de um portfólio imobiliário juntamente com outros investidores; 2ª) Pelo fato de estar investindo em um pedaço de um portfólio contendo dezenas de imóveis, o investidor passa a diversificar automaticamente os seus investimentos, puxando o risco da sua carteira para baixo, sem comprometer o retorno (relação risco/retorno ideal); 3ª) O investidor conta com uma equipe de profissionais gabaritados para cuidar de toda a parte burocrática, inclusive das tomadas de decisões, livrando o investidor de muitas dores de cabeça comuns aos investidores que investem diretamente em imóveis; 4ª) Ao investir em cotas de fundos imobiliários, o investidor passa a ter muito mais liquidez do que se investisse apenas em imóveis. O cotista pode resgatar as suas cotas em questão de horas com um eventual prejuízo muito pequeno. Já o investidor de imóveis pode levar meses para vender e ainda ter um grande prejuízo caso tenha que vender numa época de crise.
  Não é o meu intuito aqui neste artigo tentar convencer alguns investidores a descartar completamente o investimento direto em imóveis. Apenas quero alertar que não é a única opção existente no mercado que vai garantir rentabilidade futura para o investidor. O investidor pode diversificar a sua carteira com ações, fundos imobiliários e um ou dois imóveis, ao invés de investir todo o patrimônio em imóveis, perdendo liquidez e correndo altos riscos, sem contar o fato de que muitas vezes não tem recursos suficientes para investir em um único imóvel sequer.
  Espero ter contribuído mais uma vez para aqueles que assim como eu estão se aprofundando no mundo dos investimentos. É de vital importância que cada um de nós tenha consciência da necessidade de eliminar crenças limitantes da nossa mente e estar sempre aberto a novos conhecimentos. Desejo a todos bons investimentos e bons estudos!

Abraços,
Seja Independente


sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Empresário x Investidor


Olá pessoal,

  No artigo de hoje falarei sobre as diferenças entre as atividades de empresário e investidor e como o investidor que é empresário pode conciliar as duas atividades para construir patrimônio no longo prazo. Já ouvi muitos empresários dizerem que é melhor reinvestir os lucros da empresa do que investir os lucros em outros ativos, e humildemente tenho que discordar parcialmente desse pensamento. Vou explicar o porquê dessa minha discordância.
  O investimento em um negócio próprio é considerada a de maior risco dentre as diversas formas de investir, superando o risco dos investimentos em ações. Ao investir em um negócio próprio, você terá de administrar os riscos com funcionários, burocracias inerentes à atividade, recolhimento de impostos e envio de informações ao fisco, controle de qualidade dos produtos e/ou serviços, satisfação de clientes, fornecedores e concorrentes. Já ao investir em ações, você estará adquirindo parte do capital de uma empresa de grande porte, com grande participação em seu mercado, finanças organizadas, administradas por profissionais altamente gabaritados e fiscalizada por todo um mercado de investidores. Todas essas qualidades não eliminam a possibilidade dessas empresas quebrarem, mas diminuem esse risco sensivelmente.   
  Aquele empresário que se diz empreendedor puro sangue e ama o seu negócio, geralmente é o que defende com unhas e dentes o reinvestimento total dos lucros no próprio negócio. Mas em minha humilde opinião não é prudente reinvestir a totalidade dos lucros, pois na medida em que você concentra excessivamente todo o seu patrimônio em um único negócio, o seu risco aumenta consideravelmente. Diversificação é a chave para a construção de um grande patrimônio no longo prazo com uma relação risco/retorno ideal. Mesmo que esse empresário seja muito conservador e aceite investir uma parte dos seus lucros na caderneta de poupança ou fundo de renda fixa do seu banco e em imóveis, ele já estará de certa forma diversificando o seu patrimônio. Nesse caso, basta o empresário trocar as aplicações bancárias e os imóveis pelos investimentos no tesouro direto e nos fundos imobiliários, respectivamente, e isso ele consegue facilmente abrindo uma conta na corretora de valores de sua preferência. Pode parecer besteira ou perda de tempo para esse empresário, mas essa pequena atitude representa um retorno muito maior para ele no longo prazo.
  É necessário que o empresário compreenda que os lucros da sua empresa são a fonte cristalina para a construção de um patrimônio que irá permitir uma renda passiva capaz de sustenta-lo sem a obrigatoriedade de trabalhar incansavelmente para pagar as contas. O trabalho será apenas por prazer. Mesmo reconhecendo a importância de se reinvestir uma parte dos lucros anualmente para que a empresa possa crescer organicamente e gerar mais lucros no futuro, acredito que o futuro de uma empresa sempre será incerto, pois são muitas as variáveis exógenas e endógenas que afetam o negócio. Por exemplo, um funcionário sofre um acidente de trabalho e vem a óbito. Prejuízo financeiro e moral imensurável para a empresa. Outro exemplo, o setor na qual a empresa está inserida passa por constantes mudanças tecnológicas e a empresa não se adaptou, tornando-se obsoleta frente aos seus correntes. Ela irá falir em breve com toda a certeza. Poderia dar vários outros exemplos aqui, principalmente de variáveis endógenas, no caso em se tratando do Brasil, exemplos não faltam mesmo, haja vista a insegurança jurídica que reina em nosso país.
  Enfim, espero que o leitor compreenda a mensagem que tentei transmitir neste artigo. Não sou o dono da verdade e não pretendo aqui persuadir o leitor que é empresário a deixar de reinvestir os lucros. Apenas aconselho a investir uma parte dos lucros em outros ativos existentes no mercado. Espero ter contribuído mais uma vez e desejo bons investimentos e bons estudos!

Abraços,
Seja Independente

sábado, 20 de outubro de 2018

Longevidade e Juros Compostos: uma combinação perfeita!


Olá pessoal,

  No artigo de hoje falarei sobre um assunto bem interessante para quem está começando a investir e que com certeza vai servir de motivação para continuar investindo no longo prazo: a combinação perfeita da longevidade com os juros compostos. Muitos podem estar achando estranho esse título, mas eu vou explicar tentando ser o mais didático possível.
  Muitos já devem saber o efeito milagroso dos juros compostos nos investimentos, gerando verdadeiras fortunas para quem sabe investir ao longo do tempo. Pois bem, esse efeito só acontece se o investidor se mantiver vivo por muito tempo enquanto os investimentos crescem exponencialmente, isso porque o fator multiplicador (1 + i) é elevado à potência pelo número de anos do investimento. Sendo assim, quanto mais tempo o investidor levar para resgatar em vida aquele investimento, maior será o montante ao final do período. Para que se possa ter uma ideia da dimensão do efeito dos juros compostos, pesquise no Google sobre a fábula educacional do xadrez e a função exponencial, contada no livro “O homem que calculava”, do autor Júlio César de Melo e Sousa (pseudônimo Malba Tahan). Acredito que após ler a fábula muitos irão se surpreender com o resultado, assim como eu também fiquei. Mas óbvio que, na prática, ninguém investe durante 64 anos sem consumir boa parte dos rendimentos e do principal (uma parte do principal pode ser doada ou herdada), pois seria loucura. O autor quis apenas mostrar o quão poderosa é a força dos juros compostos. Como dizia o autor da teoria da relatividade Albert Einstein: “Os juros compostos é a força mais poderosa do universo”.




