sábado, 24 de novembro de 2018

Bitcoin não é investimento!









Olá pessoal,

  No artigo de hoje eu irei falar sobre bitcoin e defender a minha opinião de que ela e as outras moedas digitais não são investimento. É sempre importante frisar que eu não pretendo aqui neste blog ser o dono da verdade e convencer as pessoas sobre o que é certo e errado no mundo dos investimentos, apenas pretendo demonstrar a minha opinião e defende-la com argumentos. Portanto quem quiser discordar de mim e parar a leitura agora, fique à vontade.
  Vamos lá. Para que o leitor possa entender o porquê de não achar as moedas digitais uma forma de investimento, precisamos entender a diferença entre investimento e reserva de valor. A sociedade costuma chamar tudo aquilo que tem a possibilidade de gerar lucro no futuro de “investimento”, mas nem sempre é assim. Investimento é aquele negócio que garante o valor do principal com segurança e gera um lucro excedente no futuro. Mas nem todo negócio funciona dessa forma. No meu ponto de vista, os únicos investimentos que atendem esses requisitos são as ações, os fundos imobiliários e alguns ativos da renda fixa, principalmente os títulos públicos. Pois são os únicos que podem garantir o valor do principal com segurança e gerar um valor real acima da inflação acumulada do período do investimento para aquele investidor que estudou o negócio e sabia o que estava fazendo. Mas existem ativos cuja volatilidade de preço ou índice beta, como os analistas costumam chamar, é tão grande ao longo do período que ele não tem como garantir o valor do principal com segurança. Nesta categoria estão incluídos, além das próprias moedas digitais, contratos futuros de ouro, moedas estrangeiras como dólar, euro e iene, obras de arte e joias. A única função desses ativos é servir de proteção aos investidores em épocas de fortes recessões ou até mesmo depressões econômicas. Por isso eles costumam ser chamados de reserva de valor. Aqui não importa a rentabilidade, mas sim a proteção. Funcionam quase que como um “seguro catástrofe” num ambiente de caos econômico, como os ocorridos no crash da bolsa americana em 1929 e a crise do subprime em 2008. Alguns economistas preveem que num futuro não tão distante ocorrerá uma depressão econômica mundial de proporções inimagináveis, sendo muito maior do que as da década de 30 e a mais recente de 2008. Sendo assim, se torna imprescindível para o investidor incluir na sua carteira esse “seguro catástrofe”, para que não fique desguarnecido num eventual “fim do mundo”. Recomendo alocar esse tipo de ativo na carteira cerca de 1% do total. Quando o investidor já possui uma carteira multimilionária e certa experiência, é prudente que aumente esse percentual para até 5%, pois a relação entre patrimônio e proteção é sempre diretamente proporcional.
  Existem livros escritos por economistas renomados da Escola Austríaca de Economia, como “Desestatização do Dinheiro”, de Friedrich August von Hayek, ganhador do Prêmio Nobel de Economia de 1974, e “O que o governo fez com o nosso dinheiro?”, de Murray N. Rothbard, que foi vice-presidente acadêmico do Ludwig von Mises Institute, que apesar de terem sido escritos há décadas atrás, são bem atuais no tocante ao surgimento das moedas digitais. Recomento a leitura desses livros para quem quer entender um pouco mais sobre essas moedas. Se alguém me perguntar se as moedas digitais são uma bolha, eu respondo que podem até ser no curto prazo, mas tenho minhas dúvidas se elas deixarão de existir, pois a plataforma digital que está por trás das moedas digitais, chamada de Blockchain, veio para ficar de vez. É a mesma plataforma que vai digitalizar os processos dos cartórios e das repartições públicas no Brasil e no mundo. É uma tecnologia da Terceira Revolução Industrial, e não tem como voltar atrás!






  Espero ter contribuído mais uma vez para a comunidade de investidores e caso queiram dar a sua opinião, deixem seus comentários. Todos aqueles que desejam aprender mais com o blog e querem contribuir de alguma forma para o seu crescimento serão bem-vindos!

Abraços,
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