  Acredito que agora você deve estar começando a entender a importância da longevidade para aqueles indivíduos, que assim como eu, se dedicam aos investimentos. Por isso é importante manter hábitos saudáveis, como dieta balanceada e atividade física regular. Muitos podem questionar essa tese alegando que um indivíduo pode ter hábitos nocivos ao longo da vida, como dieta inadequada, alcoolismo e tabagismo, mas pode ter uma boa genética e sendo assim sobrepujar os efeitos que abreviam a longevidade. Mas muitas pessoas também se esquecem de que não adianta apenas viver muito. Também é necessário ter qualidade de vida ao longo da jornada da vida, pois os hábitos nocivos tendem a causar doenças de todo tipo, gerando gastos extras com saúde, como consultas médicas frequentes, tratamentos e exames caros, remédios caros e etc., diminuindo a capacidade daquele investidor de fazer os aportes necessários. Sem contar que algumas pessoas possuem algum problema de saúde crônico, como alergia, hipertensão, diabetes tipos I e II, insuficiência renal, hemofilia e etc., além das infecções comuns a todas as pessoas que nos acometem ao menos uma vez na vida. Também vale lembrar aqui que nunca antes na história da humanidade o ser humano conseguiu uma expectativa de vida tão alta como a da atualidade, sem contar a crescente taxa de natalidade em alguns continentes como a África e a Ásia. Consequentemente, o número de habitantes no nosso planeta tende a aumentar substancialmente nas próximas décadas. E isso demanda muitos gastos com saúde ao redor do mundo. E sabemos que nem todo ser humano nasce para cuidar da saúde dos outros. Sendo assim, a tendência é que os gastos com saúde inflacionem ao longo do tempo. Por isso é tão importante cuidar da saúde se prevenindo ao invés de se remediar constantemente.
  Existem vários exemplos de investidores que são a prova viva de que os juros compostos é a força mais poderosa do universo. O exemplo mais conhecido no mundo é o do megainvestidor norte-americano Warren Buffett. Sua fortuna está hoje avaliada em US$ 72,5 BILHÕES. Começou a investir em ações aos 11 anos de idade em 1942 e desde então não parou de investir. Por isso, a maior parte de sua riqueza, cerca de 94% dela, foi obtida somente após Warren passar dos 60 anos de idade, justamente devido ao efeito dos juros compostos.


Warren Buffett
   Enfim, exemplos não faltam, poderia passar um dia inteiro dando outros exemplos neste artigo, mas por questão de economicidade citei apenas o caso do vovô bilionário Warren Buffett, por ser o mais conhecido. Por isso sempre recomendo que o investidor nunca desista ao longo da caminhada, mesmo sendo cansativo e chato. Costumam dizer que o investimento de longo prazo é como uma maratona de 40 km e não uma corrida de 100 m. Paciência e disciplina são fundamentais para atingir os seus objetivos.




  Espero ter contribuído mais uma vez para a comunidade de investidores com esse artigo motivacional. Bons estudos e bons investimentos!

Abraços,
Seja Independente
 

                                       

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Formação Básica do Investidor

Olá pessoal,

  Neste artigo falarei sobre as áreas de conhecimento que o investidor deve dominar para que possa ter sucesso na sua carreira de investidor. Na verdade esse artigo é um complemento do artigo sobre o conhecimento, mas um pouco mais analítico, com mais digressões sobre o assunto, e mais voltado para a parte prática.
  Para que um investidor consiga primeiramente sobreviver ao mercado financeiro para depois obter êxito futuramente, ele deve estar constantemente informado e explorando o máximo de conteúdo disponível na internet, nos livros e nos cursos. É importante também que antes de qualquer coisa o investidor comece investindo pouco dinheiro e formando a sua reserva de emergência. Assim que for adquirindo conhecimento, o investidor se sentirá mais seguro para aumentar os aportes mensais.
  São várias áreas de conhecimento que o investidor deve dominar com clareza para que possa ter o discernimento necessário na hora de investir. Para não ter que citar todas, vou citar as que eu considero mais importante. O investidor deve entender de Política. Saber o que é Socialismo (Carl Marx, Lênin, Stálin). Saber o que é Capitalismo. O investidor deve entender de Geopolítica/História. Saber os principais acontecimentos do mundo moderno e as respectivas lições extraídas de cada uma delas (Guerras mundiais I e II, Guerra Fria, Ditaduras ao redor do mundo). O investidor deve entender de Economia. Saber o que é uma economia de livre mercado (Adam Smith, David Ricardo, Malthus, Escola Austríaca de Economia), o que é uma economia intervencionista (John Maynard Keynes). Saber o que foi o padrão ouro. Saber o que é o padrão papel-moeda. Saber como se origina a inflação. Saber um pouco de microeconomia (oferta e demanda, demanda inelástica, bens complementares, bens substitutos). O investidor deve entender pelo menos o básico de Matemática Financeira. Saber o que é juros compostos e o seu efeito exponencial nos investimentos. Saber calcular o valor presente de qualquer investimento ou empréstimo. O investidor deve entender pelo menos o básico de Contabilidade. Saber distinguir um ativo de um passivo e entender o grande segredo por trás da fórmula [Patrimônio Líquido = Ativo – Passivo]. Existem vários outras áreas importantes, mas prefiro deixar o colega investidor satisfazer a sua curiosidade por conta própria. O Google e o Youtube existem para isso. São ótimas ferramentas de estudo e de fácil acesso.
  O investidor mais conservador que investe boa parte do patrimônio em renda fixa (acima de 50%) pode questionar a necessidade de ter essa formação básica, essa vasta gama de conhecimento, para obter êxito nos investimentos, já que a renda fixa é “segura” e não traz grandes surpresas ao longo do tempo. Mas é aí que está o grande X da questão. Dependendo da inflação acumulada ao longo do período e a qualidade da renda fixa desse investidor, ao invés de ter êxito ele pode ter um grande prejuízo, sem ele mesmo saber, pois renda fixa não é a mesma coisa de poder aquisitivo. Para entender melhor o que estou dizendo, basta ler novamente o meu artigo sobre ‘Renda Fixa e Inflação’. Portanto, é importante que o investidor, por mais conservador que ele seja, tenha um pouco de conhecimento em cada área, principalmente em Economia. Querem ver outro exemplo de como é importante ter conhecimento nessas áreas, como Matemática Financeira, por exemplo? Mesmo na renda fixa existe um vasto leque de opções de investimento, desde CDB e LCI dos grandes e pequenos bancos, debêntures de empresas, fundos de investimento em renda fixa, fundos multimercados, até as opções mais seguras, que são os títulos do Tesouro Direto. Cada um deles possui uma taxa pré-fixada ou pós-fixada e um prazo de vencimento, além de outras características importantes, mas vamos nos ater apenas a essas duas para sermos mais objetivos. Para que o investidor consiga atingir os seus objetivos financeiros, seja uma aposentadoria, um imóvel próprio, um veículo próprio, ou uma viagem dos sonhos com a família, o investidor deve saber usar a fórmula de capitalização por juros compostos para que possa fazer uma estimativa de quanto vai resgatar líquido de taxas e impostos no dia do vencimento. Sem contar o trabalho que terá para analisar outros fatores que também influenciam no montante líquido que será resgatado, como o rating das instituições financeiras que vendem os produtos bancários, pois existe a possibilidade de calote nesse caso, e a taxa de administração que incide nos fundos de investimento.
  Mas caso o investidor conservador não tenha se convencido dessa necessidade de estudar pelo menos um pouco cada assunto, ou seja, opte pela ignorância (pelo menos nos investimentos e não na profissão) e delegue o seu patrimônio a um gestor de um fundo de investimento, seja através de um banco ou de uma corretora, saiba que os riscos continuarão a existir. Você terá que confiar num gestor ou numa equipe de gestores que você não conhece, não sabe se tem competência suficiente, se tem outros interesses além de cuidar do seu patrimônio (sempre tem), enfim, você pagará caro por um serviço ao longo de vários anos e não sabe se realmente terá o retorno desejado.
  Enfim, espero que o investidor compreenda a mensagem que tentei trazer nesse artigo e a partir de agora invista mais consciente. Espero ter contribuído mais uma vez para a comunidade de investidores. Bons estudos e bons investimentos.


Abraços,
Seja Independente

domingo, 30 de setembro de 2018

Livro Investindo em Ações no Longo Prazo, do autor Jeremy J. Siegel




Olá pessoal,

  Conforme prometido, irei falar um pouco sobre o livro Investindo em Ações no Longo Prazo, do autor norte-americano Jeremy J. Siegel. Vou explicar porque ele tem uma abordagem mais otimista do que o livro de Benjamin Graham no tocante ao retorno das ações no longo prazo.
  Apesar de se tratar de um livro escrito totalmente dentro da realidade norte-americana assim como o livro de Benjamin, podem-se tirar algumas conclusões dele no que diz respeito às ações. Ao longo da leitura do livro, consegui destacar alguns trechos que faz o investidor iniciante refletir sobre as vantagens de se investir em ações visando o longo prazo.
   Assim como eu fiz no artigo anterior, vou tentar abordar as lições tiradas do livro sem me alongar muito para que o artigo não fique cansativo. Logo no início do livro, ao tratar do assunto demografia mundial e onda de envelhecimento, o autor lança uma pergunta fundamental: os trabalhadores dos mercados emergentes são capazes de produzir bens suficientes para atender aos aposentados do mundo desenvolvido e esses trabalhadores podem economizar uma renda suficiente para comprar os ativos que os aposentados do mundo desenvolvido precisam vender para financiar sua aposentadoria? O autor responde que neste exato momento não, pois embora 80% da população mundial viva nos países em desenvolvimento, essas economias geram apenas metade da produção mundial. Porém, o autor afirma que essa proporção está mudando rapidamente. Segundo ele, o crescimento do PIB da China e da Índia é particularmente notável e continuará sendo até o final deste século. Ao lançar essa pergunta, o autor mostra que o PIB mundial irá crescer até o final deste século ao invés de diminuir, pois a onda de envelhecimento no mundo inteiro será compensada pelo crescimento populacional e consequente aumento da produtividade nos países emergentes, preenchendo a lacuna. E tudo isso favorece o investimento em ações no longo prazo.
   Em outro trecho mais adiante, o autor mostra o retorno total dos ativos desde 1802 nos EUA em um gráfico (não vou mostrá-lo aqui no artigo), onde o retorno anualizado das ações é de 8,1%, enquanto que o dos títulos públicos é de 5,1%, o das letras é de 4,2%, o do ouro é de 2,1% e o do dólar é de 1,4%, ou seja, o retorno das ações sobrepuja o dos outros ativos com sobras, de “lavada”. Sem levar em consideração que foi analisada apenas a média do mercado acionário (o autor fala em carteira ponderada por capitalização), pois se compararmos apenas com as ações mais rentáveis, essa diferença aumenta ainda mais. O autor ainda destaca que é fundamental compreender que o retorno total das ações retratado no gráfico não representa o crescimento no valor total do mercado acionário dos Estados Unidos. A riqueza em ações aumenta a um ritmo significativamente mais lento do que o retorno total das ações. O retorno total aumenta mais rapidamente do que a riqueza em ações porque os investidores consomem a maior parte dos dividendos pagos pelas ações e, portanto, esses dividendos não são reinvestidos e não podem ser usados pelas empresas para gerar capital. Na minha concepção, esse é o trecho mais importante do livro. Se o leitor compreender esse importante detalhe e encaixar na sua estratégia de investimento, não tenho dúvidas de que conseguirá obter um ótimo resultado no longo prazo.
  Existem vários outros trechos valiosos no livro, mas prefiro que o leitor descubra por si próprio. Citei apenas os que eu considero mais importantes. Aconselho o investidor a adquirir o livro após ter lido o livro O Investidor Inteligente, pois um complementa o outro com abordagens diferentes. Cabe a cada leitor ter uma reflexão crítica de cada livro após a leitura de ambos e tirar as suas próprias conclusões.
  Espero ter contribuído mais uma vez para a comunidade de investidores e desejo uma excelente leitura a todos. Bons estudos e bons investimentos!

Abraços,
Seja Independente

domingo, 16 de setembro de 2018

Livro O Investidor Inteligente, do autor Benjamin Graham





   Olá pessoal,

  Conforme prometido, irei falar um pouco sobre o Livro O Investidor Inteligente, do autor norte-americano Benjamin Graham. Vou explicar aqui o motivo pelo qual o megainvestidor Warren Buffett disse ser esse o melhor livro sobre investimentos que ele já leu.
   Apesar de se tratar de um livro escrito totalmente dentro da realidade norte-americana numa época longínqua que remonta desde o início do século XX (já foram lançadas várias edições ao longo do tempo), podem-se tirar várias lições valiosíssimas dele. Ao longo da leitura do livro, consegui destacar vários trechos tratando de diversos aspectos pertinentes à formatação de uma carteira de investimentos. De uma forma geral, é um livro que procura aconselhar o investidor leigo a ter o máximo de cautela e humildade na formatação da carteira, através de uma alocação adequada em renda fixa e diversificando ao máximo os ativos em renda variável.
   Assim como eu fiz no artigo anterior, vou tentar abordar as lições tiradas do livro sem me alongar muito para que o artigo não fique cansativo. Logo no início do livro, o autor destaca que o objetivo principal do livro será dar conselhos ao leitor sobre áreas de possíveis erros significativos e desenvolver políticas com as quais ele se sinta à vontade. Ele afirma que o principal problema do investidor é ele mesmo, na medida em que esse se expõe a contragosto às emoções e tentações do mercado após comprar ações, sem ter o temperamento necessário para o processo de investimento. Em outro trecho mais adiante, o autor aborda a questão do risco, cujo conceito é com frequência ampliado de forma a ser aplicado a uma eventual queda no preço de um título, muito embora essa queda possa ser de natureza cíclica e passageira e ser improvável que o proprietário seja forçado a vender em tais épocas. Ele afirma que muitas ações envolvem riscos de deterioração, porém um investimento em um conjunto de ações, executado de forma apropriada, não carrega qualquer risco substancial desse tipo e sendo assim não deveria ser tachado de arriscado simplesmente por causa da oscilação de preços. Em outro trecho mais adiante, o autor aborda a questão da política de investimento, onde essa depende em primeiro lugar de escolher o papel defensivo (passivo) ou o empreendedor (ativo). O ativo deve ter um conhecimento suficiente para justificar encarar suas operações de investimento como equivalentes a um negócio empresarial. Não há espaço nessa filosofia para um meio-termo ou uma série de gradações entre o status passivo e ativo. Nesse trecho, que eu considero o mais intrigante do livro, o autor coloca “o leitor contra a parede” e o aconselha a tomar uma posição no tocante à sua política de investimentos, e aconselhando-o a resistir corajosamente à tentação recorrente de aumentar o retorno da carteira ao se desviar por outros caminhos. Em outro trecho já nos últimos capítulos, o autor aborda a questão da diversificação, afirmando que manter seu dinheiro espalhado por muitas ações e setores é o único seguro confiável contra o risco de estar errado e que, além disso, maximiza suas chances de acerto. Nesse trecho, que considero de suma importância, o autor lembra que uma previsão perfeita do futuro não é um dom disponível para a maioria dos investidores e, sendo assim, a diversificação torna o único almoço grátis que o investidor tem à sua disposição. E aqui vale fazer uma ressalva muito importante: quando se fala em diversificação, não se fala apenas em diversificação de ativos, mas de classes de ativos. Tanto na renda variável como na renda fixa, existem as diversas classes de ativos. Na variável, podemos citar além das ações, os fundos imobiliários, cuja volatilidade é bem menor do que as ações e pagam proventos mensais. Sendo assim, eles ajudam a diversificar a carteira de renda variável diluindo o seu risco. Na renda fixa, além dos títulos públicos, existem várias outras classes de ativos, como CDBs, LCIs e debêntures, mas particularmente não aconselho o investidor a diversificar na renda fixa pelo fato dos títulos públicos serem de longe a classe mais segura, pois o único papel da renda fixa é amortecer o risco sistêmico de toda a carteira.
   Existem vários outros trechos valiosos no livro, mas prefiro que o leitor descubra por si próprio. Citei apenas os que eu considero mais importantes. Aconselho o investidor a adquirir o livro após ter lido o livro Pai Rico e Pai Pobre e ter explorado todo o material disponível na internet (ver Meus Favoritos), por se tratar de um livro um pouco mais técnico, apesar de não abordar nenhuma fórmula matemática.
  Espero ter contribuído mais uma vez para a comunidade de investidores e desejo uma excelente leitura a todos. Bons estudos e bons investimentos!

Abraços,
Seja Independente
  
                                                                                                                 

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Livro Pai Rico Pai Pobre, do autor Robert Kiyosaki



  




   Olá pessoal,

  Conforme prometido no último artigo, irei falar um pouco sobre o Livro Pai Rico Pai Pobre, do autor norte-americano Robert Kiyosaki. Vou explicar aqui neste artigo o motivo pelo qual eu disse que se o investidor tiver que ler apenas um livro sobre investimentos em toda sua vida, que seja esse.
  Pois bem, esse livro serve para todos os perfis de investidores, do mais conservador ao mais agressivo. Para entender melhor vou fazer uma analogia: um profissional de qualquer área ou um atleta de qualquer modalidade esportiva precisa possuir um embasamento teórico bem sedimentado para que assim possa evoluir ao longo de sua carreira. Quando o profissional ou atleta não possui esse embasamento, ele não consegue desempenhar a sua atividade com eficiência e exatidão, ou como diz aquele ditado popular: “fica mais perdido do que cego em tiroteio”. É por isso que vemos tantas pessoas perdendo muito dinheiro em investimentos arriscados, sem saber o que está fazendo. Na verdade essas pessoas não estão investindo, mas sim especulando.
  Por isso a leitura desse best-seller internacional é tão importante para o investidor iniciante, pois ele explica conceitos básicos relacionados ao dinheiro, desmistificando mitos e mostrando verdades. Sendo assim, o livro muda totalmente o mindset do investidor e abre para ele um mundo de possibilidades que antes não conseguia enxergar. Mesmo que o investidor seja conservador e invista quase todo o patrimônio em renda fixa, o livro também servirá na medida em que as crenças limitantes de enriquecimento forem sendo eliminadas de sua mente. Por se tratar de um livro com um propósito diferente dos demais, mais voltado para a formação básica do investidor, ele se torna fundamental, mesmo tendo sido escrito numa realidade diferente da nossa (realidade norte-americana).
  Pelo fato de existir várias versões diferentes do livro (mesmo sem fugir do tema central) e para que o artigo não fique muito extenso e cansativo, não entrarei nos mínimos detalhes, prefiro que o colega investidor leia e absorva os ensinamentos por si próprio. Mas eu tentarei esmiuçar em um pouco mais de detalhes a questão central dessa obra: todo e qualquer investidor que deseje se tornar rico necessita de educação financeira. Porém, ela não é ensinada no sistema tradicional de ensino. O que o autor quer dizer com isso? Ele quer dizer que as escolas tradicionais continuam formando profissionais para o mercado de trabalho, ou seja, da mesma forma que faziam na Era Industrial. Há várias gerações, os alunos aprendem desde cedo que devem estudar para ingressar numa faculdade, conseguir um diploma e arranjar um emprego numa empresa que garanta todos os benefícios e uma aposentadoria digna na velhice. Porém, o autor ressalta que desde o início da década de 90 saímos da Era Industrial e entramos na Era Informacional, onde um diploma e um emprego não são mais garantias de uma vida rica e próspera.



  Eu até gostaria de sugerir ao colega investidor que explore o site do Clube dos Poupadores antes e depois de ler o livro. Em vários artigos, Leandro Ávila (criador do site) cita alguns trechos do livro e explica o verdadeiro significado de cada um deles. É importante ressaltar que o investidor deve não apenas ler, mas também refletir a respeito de cada ensinamento e ter a consciência de que precisa colocar em prática tudo o que for aprendido nele para alcançar os seus objetivos. Acredito que seja um ótimo investimento por se tratar de um produto de alto valor vendido a um preço baixo. Nesse momento em que estou escrevendo, ele está sendo vendido na Amazon por R$57,99 sem o frete. Na Saraiva, por R$41,90 sem o frete. Se aceitarmos o fato de que um livro como esse pode mudar as nossas vidas, esse valor no final das contas se torna irrelevante.
  Espero ter contribuído mais uma vez para a comunidade de investidores e desejo uma excelente leitura para todos. Bons estudos e bons investimentos!

Abraços,
Seja Independente

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Conhecimento, o maior investimento de todos!


Olá pessoal,

  Neste artigo falarei sobre o maior de todos os investimentos: o conhecimento. É ele que permitirá ao investidor alcançar rentabilidades surpreendentes no longo prazo, muito acima da média do mercado. Sendo assim, aquele investidor que se permitir sair da zona de conforto e buscar incessantemente o conhecimento, deixará de ser um investidor medíocre (em sua acepção real, sem o tom pejorativo) e passará a ser um grande investidor.
  Nunca se tornou tão fácil adquirir conhecimento em qualquer área como nos dias atuais, após a universalização da internet. Com ela, um indivíduo pode adquirir conhecimento acessando bons conteúdos gratuitamente. Isso faz com que um investidor adquira mais conhecimento em menos tempo, na medida em que ele tem acesso aos mais variados conteúdos sobre investimento, enriquecendo e diversificando o seu leque de conhecimento. Se antigamente o investidor adquiria conhecimento apenas lendo livros, comprando relatórios de analistas independentes ou contratando consultores especializados, hoje em dia ele tem acesso aos mais variados canais de conteúdo sobre investimento na internet, como blogs amadores, sites especializados, vídeos no youtube, sites das empresas listadas na bolsa, e outros. Mas, na minha opinião, a leitura de livros de especialistas na área ainda são a grande fonte de conhecimento. Os canais na internet seriam uma espécie de “revisão” do conhecimento adquirido na leitura dos livros. Resumindo, para um indivíduo se tornar um autodidata dos investimentos hoje ficou muito mais fácil.
  Primeiramente, irei falar um pouco sobre os vários tipos de canais existentes na internet hoje em dia. Os blogs amadores, em particular, se configuram mais como uma rede de internautas investidores que trocam informações entre si, onde poucos têm a intenção principal de ajudar os investidores iniciantes e a maioria tem apenas a intenção de compartilhar dados da carteira de investimentos e expressar opiniões acerca dela. Um blog amador, mas que eu considero profissional pela experiência, que eu recomendo para leitura é o Viver de Dividendos (ver Meus Favoritos), que por sinal também tem um canal no youtube e me deu bastante atenção assim que eu iniciei este blog. Os sites especializados, por sua vez, são sites criados por profissionais com larga experiência no mercado financeiro, onde muitos se dedicam estritamente ao estudo da renda variável e também tem um canal no youtube, e outros se dedicam à educação financeira, e aqui farei uma menção honrosa ao Clube dos Poupadores (ver Meus Favoritos), site criado pelo Leandro Avila, educador financeiro que vem desempenhando um trabalho espetacular com centenas de milhares de pessoas no nosso país, muitas delas antes endividadas e que hoje possuem uma situação financeira saudável rumo à independência financeira. Eu até arrisco a dizer que não há hoje no nosso país nenhum trabalho de educação financeira similar a esse do Leandro Avila, portanto aconselho a todos os investidores iniciantes a explorar ao máximo o site do Clube dos Poupadores antes de ler livros especializados em mercado financeiro e ingressar no mundo dos investimentos. Neste site você encontrará centenas de artigos dos mais diversos assuntos que com certeza irão enriquecer o seu leque de conhecimentos. Comigo foi assim e com você, caro colega investidor, não será diferente. Após ler os artigos do site, mudei o meu mindset em relação aos investimentos e descobri que muitos mitos propagados pela mídia especializada e até mesmo por alguns consultores renomados são aceitos como verdades absolutas pela maioria das pessoas e com isso elas passam a vida inteira sem conseguir mudar de patamar financeiro e sem construir um patrimônio que lhe permita usufruir uma vida próspera. Após me tornar leitor assinante do site (é gratuito), passei a tomar decisões difíceis no tocante aos meus investimentos que com certeza irão fazer muita diferença no longo prazo. Portanto, fica a dica! Outro site especializado que vem fazendo um trabalho valioso, através de cursos e vídeos no youtube, é o GuiaInvest (ver Meus Favoritos), criado pelo André Fogaça, outro educador financeiro que também vem desempenhando um trabalho espetacular, porém com o foco voltado exclusivamente para a renda variável (ações e fundos imobiliários). André Fogaça já vem realizando esse importante trabalho há mais tempo e já ajudou milhares de pessoas a alcançarem os seus objetivos financeiros. Outro site especializado similar ao do GuiaInvest é o Aprenda Investimentos (ver Meus Favoritos), criado pelo Tiago Lacerda, outro educador financeiro fantástico, também mais voltado  para a renda variável. Existem dezenas de outros educadores financeiros espalhados pelo nosso país desenvolvendo excelentes trabalhos com milhares de pessoas. Citei aqui apenas alguns exemplos cujo trabalho já venho acompanhando há mais tempo.
  Já em relação aos livros especializados na área, a maioria é de autores norte-americanos e europeus, ou seja, são livros traduzidos para o português e escritos numa realidade bem diferente da brasileira, mas que ainda assim contribuem para o enriquecimento do arcabouço teórico e prático do investidor brasileiro. Em minha humilde opinião, se o investidor tiver que ler apenas um livro sobre investimentos em toda sua vida, que seja Pai Rico Pai Pobre do autor norte-americano Robert Kiyosaki. É um livro completo sobre investimentos, onde ele aborda o verdadeiro significado do que é investimento, relatando os ensinamentos de Pai Rico (pai do seu amigo de infância Mike) e os de Pai Pobre (seu pai biológico). Portanto, é um livro com pinceladas autobiográficas. É um best-seller internacional na área de investimentos há mais de duas décadas com várias edições. Para mim foi um divisor de águas e a melhor leitura até agora. Em um artigo específico entrarei em mais detalhes. Já os outros livros são bem mais técnicos, se aprofundando em conceitos relacionados ao mercado financeiro como um todo. Para mim o livro de maior destaque nesse grupo é O Investidor Inteligente do autor norte-americano Benjamin Graham. É um best-seller internacional voltado para a área de bolsa de valores há várias décadas com várias edições. Para o investidor norte-americano Warren Buffett, considerado o maior de todos os tempos, esse livro é considerado o melhor já escrito. Apesar de ser bem técnico, podem-se tirar lições valiosas de alguns trechos do livro. Abordarei essas lições em um artigo específico. Outro livro técnico que merece destaque é Investindo em Ações no Longo Prazo do autor norte-americano Jeremy J. Siegel. Esse livro está na sua 5° edição e tem uma abordagem mais otimista em relação ao livro anteriormente citado no tocante ao retorno das ações no longo prazo. O autor Jeremy Siegel se utiliza de dezenas de dados estatísticos para comprovar a teoria de que no longo prazo as ações são as que geram o maior retorno dentre todas as categorias de investimento. Em um artigo específico abordarei essa teoria. Um livro brasileiro que merece ser lembrado é Fora da Curva, organizado pelo investidor Florian Bartunek, pelo advogado Pierre Moreau e pela jornalista Giuliana Napolitano. É uma reunião de depoimentos de alguns dos maiores investidores do país, como André Jakurski, Antonio Bonchristiano, Luis Stuhlberger e outros. Muitos desses investidores não gostam de dar entrevistas, mas decidiram contar um pouco sobre suas carreiras e assim espalhar lições valiosas para os brasileiros. Juntos eles administram cerca de oitenta bilhões de reais. É um livro bem pequeno em relação aos outros citados anteriormente e com um propósito bem diferente, mas que vale a pena ler.
  Enfim, o investidor iniciante deve explorar todas as fontes de conhecimento disponíveis para que possa alcançar os seus objetivos em menos tempo. Hoje em dia existe uma maior facilidade para adquirir conhecimento e o investidor deve aproveitar essa vantagem ao longo do tempo. Espero ter contribuído mais uma vez com esse artigo e desejo bons estudos e bons investimento a todos!

Abraços,
Seja Independente

quarta-feira, 25 de julho de 2018

Os Setores da Economia










Olá Pessoal,

  Neste artigo vou falar sobre um assunto específico da renda variável, os setores da economia. Primeiramente, é importante salientar que uma das finalidades da renda variável é garantir uma renda passiva para o investidor através do pagamento de proventos, além de garantir uma rentabilidade real acima da inflação, preservando o poder de compra do investidor ao longo do tempo. O investidor inteligente reconhece que o pagamento regular de proventos e o seu reinvestimento acelera exponencialmente o efeito dos juros compostos na rentabilidade real acumulada da carteira. Portanto, antes do investidor analisar os setores da economia e as empresas, ele deve considerar esse detalhe como pressuposto básico.
   Diante desse pressuposto, o investidor deve adotar como critério principal na análise o nível de blindagem de cada setor, ou seja, selecionar as empresas daqueles setores blindados contra crises econômicas, cujos fundamentos não se alteram de forma substancial, como lucratividade, margem operacional, geração de caixa, nível de endividamento e distribuição de dividendos. Geralmente são setores que tem uma demanda inelástica, como por exemplo, o setor financeiro, o setor elétrico, o setor de saúde, o setor de educação, entre outros. Sabemos que, mesmo num ciclo econômico de baixa, o consumidor não encerrará a sua conta bancária e deixará de consumir os produtos bancários, não deixará de pagar a conta de energia, não deixará de pagar o plano de saúde da família, e também não deixará de pagar a mensalidade escolar dos filhos. Entretanto, o consumidor passará a eliminar da sua cesta de bens e serviços aqueles tidos como “supérfluos” ou aqueles que podem ser substituídos por outros similares mais baratos.
   Iniciarei a minha abordagem selecionando aqueles setores que costumo excluir da minha carteira previdenciária por não atenderem o critério da blindagem e outros critérios. O primeiro setor a ser excluído é o setor imobiliário, até pelo fato de ser um setor que eu conheço bem. Sou graduado em Ciências Contábeis, mas nunca cheguei a exercer a profissão de fato, pois desde que me formei atuo como gerente administrativo de uma construtora. É um setor que necessita de um capital de giro muito elevado, costumam ser alavancadas e dependem de um mercado aquecido com juros baixos, para que o consumidor possa contrair um financiamento bancário ou direto com a incorporadora. Além de tudo isso, ainda contam com uma mão-de-obra desqualificada (pelo menos no Nordeste, não sei em outros regiões do Brasil e em outros países, e antes que alguém venha me criticar peço para que deixe o politicamente correto de lado se quiserem ler meus artigos), que dispensa maiores comentários. Há quem argumente o fato de existirem algumas empresas do setor com boa governança corporativa e bom dividend yeld que valem a pena investir, como Ezetec e MRV. Bem, fiquem à vontade. Se o caro colega investidor analisou os fundamentos de ambas e gostou, tudo bem, mas eu prefiro não arriscar. E ainda me esqueci de mencionar o projeto de Lei dos Distratos que está tramitando no Congresso com bastante dificuldade, cuja finalidade é dar um pouco mais de segurança jurídica para os contratos e tem papel relevante para o futuro do mercado imobiliário. O segundo setor a ser excluído é o setor de consumo cíclico em geral, como alimentos, supermercados, lojas de todos os tipos, indústrias de todos os tipos, companhias aéreas, entre outras. Numa recessão, como a que houve recentemente, o consumo das famílias e o crédito caem drasticamente, impactando fortemente o resultado dessas empresas. Nós sabemos que o Brasil é um país instável historicamente, com governos invariavelmente intervencionistas na economia, acarretando recessões ao longo do tempo. Dessa forma, fica muito difícil para essas empresas manter um bom nível de lucratividade, boas margens operacionais, uma boa geração de caixa e um nível de endividamento saudável. Sem bons fundamentos, não haverá lucros futuros e consequentemente não haverá dividendos a serem distribuídos, impactando fortemente os resultados no longo prazo. Mas vale a pena aqui fazer uma ressalva em relação à Ambev, uma empresa do setor de consumo de bebidas, que por ter se tornado uma multinacional e ter se consolidado como líder no mercado nacional pelo fato de possuir marcas que caíram no gosto do brasileiro, ela se tornou uma exceção. É uma empresa com bons fundamentos e que tem gerado valor para os seus acionistas, apesar de atualmente enfrentar forte concorrência da Heineken.  O terceiro setor a ser excluído é o setor de exportação em geral, incluindo commodities, papel e celulose, siderurgia, entre outros. É um setor complexo, que envolve diversas variáveis e por isso costuma ter uma rentabilidade muito volátil. O faturamento delas está atrelado ao câmbio, principalmente ao dólar. Sabemos que a geopolítica global interfere diretamente na variação cambial. Além disso, a política comercial dos países importadores interfere fortemente no resultado dessas empresas. Sem contar os diversos problemas de conjuntura doméstica. Por isso, fica muito difícil analisar empresas desse setor, mesmo que tenham uma boa governança corporativa, pois a análise dos indicadores é de suma importância e mesmo o melhor analista profissional terá dificuldade para tal, tamanha a complexidade. O quarto setor a ser excluído é o setor de telefonia, mas eu excluo mais por uma questão de preferência pessoal. O critério que eu utilizo aqui é o de governança, pois essas empresas costumam ser mal administradas (pelo menos é o que eu vejo nos relatórios de análise), e particularmente como consumidor nunca gostei da prestação de serviço dessas empresas, sempre achei um lixo. Vejam por exemplo o caso da Oi, que antigamente pagava dividendos gordos todo ano e depois perdeu a capacidade de pagamento. É bem verdade que as empresas desse setor costumam ter um bom dividend yeld, mas esse indicador não deve ser analisado isoladamente, mas sim em conjunto com os outros indicadores, vide o caso da Oi.
  Após esse “filtro” dos setores, podemos escolher com mais clareza as empresas que irão compor a nossa carteira previdenciária. Primeiramente, é importante salientar que os setores de saúde e educação, apesar de possuírem a natureza de consumo (prestação de serviços), não fazem parte do setor de consumo cíclico, pelo menos na minha visão, pelo fato de serem setores blindados contra crise, pois como havia falado anteriormente, nenhum consumidor deixará de pagar o plano de saúde familiar e nem a mensalidade escolar dos filhos. E aqui vale destacar o futuro promissor desses dois setores no país. Sabemos que a demografia brasileira está mudando ao longo do tempo, com a população idosa aumentando de tamanho, gerando uma demanda crescente por serviços de saúde. Além disso, uma evolução tecnológica dos procedimentos na área irá permitir um barateamento maior dos serviços, inclusive dos estabelecimentos privados. Com isso, haverá uma demanda maior por parte das classes de renda baixa, aumentando o faturamento do setor em escala. Em relação ao setor educacional, sabemos que ficou claro e evidente, após a recessão, a necessidade da mão-de-obra brasileira se especializar cada vez mais, tanto no ensino técnico como no superior, para que possamos desenvolver urgentemente a nossa infraestrutura e a nossa indústria, pilares essenciais para o crescimento duradouro do nosso PIB. Acredito que com as reformas tributária e previdenciária, aliadas a uma política de fortalecimento do setor privado, empreendedores nacionais e investidores estrangeiros irão se sentir mais estimulados em investir nesses setores. Já o setor financeiro brasileiro é um setor que dispensa maiores comentários. Sabemos que o nosso setor bancário é o mais lucrativo do mundo, gerando lucros bilionários ano após ano, mesmo em períodos de crise. As seguradoras não são tão rentáveis quanto os bancos, pois é um setor ainda em crescimento, mas que tem muita margem para crescer, ainda mais levando em consideração a demografia e o iminente colapso da Previdência Social, aumentando a procura por planos de previdência privada e seguro de vida. Vale mencionar aqui também a empresa B3, que é a nossa bolsa de valores, que se fundiu recentemente com a Cetip. É uma empresa com ótimos prognósticos, pois tende a crescer bastante na medida em que a economia do país for se desenvolvendo. Todo e qualquer país desenvolvido tem uma bolsa de valores forte, com a entrada crescente de empresas que desejam abrir o seu capital ao público investidor em geral. Temos também o setor elétrico, que se destaca pela sua forte “blindagem” contra crise, pois a energia elétrica é um produto com demanda totalmente inelástica, pois nenhum consumidor deixará de pagar a conta de energia em momentos de crise, a não ser em casos extremos onde o consumidor, por estar altamente endividado, perde a capacidade de pagamento. Mesmo nesses casos raros, é algo que costuma ser temporário. Nesse setor, destaco a Taesa, que é uma transmissora de energia elétrica. Ela recebe pela disponibilidade de linhas transmissoras e não apenas pela quantidade de energia que é transmitida. É uma das empresas mais blindadas do setor, se não for a mais, e costuma ter um dividend yeld altíssimo. Também temos as geradoras, com seus portfólios de hidrelétricas, termelétricas, eólicas, entre outras fontes. Possuem contratos de concessão com prazos extensos, gerando valor para os seus acionistas por décadas. Antes que eu me esqueça, também gostaria de tecer breves comentários sobre os fundos imobiliários. Em minha opinião (quem quiser pode discordar de mim), existem poucas opções de fundos imobiliários interessantes na bolsa de valores. Muitos fundos possuem apenas um único imóvel, como fundos de shopping centers, universidades, hospitais, entre outros. Acho isso muito arriscado, pois todo o risco está concentrado em um único locatário ou poucos locatários e em uma única região. Dou preferência na minha carteira a fundos de lajes corporativas que se concentram em São Paulo (será a principal capital da América Latina na próxima década) e outros estados das regiões sul e sudeste, que tenham muita liquidez em relação aos demais e que tenham gestores e administradores competentes reconhecidos pelo mercado (Intrag, Rio Bravo, BTG Pactual, entre outros).
   Enfim, existem muitas oportunidades na bolsa que tendem a gerar muito valor para o investidor no longo prazo. Lembrando que essa lista de setores é exemplificativa, não é exaustiva, existem outros setores resilientes que tendem a distribuir bons dividendos regularmente e possuem bons fundamentos. Apenas preferi comentar sobre aqueles setores blindados que eu considero mais tradicionais. Também quero lembrar ao colega investidor que não pretendo aqui neste artigo fazer recomendações de investimento, pois todos sabem que se trata de um blog amador. Espero ter contribuído mais uma vez para a comunidade de investidores com este artigo.


Abraços,
Seja Independente

quinta-feira, 19 de julho de 2018

A Importância da Reserva de Emergência


Olá pessoal,

  Neste artigo vou falar sobre mais um tema que eu considero de suma importância para a formação do investidor, a constituição de uma reserva de emergência. Considero a reserva de emergência um dos principais pilares na formatação de uma carteira previdenciária, pois sem ela a carteira do investidor poderá ficar seriamente ameaçada pelos diversos infortúnios que acometem a nossa vida.




  Primeiramente, devemos refletir a respeito do montante necessário para constituir a nossa reserva de emergência. Isso depende de uma série de fatores e acredito que não exista um consenso para definir um valor ideal para a maioria das pessoas, pois é algo muito subjetivo. No meu ponto de vista, os principais fatores são o tipo de ocupação e a quantidade de dependentes. Vamos analisar cada um desses fatores.
  O tipo de ocupação é muito importante no início da constituição da reserva, pois é esse fator que irá dimensionar o período que será coberto pela reserva. Se um indivíduo é funcionário público, com certeza ele tem muita estabilidade no seu emprego, a não ser que o mesmo cometa uma infração grave, o que não é muito comum. Como o salário mensal é “garantido” ao funcionário e quase não há risco de demissão (no máximo transferido para outra região do país ou cedido para outro órgão público), a segurança financeira desse indivíduo aumenta consideravelmente. Há quem questione o fato de atualmente em alguns estados brasileiros os funcionários estarem recebendo salário com atraso ou de forma parcelada. Isso é verdade, eu não nego. Mas acredito que seja algo temporário e, além disso, não vemos a mesma coisa acontecer com os funcionários públicos federais, mas sim recebendo o salário em dia e tendo reajustes todo santo ano. Mas não vamos entrar em maiores detalhes, pois é um assunto político e não é nossa intenção no momento entrar nessa seara. Pois bem, diante desse cenário, se um funcionário público não tem dependentes e mora ainda com os pais, sua reserva de emergência é mínima, talvez 2 meses no máximo caso ele continue almejando outros cargos e em outras regiões do país. Se ele já é dono do próprio nariz e têm dependentes, mesmo que o cônjuge também tenha renda, é interessante que o período coberto aumente para 4 meses, pois uma família têm muitas despesas imprevistas com dependentes, moradia e transporte. Se um indivíduo é autônomo, como os profissionais liberais e os microempreendedores individuais (MEI), ele já não tem tanta segurança financeira, pois dependerá exclusivamente da sua carteira de clientes, por mais fiéis que esses clientes sejam. Um ciclo econômico de baixa pode afetar a carteira substancialmente, principalmente se for uma carteira formada por aqueles que foram mais afetados pela crise, como empregados de empresas privadas e funcionários públicos estaduais e municipais de alguns estados. Também devemos atentar para o ramo de atividade do autônomo, pois existem profissionais autônomos que estão em contato direto com os seus clientes, como os da área da saúde (médicos, dentistas e fisioterapeutas). Sendo assim, caso eles fiquem doentes ou sofram acidente, eles ficarão incapacitados de prestar serviços para os seus clientes e, consequentemente, sem poderem auferir renda. Portanto, esse grupo deverá constituir uma reserva maior, algo em torno de 6 meses. Para os demais sugiro uma reserva de 4 meses. Lembrando que caso possuam dependentes, eles deverão aumentar 2 meses de cobertura para imprevistos. Já se um indivíduo é empresário, além de não ter nenhuma segurança financeira, ele corre sérios riscos de falir caso o seu negócio não vingue, por mais resiliente que seja. Todos nós investidores sabemos o quão é arriscado investir em um negócio próprio no Brasil, não preciso entrar em maiores detalhes. Aqueles que conseguem sucesso têm um espírito empreendedor, um ótimo produto e uma pitada de sorte, mas sabemos que não é a regra geral. Portanto, para esses eu sugiro um período de cobertura um pouco mais elástico, no mínimo 10 meses. Se o ramo de negócio for muito cíclico, como construção civil, sugiro esticar para 12 meses. Em relação aos profissionais que tem aquela carteira “azulzinha”, eu prefiro coloca-los no mesmo barco dos empresários, pois mesmo que eles tenham uma série de benefícios sociais, além da mãe JT (acredito que todos saibam o significado rsrs), a segurança financeira desse pessoal é ilusória. Por mais capacitados que sejam para a função que irão exercer nas empresas, eles sempre irão depender dos ciclos econômicos, ou seja, nunca haverá estabilidade no emprego deles. Estamos vendo agora no nosso país o nível recorde de desemprego, fruto da maior recessão da nossa história. Portanto, para esse pessoal eu sugiro o mesmo período de cobertura.



  A quantidade de dependentes também influenciará na constituição da reserva posteriormente, na medida em que o investidor for auferindo renda e formando patrimônio. Quanto maior for a quantidade de filhos, maior deverá ser a reserva. Se algum filho for deficiente físico que necessite de tratamento médico especial, maior ainda deverá ser a reserva. Se o investidor, além dos filhos, tiver que cuidar dos pais idosos de forma integral ou parcial, deverá aumentar essa reserva. Há quem questione o fato de alguns indivíduos, no caso dos que tem imposto de renda retido na fonte no contracheque, poderem deduzir na declaração anual do IRPF despesas com saúde e educação, e assim refutar a tese de que é necessário constituir uma reserva de emergência de tantos meses. Mas lembrem-se de que apenas os gastos com saúde são integralmente dedutíveis e ainda assim nem todos os gastos dentro do universo de gastos com saúde podem ser deduzidos, como remédios (alguns são bem caros) e alimentos específicos para dietas restritivas (uma lata de leite NAM é caríssima e é consumido em grande quantidade no mês rsrs), portanto é necessária sim a constituição de uma boa reserva de emergência, independente de conseguir deduzir uma boa parcela dos gastos com saúde na declaração anual.
  Em relação aos investimentos ideais para a constituição da reserva, devemos adotar como critério a liquidez, pois aquele valor deverá estar disponível imediatamente assim que surgir alguma despesa imprevista que tenha extrapolado o orçamento familiar. Existem diversas opções com bastante liquidez para constituir reserva, como o saldo em conta corrente, poupança, fundos de investimento em renda fixa, letras de crédito imobiliário com resgate, título público atrelado à Selic e até mesmo dinheiro em espécie guardado dentro de casa (mas não aconselho a fazer isso rsrs). Portanto, nunca invista sua reserva de emergência em opções com baixa liquidez, como ações e fundos imobiliários, pois esses não cumprem a função de reserva, mas sim de formação de patrimônio.





  Acredito que esse é o detalhe mais ignorado pelos investidores no início, mas que faz toda a diferença no longo prazo para o investidor. O conceito de “investir na margem” tem muita a ver com a constituição da reserva de emergência, pois é ela quem vai servir de amortecedor de risco para as carteiras previdenciárias. Caso a reserva seja insuficiente ao longo da formatação da carteira, o investidor pode se deparar com a necessidade de se desfazer parcialmente dos ativos que compõe a sua carteira ou contrair empréstimos bancários, desacelerando a formação do patrimônio do investidor. Portanto, sugiro constituir uma boa reserva de emergência antes de iniciar a formatação da carteira previdenciária. Não deixe que a ganância controle as suas emoções na hora de investir, tenha paciência e humildade para aprender cada vez mais. Apenas dessa forma conseguiremos atingir a nossa independência financeira.
  Espero ter contribuído mais uma vez para a comunidade de investidores e desejo que todos tenham sucesso!

Abraços,
Seja Independente